Tem coisas, e pessoas que nos desgastam... Jorgeane Borges

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.