Carta a um Amigo Detento
Ontem
Um dia... A noite
Com fortes emoções
Coração em chamas
Destruído, literalmente
Porém,
De amor, gratidão
Pela beleza da vida
Relações
Lavou minha alma
Nutriu o meu ser
Conforto, mansidão
Paz profunda, no coração
São presentes vivos
Passados presentes
Que habitam, fazem morada
Em nossas células
E todas elas, ontem
Estavam em festa
E os olhos meus
De prontidão
Lhes deu um banho
Com o bálsamo
Da luz que contém
Em meu ser
G R A T I D Ã O
Temos que sentir
O nosso dom
Domdom
Oh, Glória
De novo, gratidão
Com.muita paz no coração
Amém!!!...
Um neuroninho incomoda muita gente. Dois neuroninhos incomodam, incomodam muito mais! Três neuroninhos incomodam, incomodam, incomodam muita gente. Quatro neuroninhos incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, muito mais. Dez Mil Neuroninhos incomodam, incomodam, incomodam, (...) muita gente.
20 Milhões de neuroninhos incomodam, incomodam, incomodam, incomodam, (...) muito mais.
O perdão.
Perdoe e viverá! Perdoar não é esquecer, nem justificar o erro do outro. É um processo interno de libertação, onde decidimos não carregar mais o peso da mágoa, do ressentimento e da raiva. É um ato de amor por nós mesmos, que nos permite seguir em frente e construir relacionamentos mais saudáveis.É um ato de coragem e amor!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Um vulcão em erupção
É o que vocês, todos
Sem exceção
Sim todos vocês
Possuem internamente
Em cada célula
Correndo nas veias
Em cada glândula
Nas fitas duplas
De vossos DNA
E quando conseguem
Enxergar
Sentirem
Entenderem
Essa explosão magnética
Essa lava incendiária
Que queima em vossas almas
Energia que quer se expandir
E contagiar todo o planeta
Que derreterá toda a nossa
Crosta de pedra
Coração duro
Cegueira
Então,...
Se permita viver em chamas
Amor escaldante
Transbordante
Viva aquecendo
O seu mundo
O nosso mundo
E quem nos vê
Lê
Aprecia
Sentirá esse calor humano
Sensações térmicas
Que fazem a alma
Ficar em silêncio
Em paz
Somente sentindo
A presença do amor eterno
Incendiando
O corpo
Onde está presente.
Muita luz vibratória
Com fluídos energéticos
Sempre
Sempre
Paz no coração
Ainda sou um vazio
nada construí
só senti a tempestade
impulsiva me invadir
tento caminhar,
mas pisar descalço
no calor da emoção
queima injustamente
o coração
não sou o tabuleiro
sou apenas o jogador
se o sonho é um blefe
o que importa dormir?
melhor andar pelo bosque
totalmente distraído
soltar os pensamentos
num voo da esperança
a utopia é um destino
e o mundo, uma criança.
Vivemos em um mundo que está de cabeça para baixo, aonde o certo está errado ou para justificar muitos usam como "modernismo".
As pessoas quanto mais o tempo passa, parecem que mais articuladas ficam, perderam a noção do que realmente é concreto. O tal famoso século XXI está deixando as pessoas doentias, possessas, maldosas, e cada vez mais egocêntricas. As terapias são para pessoas feridas por pessoas maldosas, a família tradicional, estão escassas, o matrimônio se tornou união estável, o cavalheirismo virou o tal de emocionado, a mulher é comparada com objeto, animais de estimação virou filhos único, o pai e a mãe se tornaram desconhecidos, o irmãos apenas de consideração, amizades de conveniência, profissionais de aparência. Que mundo é esse que o respeito se tornou brega. Que cérebros são esses que para dizer que estão vivendo bem tem que sempre estar em farras, bebidas.
O mundo está desvirtuado da verdade, onde o que se prevalece é a satisfação da hipocrisia.
natal
o ano já está no final e nesse mês já é natal um beijo pra 2024 não sei vocês mas eu surtei o ano inteiro eu só conversei meu pix de 1 milhão eu não ganhei eu aprendi mas eu nem estudei o mês passado apanhei com 3 mas eu sei que vai ficar tudo bem no ano que vem [batidão]
fimm
Reflexão Jusfilosófica e Política
Não se afigura racional que uma nação se declare um Estado Constitucional, comprometendo-se com os princípios do Estado Democrático, Republicano, Multipartidarismo, separação de poderes e, acima de tudo, com a tutela dos direitos humanos fundamentais, tais como o direito ao voto. Promovem-se eventos eleitorais — a “festa da democracia”, quer em eleições gerais, quer legislativas — e, ainda assim, não se respeita rigorosamente a vontade popular na eleição do Presidente da República (...), anulando, desta forma, a soberania popular. Se a intenção é permanecer no poder ao arrepio da vontade do povo, não seria mais coerente declarar-se um Estado de orientação Comunista, onde o monopartidarismo prevalece?
Lisboa, 27 de Outubro de 2024
Meu Céu e Minha Sina
Ó solidão que amarga em cada minuto distante,
Um tempo que se estende, qual dor incessante.
Foi assim que vieste, destino imprevisível,
Qual sombra fugaz, mas tão indivisível.
Entraste em minha vida, sem aviso, nem razão,
E já roubaste os sentidos do meu coração.
És singular, meu norte, minha inspiração,
Um universo onde perco toda a noção.
Teus olhos, verdes como o mar em alvorada,
São para mim estrelas numa noite estrelada.
Ao sorrir, abres portas do paraíso eterno,
E me lanças num mundo onde tudo é moderno.
Todos esperam o sol, num alvorecer constante,
Mas tu chegas sempre, em um brilho fulgurante.
Minha sina, meu sol, meu sistema solar,
Tua presença é farol, no céu a brilhar.
Se um dia partires, meu rumo a mudar,
Saiba que espero — há de voltar.
E quando em tristeza teus olhos se fecharem,
Que seja por um dia, não por dores que se alastrem.
Faz feliz teu coração, te peço e te imploro,
Pois és meu astro, meu céu onde moro.
Tua existência, constelação que me guia,
Minha Estrela Dalva, minha eterna alegria, meu pedacinho de céu com cor de esmeraldas.
mar
Lentamente me afundo, no profundo mar de espinhos.
Lentamente me afogo, em um rio de decepções.
Estou presa no imóvel, imersivo, irreal.
Estou perdida nas águas, nadando em um vazio dentro da própria alma.
Eu não irei amar.
Eu não irei dormir.
Não irei apreciar.
Tudo o que amei, destruí
Tudo que mais admirei, já se foi.
Minha vida é como um lago, cheio de crocodilos, obstáculos.
Ensaios de um fim
A vida e suas prioridades,
O amor e a rotina,
Um relacionamento de verdade,
Não se encontra em cada esquina.
Nota-se entre nós um distanciamento,
Provocado pelas circunstâncias da vida,
Tomara que não haja sofrimento,
E que nossas almas não saiam feridas.
O sinal é claro como o dia,
Tudo será questão de tempo,
Chegando a carta de alforria,
Finda-se o sofrimento.
Não precisamos para o outro mentir,
Daquilo que não temos mais tempo,
Forçar uma barra e ter que fingir,
Só ativa um grande tormento.
Não quero fazê-la sofrer,
Nem tampouco sofrer com essa situação,
Está com você e não a ter,
É o mesmo que uma encenação.
Prefiro caminhar a estrada da solidão,
Do que viver um amor de aparência,
Lá, serei eu, um cara cheio de emoção,
Sem me preocupar com a consciência
É ruim ficar sem você,
Jamais imaginei um término assim,
Sem você terei que inventar um porquê,
Um porque da flor sair do meu jardim.
Lourival Alves
Como viver um amor infinito em um mundo onde esse amor nada mais é que um sonho?
Uma saudade do ausente e uma visão do que não se pode ter?
Na contradição da vida, será a canção reflexo de um poema e um poema reflexo de um amor?
Com o passar do tempo, amadureci..
Coisas boas me aconteceram, mas coisas tristes também. Estou diferente...
E todas essas emoções são traduzidas em forma de versos nas canções que transbordam a partir da minha alma
E nessa constante dialética entre o saber e o viver..
Entre o infinito e o finito que se revela, redescobri o fascínio da poesia que sempre esteve dentro de mim, mas que a seriedade do mundo por tempos ofuscou.
E, tentando entender a complexidade dos sentimentos, busquei uma síntese..
Algo que não pode ser encontrado nas palavras, nas páginas dos livros ou nos versos das mais belas canções
Mas somente no vento impetuoso do Espírito
Aonde o mais belo poema se tornou a mais bela canção já entoada em toda a Terra
Aonde o Verbo se tornou carne
E o Amor dividiu a história se tornando a própria história do nosso ser.
O princípio de identidade não e absoluto!!!
O princípio da identidade é um princípio lógico que afirma que algo é idêntico a si mesmo, ou seja, A é A. Ele estabelece que algo é o que é e não pode ser diferente.
O princípio da identidade foi formulado pelo filósofo grego Parmênides de Eléia em seus estudos sobre a lógica.
Na lógica clássica, o princípio da identidade é um dos três princípios básicos, juntamente com o princípio da não-contradição e o princípio do terceiro-excluído.
O princípio da não-contradição estabelece que algo não pode ser e não ser ao mesmo tempo. O princípio do terceiro-excluído estabelece que para qualquer proposição, ou ela é verdadeira ou a sua negação é verdadeira.
Se levarmos o princípio da identidade em consideração o nada seria nada mesmo(mas se levarmos a existência em consideração, ele é algo que contradiz a própria identidade, se ele contradiz ele próprio ele e falso, agora se ele e falso e não é o que sabemos sobre ele"nada" então nada ele não é, temos 1 verdade tanto na mentira quanto na verdade que seria que o nada e contraditório, burlando o princípio de não contradição e o próprio princípio de identidade)
Como a verdade pode ser mostrada na mentira? O exemplo está a cima
Agora lervarmos o princípio do terceiro exemplo que não tem terceira possibilidade a contradição e falsa ele não se contradiz ele tanto nada quanto uma existência (nois 3 princípio básico ele se contradiz) o que quero passar com isso que talvez o princípio de identidade, o princípio de terceiro exemplo e o princípio de não contradição não se aplica a todas as coisas(se esses 3 princípio não se aplica a todas coisas abre portas de se descobrir de formas diferentes da lógica)
O princípio de não contradição não é um fato!!
O princípio da não-contradição é um dos três princípios básicos da lógica, juntamente com o princípio da identidade e o princípio do terceiro excluído. Ele foi formulado por Aristóteles e diz que uma proposição verdadeira não pode ser falsa, e uma proposição falsa não pode ser verdadeira
O universo surgiu do nada, qual lógica isso tem? Como algo surge no nada
1 ponto, o nada e uma existência, sendo uma verdade(ele contradiz ele próprio, mas no princípio uma verdade não se contradiz, então ele e falso, sendo falso podemos supor que "nada ele não e" ,contrariando até no caso dele for falso(então a contradição entra tanto se ele for uma verdade quanto uma mentira)(vemos uma verdade tanto na verdade quanto no caso dele for falso) bizarro isso pq se ele e falso não pode ser uma verdade, contrariando o princípio de não contradição)mas se levarmos o princípio de não contradição de Aristóteles o nada seria algo falso então o nada não e verdadeiro(ele não é nada), se o nada não e verdadeiro, ele e uma mentira, e se é falso e lervarmos a lógica em consideração ele próprio se contradiz mesmo sendo falso(uma falha na lógica)
Alguns ponto, o nada seria uma existência que não fala de si próprio mas contradiz o que sabemos sobre ele(como isso? Se toda existência e identificada por ela mesma)
Algumas possibilidades
1 possibilidade o nada existe e é uma verdade,e contradiz o princípio de lógica(tornando a lógica falha nesse ponto)
2 possibilidade o nada e o que diz mas é falso, então entra o termo "nada ele não é"( nos 2 possibilidade ele se contradiz,como o nada não existe se sabemos sobre tal existência)
3 possibilidade a lógica não e absoluta e existem outros meios além da lógica de se estudar a existência
Ontem, o passado e o presente se encontraram,
Em um encontro marcado pelo destino.
Olhares que se cruzaram, sorrisos que se desenharam,
E o tempo parou, como se o mundo estivesse em suspenso.
A memória da saudade se apagou,
Quando os braços se abriram e o abraço foi verdadeiro.
O coração, que batia forte de ansiedade,
Se acalmou, pois o amor estava ali, presente.
As palavras se perderam, mas os olhos falaram,
E a emoção transbordou, sem precisar de linguagem.
O ontem se encontrou com o hoje,
E o futuro se iluminou, cheio de promessas.
O encontro de ontem foi um renascimento,
Um recomeço, um novo capítulo.
E agora, o amanhã é visto com esperança,
Pois o amor que voltou é para sempre.
Sócrates refuta Marx
Cena: Um café filosófico em Atenas, com Sócrates e Marx conversando.
Sócrates: Ah, Karl, você trouxe seu livrão! Esse tal de "Manifesto". Interessante essa sua ideia de "luta de classes." Diga-me, Karl, é algo que posso pegar na mão, ou está mais perdido na sua cabeça do que a rota de uma pomba bêbada?
Marx: (rindo) Sócrates, vamos falar sério! A luta de classes é uma realidade social! São as classes em conflito que movem a história para frente.
Sócrates: Ah, entendo. Então se eu não vejo a classe alta jogando tapas e socos na classe baixa, a culpa é dos meus olhos? Karl, sinceramente, essas classes são feitas de carne e osso ou de fumaça de ideias? Porque eu nunca vi história avançando no grito.
Marx: Ah, Sócrates! A luta não é literal! É sobre quem controla os meios de produção. Quem controla, explora; quem trabalha, é explorado. Fácil de entender.
Sócrates: Então você quer que todo mundo compartilhe os meios de produção. Isso quer dizer que o mundo seria tipo... um grande piquenique? Cada um traz uma coisinha e ninguém briga pelo pãozinho?
Marx: Em essência, sim. Se eliminarmos a propriedade privada, acabamos com a exploração, e voilà! Conflito resolvido!
Sócrates: (fingindo pânico) Espera aí, eliminar a propriedade privada? Onde vou guardar minha toga? E o que você faria com esse seu tijolão do "Manifesto"? Sem propriedade, até meu humilde pedaço de queijo vira “patrimônio público”, certo?
Marx: Sócrates, foque no ponto! Não estou falando da sua toga! A propriedade que quero abolir é aquela que serve para explorar. É a que gera desigualdade!
Sócrates: Ah, entendi! Então viveremos sem propriedades "exploradoras", mas ainda com um cantinho para chamar de meu? E quem decide o que é justo ter? Você, Karl? Vamos nomear juízes para essa "nova ordem" ou confiar nos deuses?
Marx: É a sociedade! Cada um vai contribuir com o que pode e receber conforme sua necessidade. Isso é igualdade!
Sócrates: Que romântico! Mas, digamos que minha “necessidade” seja uma taça de vinho toda noite, e a do meu vizinho seja só um pãozinho seco. Isso não causaria... vamos dizer... “alguma” dificuldade?
Marx: (irritado) Sócrates, eu não estou falando de caprichos! Numa sociedade justa, apenas as necessidades reais são atendidas.
Sócrates: Ah! Agora sim, Karl! Então precisamos de um comitê para decidir o que é real e o que é “fútil.” O vinho é o quê, então? Se for uma comissão de bebedores, acho que estou salvo!
Marx: (suspiro profundo) Você só quer brincar, não é, Sócrates? A questão é que a exploração aliena o trabalhador, fazendo-o esquecer sua verdadeira essência!
Sócrates: Certo, então a solução é eliminar o trabalho? Karl, isso mais parece preguiça organizada! Confesso que é tentador…
Marx: Não se trata de eliminar o trabalho, e sim torná-lo uma fonte de realização!
Sócrates: Sim, compreendo. Mas quem vai realizar o trabalho que ninguém quer? Precisaremos de “voluntários”? E se todo mundo quiser tocar flauta ao invés de plantar batatas?
Marx: Numa sociedade igualitária, todos vão contribuir para o bem comum, e o egoísmo será coisa do passado.
Sócrates: Aham... então você acha que todos vão ignorar o próprio umbigo e trabalhar felizes pelo bem maior? Karl, eu nunca vi isso em Atenas. Quem sabe em outro planeta, com habitantes mais... "evoluídos."
Marx: Esse mundo é possível, Sócrates. Mas, claro, você prefere zombar do que acreditar numa nova ordem.
Sócrates: Eu prefiro questionar, Karl. Afinal, como disse um amigo meu, “a vida sem questionamentos não vale a pena ser vivida.” Agora, imagine o que seria da sua “nova ordem” sem um bom puxão de orelha de vez em quando!
INCÚRIA
Um dia a conta chega
E a ficha cai
O chão desaparece...
O equilíbriose esvai
Há sempre um preço a se pagar
Há sempre um erro a se acertar
Tanta incúria
Recebe a fúria
No vindouro, amargura
Agouro de agora é alguria
A mágoa no peito perfura
Contorce a procura da cura
Cara é cada dose... cada dor
Cada angustia também
E cada passo rumo ao seu futuro.
É uma vida que se refaz e desfaz seu monturo
Duro é o caminho em que se volta
Ao pisar nas pedras de sua ruína
Quando a liça é puramente genuína
A colheita no interior é a paz
Sócrates, Platão, Aristóteles refutam Antônio Gramsci
Cena: Em um bar no Rio de Janeiro, onde estão Sócrates, Platão, Aristóteles e Antônio Gramsci. Os três primeiros tomam seus vinhos enquanto Gramsci, com um livro volumoso em mãos, tenta explicar seu conceito de “hegemonia cultural.”
Sócrates: Ah, Gramsci! Vejo que trouxe o seu "livrão"… Deve ter muita “hegemonia” dentro, não? Conte-nos: essa “hegemonia” é como uma toga que podemos vestir, ou é algo que só existe no reino das ideias?
Gramsci: (orgulhoso) É algo mais sutil, Sócrates! A hegemonia cultural é o modo como uma classe impõe seus valores e visões sobre outra, dominando a cultura e a consciência da sociedade.
Platão: (rindo) Então você está dizendo que há uma caverna de sombras culturais? E que somos todos reféns dessas sombras… mas, me diga, Gramsci, onde está o “Sol” nesse seu conceito?
Gramsci: (nervoso) Não é exatamente uma caverna, Platão. A hegemonia age no cotidiano, é quase invisível. São os valores que absorvemos sem perceber.
Aristóteles: Ah, então a hegemonia é uma força invisível? Fascinante! Algo entre o vento e uma boa conversa de taverna? E, claro, somos controlados por ela… como, exatamente?
Gramsci: Aristóteles, a hegemonia está em cada ideia, em cada ato da vida cotidiana. É a cultura das classes dominantes moldando o comportamento das outras classes.
Sócrates: (sorrindo) Então, Gramsci, você sugere que, por exemplo, ao pedir um copo de vinho, estou sendo manipulado por alguma força superior que controla meu desejo? Quem sabe... o próprio dono da taverna?
Gramsci: Não exatamente, Sócrates. Mas o modo como o vinho é servido, o que é visto como "normal"… tudo isso é parte de uma hegemonia cultural que reflete os interesses das classes dominantes!
Platão: Ah, então a verdade sobre o vinho está escondida atrás de uma "cultura dominante"? Mas me diga, Gramsci, esse “dominador” é um homem de carne e osso ou uma ideia abstrata? Afinal, somos filósofos! Não vamos lutar contra um “inimigo invisível,” correto?
Aristóteles: E me diga, se houver um dominador, seria então nossa missão nos rebelarmos contra ele? Ou apenas reconhecer que somos eternos reféns? Que plano você tem para lidar com esse “inimigo invisível”?
Gramsci: O objetivo é conscientizar o povo! Uma “revolução cultural,” digamos, onde cada um pode quebrar as correntes da hegemonia!
Sócrates: (rindo) Ah, mais uma “revolução”! Quantas vezes já ouvi isso! Mas diga-me, Gramsci, quem vai guiar essa revolução? Você mesmo? Uma nova classe de “iluminados”? E por que não seria você mesmo o novo “dominador” após a “libertação”?
Gramsci: (suspirando) Minha intenção é construir uma sociedade onde todos tenham voz. Eu jamais dominaria!
Platão: Interessante! Mas me pergunto, Gramsci… como pretende garantir que todos falem com a mesma “voz”? Se um homem prefere o vinho e outro a água, quem decide o que será servido?
Gramsci: (irritado) Vocês estão caricaturando! A hegemonia cultural é mais complexa do que isso! É uma imposição que atinge as classes oprimidas!
Aristóteles: Ah, e desde quando o “povo” precisa de uma filosofia tão complicada para perceber que algo está errado? Se precisam de um tratado para entender a opressão, talvez ela não seja tão forte assim…
Gramsci: (hesitante) Eu… estou apenas tentando combater uma dominação sutil, mas poderosa…
Sócrates: Gramsci, meu caro, às vezes o combate à “dominação” só cria novos dominadores. Talvez sua filosofia seja apenas uma volta ao mesmo ponto, mas com palavras bonitas.
Platão: Quem sabe, Gramsci, no fundo você mesmo esteja na “caverna,” vendo sombras e chamando-as de “hegemonia.” Talvez a realidade seja muito mais simples do que imagina.
Aristóteles: Admita, Gramsci: sua filosofia é como tentar amarrar o vento. Pode ter valor para sua época, mas está tão cheia de voltas e conceitos que, no final, só torna as coisas mais confusas. Você mesmo não está cansado de lutar com essas sombras?
Gramsci: (abaixando a cabeça) Talvez… talvez eu tenha complicado demais. Talvez haja um caminho mais direto para a justiça social…
Sócrates: (sorrindo) Ah, Gramsci! Não se preocupe, todo filósofo já passou por isso. Às vezes, precisamos simplificar. Quem sabe um bom copo de vinho te faça ver as coisas mais claramente.
Cena: Todos brindam e, por um momento, Gramsci admite que sua filosofia tenha mais de sombradoquedeluz.
Página do meio
Uma pessoa bebe café
e folheia um livro
na praça alguém
senta-se e faz o mesmo
a cozinheira mexe a panela
e lê a página do meio
o passageiro,
na poltrona,
verifica a título
e abre o livro
na sala de espera
não é diferente
à sombra do guarda-sol,
na areia,
tem outro que folheia
a poesia impoluta
está em toda a gente
ao fundo, o mar:
verdadeiro
poema natural!
OUTUBRO ROSA
Outubro Rosa: É um mês,
da prevenção do cancro de mama.
Vamos florir para homenagear,
todas as mulheres, homens,
e crianças com cancro.
Sensibilizar para a prevenção,
e diagnóstico precoce.
Juntos, podemos fazer a diferença,
na luta diária desta doença.
Outubro com esperança
Que sol brilhe no nosso coração
Destruindo toda a escuridão.
Todos os meses do ano♥
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