Carta a um Amigo Detento

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Um só corpo

Tomei-te pelas mãos
E lhe entreguei o meu coração...
És para mim o caminho
Por onde eu ei de seguir.

Quando a nuvens tenebrosas
Trouxera-me tempestuosas
Sombras da solidão,
Acolheste-me no teu coração.

Trouxestes ao meu rosto
Frondosos risos de alegria...
A minh’alma exulta feliz
Jubilosa em contentamento.

Do cinzento e outrora incerto caminho
Fizeste brilhar a luz da tua presença.
Levaste-me contigo
De um mundo sem forma e vazio.

Para habitar na tua alma
Em um só corpo, uma só carne...
Firmaste comigo uma aliança
Para caminharmos eternamente juntos.

Deixaste-me encontra o teu amor.

Edney Valentim Araújo

O Efêmero Retrato da Existência.


​A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.


​A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.


O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
​A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.


A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.


​O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.


O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.

Quem sou eu?

⁠Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão

Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível

Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.

Cada pessoa tem seus medos, suas verdades. Cada um sabe onde doí pisar. A vida é uma constante descoberta, temos que estar abertos para o novo, para as surpresas que ele nos prepara. Sabendo que, seja o que for, vai levar e deixar algo em nós.
Mas não podemos é deixar as oportunidades passarem por nós sem a apreciarmos. Nenhum caminho é totalmente sem graça, tudo tem magia, tudo tem seu por quê. Se ficarmos analisando a dificuldade, se a buscarmos e alimentarmos, ela ganhará força. Seja mais forte do que ela, seja mais forte do que seus medos, seja mais forte. Você é um ser iluminado e merece toda a alegria. Desprenda-se do que te limita e siga onde o horizonte é mais azul, onde as flores tem mais cores. Encontre este lugar que é seu.

Desagradar é muitas vezes um ato de coragem,
Pois implica escolher o que é justo
Em vez do que é cômodo!
A espiritualidade nos ensina a ouvir a voz interior,
Que não está focada em aplausos,
E sim na harmonia entre o que somos
E o que fazemos.
Pois quem vive em sintonia com essa verdade
Não apenas cresce, mas inspira os outros
A também seguirem a sua própria luz.

As decepções na vida chegam quando menos espero,
e acabam me tirando o chão onde um dia me firmei.
o ser humano falha e fere sem licença,
enquanto o coração ferido tenta ajustar a conta, explicar o erro e exigir reparo.
Mas a justiça oriunda da fé
não nasce do acerto imediato,
nasce de não me trair no meio da dor.
Ser justo, nessas horas amargas,
é não permitir que a mágoa dite minha conduta.

Recomeçar sempre deve ser visto
como um ato de responsabilidade,
e nunca como uma promessa vã de mudança.
A vida sempre se renova
quando usamos sabedoria em nossas escolhas
e a esperança cresce pelo crivo da disciplina.
Pois quem retorna ao caminho
com a consciência do erro cometido
Já não repete o passado,
mas caminha com maior firmezadiante do Criador.

Eu nunca comprei um barco
Eu nunca comprei uma lancha
Eu nunca comprei um jetski
Eu nunca comprei um iPhone
Eu nuca comprei um jatinho
Eu nunca comprei um helicóptero
Eu nunca comprei um carro de luxo
E nunca deixei o Brasil
Vivo aqui honestamente
Nunca aliciei e nem trafiquei ninguém
Que orgulho eu tenho de mim!

[A poética do silêncio]


É como um jogo de xadrez
Uma, move a primeira peça
Outra, a segunda
Até o desenrolar efetivo da sinfonia ‘xadrêsca’


Ambas usam as mesmas estratégias
Utilizam da mesma linguagem
Se compreendem e se comunicam sem que ninguém perceba


Ótimas parceiras
Não poderiam ser adversárias
Afinal, tanta afinidade assim não haveria de ser obra do acaso


Nesse jogo, não existe pressa em ganhar
Pois já haviam lido uma a outra desde a primeira tática


É como se nas tábuas do destino já estivesse gravado:


Nasceram para ser indubbiamente "xeque-mate".

Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.

⁠LAGOA AZUL...
(Autoria: Otávio Bernardes. Poema baseado no filme...)
Por um momento, eu paro
e penso em você.
Mais do que uma “lagoa azul”,
eu imagino você vindo para mim...
Acho-a linda, muito linda...
Meus pensamentos se perdem
na imensidão das águas,
buscando, procurando por você!
Olhe, meu bem, a solidão pior do mundo,
é a solidão de um ser querendo outro ser!
“Lagoa azul,” misto de pureza e inocência.
Mas, meu amor, eu não sei...
Estou revoltado, deveras chateado!
Por um momento, eu paro e penso em você.
Talvez, desaparecer por um lugar assim... azul..
Aliás, azul é uma cor que admiro muito.
Anseio um lugar só pra nós dois,
para poder te amar.
Por isso, meu amor, pra mim
a vida está vazia, bastante sem sentido...
Não encontro lugar para te amar.
O mundo apregoa tantos lugares,
mas, não encontro o ideal...
Até parece que pra você
sou “trancado,” “múmia,” ensimesmado.
E é por isso, meu bem...
Não encontro o lugar ideal
para dedicar-te o meu amor.
“Lagoa azul,” apareça, converta-se em realidade!
Eu preciso de você, do jeitinho que é,
do tamanho que você é...
“Lagoa azul,” talvez os namorados, os casais,
os que se amam possam te encontrar...
Porque a vida seria melhor
se eu, se você, se nós,
se nós que nos amamos,
construíssemos uma “lagoa azul” assim... desse jeito...
Meu bem, meu amor, saia de você,
esqueça o mundo lá fora
e venha para os meus braços,
para todo o meu ser, para a minha “lagoa azul” imaginária...
onde encontrei você!
Otávio Bernardes

Por trás de um belo sorriso
existe, às vezes, um silêncio que grita.

Uma mente em abismo,
cheia de pensamentos que não encontram saída,
sentimentos que se acumulam
como ecos em um lugar sem luz.

O sorriso engana, protege, disfarça —
é a armadura leve de quem trava batalhas pesadas.
Porque nem toda dor faz barulho,
e nem todo caos pede socorro em voz alta.

Há quem sorria bonito
enquanto se despedaça por dentro.

E talvez, no fundo,
o que essa mente em abismo mais deseja
não é ser salva…
mas apenas ser compreendida.

— Sariel Oliveira

Vida é Acreditar!

É saber que aqui estamos por um propósito, é saber que aqui podemos abandonar o tempo de trevas e seguir adiante.
Que aqui viemos porque muito podemos realizar, depende de nós
Diante da dúvida, optamos pela fé.
Diante do medo, adotemos a confiança.
Diante da queda, escolhamos o recomeço.
Diante do erro, façamos a renovação.
Diante da dor, usemos a perseverança
E diante da morte, descubramos a Vida

Um “Deus abençoe”, um “Senhor, visita essa vida”, já carrega um poder imenso quando vem de um coração que se importa.
Não é sobre a forma… é sobre a fé. Não é sobre quantidade… é sobre verdade.
Então, não deixem de orar por alguém por acharem que não sabem “orar bonito”. O céu se move também nas orações simples, porque Deus nunca despreza um coração sincero.
Que cada pequena oração nossa seja como um abraço invisível alcançando quem precisa.

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.

A saudade é um oceano. Profundo, imprevisível e, muitas vezes, indomável. Quando alguém que amamos parte, somos lançados a esse mar sem aviso, sem mapa e sem bússola.
No começo, tudo parece um naufrágio: as lembranças vêm como ondas altas, quebrando sobre o peito, levando o ar, o chão e o sentido.

Vou me quebrar um milhão de vezes pra me reconstruir, até encontrar a estrutura que suporte passar por pontes, estradas esburacadas, muros, barreiras grandes e pequenas, pelo fogo, pela água, pela larva escaldante, mas quando me reconstruir estarei inteira.
E estando inteira, não haverá barreira intransponível, estrada intransitável, muros impossíveis de escalar, fogo que me queime , água que me afogue ou larva escaldante que não me permita a passagem.
Meu espírito estará forte e minhas asas me tornarão capaz de plainar sobre cada obstáculo que em algum momento não me permitiu a passagem e de algum modo me quebrou…

⁠Quinta-feira

É quinta-feira,
hoje tem esquenta
para o final de semana
vou desenhar um
esquema bem bacana
para nós dois.

....


É quinta-feira
e amanhã é sexta-feira,
O baile começa de manhã
com pão e café postos na mesa.

...

Quinta-feira é dia
de se preparar por dentro
para de divertir o dia inteiro.

...

Quinta-feira é pura diversão
para quem mantém
alegres a alma e o coração.

...

Quinta-feira logo acaba,
Vem logo a sexta-feira
que a gente vai se divertir
e voltar só de madrugada.

"Um pai não tem que ser herói.
Ele deve ser apenas um pai normal, aquele da luta diária - para trazer o pão nosso - e também, o alimento para a alma, que vem através dos bons exemplos.
Sabemos que o seu maior heroísmo, está nos pequenos grandes gestos de bondade e amor, que caibam com segurança,
em um generoso coração paternal."

⁠Um pai imprestável é igual ou até pior que um c0rn0: o último a saber dos feitos dos próprios filhos.


Há ausências que gritam mais alto do que qualquer traição.


O pai imprestável não é apenas o que erra — é o que se ausenta do palco onde a vida do filho acontece.


Enquanto aprende tarde demais, não porque foi enganado, mas, porque nunca quis olhar.


Ser o último a saber não é azar, é consequência.


Não da falta de informação, mas da falta de presença.


Porque quem caminha junto percebe os passos antes do tombo, os sonhos antes da fuga, os feitos antes do aplauso alheio.


A ignorância, nesse caso, não é inocência: é abandono disfarçado.


E o preço disso não se paga em humilhação pública, mas em vínculos que não se formaram — e em histórias que o tempo já contou sem ele.