Cantiga de Escárnio
Andorinha... e a vida minha
“Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa…”
Ah! Vida sem propósitos...
Sem intento, sem intenção...
Acorda de manhã e segue qualquer sentido, qualquer direção.
O Sol sabe seu rumo... seu objetivo diário...
O que vem clarear... a vida que vem a todos proporcionar.
E isso a cada dia que pelo céu está a passar...
Ah! Vida que segue qualquer sentido...
Sem sentido certo...
Que dia comprido...
Com passos (in)certos
Rodeada de vida vive o mais estéril deserto.
O vento sopra de cá pra lá
De lá pra cá... o tempo todo a trabalhar...
Invisível ao mundo, poeira a espalhar...
Poeira a limpar!
Ah! Vida desassossegada...
dia a dia incomodada... acomodada?
Inquietada...
Impressionada...
Que não serve pra nada.
Desmediocrizada?
E ninguém me disse nada na porta de entrada.
Rosangela Calza
A Uruvalheira outubrina
em florescimento onde
a ventania faz cantiga
e a paz sempre convida
Anuncia a melífera
pretensão toda risonha
de não ser efêmera
de ser completa e sedutora
Tentadora e toda feita poesia
mais que o pão de cada dia
queiram uns e outros não
garantir a total satisfação
com o fiel compromisso
de trazer calor para o coração
O ENIGMA
Como uma canção que soa ao vento,
Ouço a cantiga enrouquecida de um galo.
De longe, avisto a paisagem patética, como um vão.
É como se alguma coisa parasse no tempo.
Uma estrada pedregulhada eu avisto, e caminho sem parar, sem nada ver.
Aquela paisagem vai chegando ou eu...
Que chego com ela?
Um cachorro magro me late. Em pouco,
A vista me parece escura, o enigma continua.
Chegarei ali, um dia? Talvez, um dia!
Um dia...
Cantiga do pássaro
Que música
ouvirei cantar
aos meus ouvidos?
Quem sabe!
Este canto escondido agora
No amanhecer ensolarado
Somente entre mim e você
Ofereço- te alento
De asas encarceradas
Porém, perenemente feliz
Quando a noite
Seguindo seu destino
Pela madrugada,
Estarei atenta ao som
Supondo que, talvez,
Em outras manhãs
Não cante mais.
Somos estrada, palcos, vilas, somos ruas,
somos raízes da plenitude do interior...
somos cantiga, acalanto e o fogão à lenha,
somos o aboio do vaqueiro cantador!
OUTRA CANTIGA DE CIRANDAR
Fui à Espanha
Buscar meu chapéu
Azul e branco
Da cor daquele céu.
Mas na Espanha
Não encontrei ninguém
Que dissesse onde estava
O chapéu do meu neném.
Olha palma, palma, palma.
Olha pé, pé, pé.
Olha roda, roda, roda,
Caranguejo peixe é.
Bati palma, palma, palma,
Finquei pé, pé, pé.
Dancei roda, fiz ciranda,
Para ver meu bem me quer.
Samba, crioula,
Que vem da Bahia,
Pega a criança
E joga na bacia.
Mas tem cuidado
E carinho com meu bem.
Ele é o meu amado
E outro igual ele não tem.
Nara Minervino
Cantiga de Amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
--- o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
--- o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a não ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
A água não é a vida.
Uma cantiga... pode demonstrar os sentimentos mais profundos de um sujeito que lhe pronuncia incansavelmente a melodia em língua, e a sequência em mente.
Eu desisto da sua alma
pois em ocasiões profundas
seu rosto me causa trauma.
Uma pequena gota que caí no solo, se fragmenta ate não existir.
Eu não existo sem Deus
mas.... deus não existe sem mim
Então, virou-se para trás, sua vida passou em relance. Uma conclusão lhe segurou pelos cabelos e o fez olhar em seus olhos.
Eu sem deus, não sou nada.
Mas deus sem mim, é tudo.
A existência de água promove a vida. Água é a base da vida, sem água. Não há vida... quem somos nós ...
A água ou deus?
Sigo a lentos passos
Embalado pela cantiga dos pássaros,
Atento ao sussurro do vento e
Ao toque do sol...
Nevoa fria em lua cheia.
Do caminho vejo pouco,
Mas sei do seu final.
Menino Interior
Ainda embalado pela cantiga de Natal
Minh’alma pedala o velocípede com emoção
A bola os aniversários a piorra em coral
Enfeitam a memória da minha recordação
A brincadeira de queimada na calçada
As férias esperadas com ansiedade
O pique esconde com a meninada
Escreveram histórias e felicidade
Hoje acordei pensando no meu menino
O menino ingênuo, menino pequenino
Sorridente, alegre, brilhante, divino
Este menino interior que um dia evoluiu
Perdendo-se na saudade que o subtraiu.
Desenhando o adulto que surgiu...
Ah! Menino por que partiu?
Cantiga
Te amar,
é como uma cantiga de ninar, não é necessário
a memória forçar,
na ponta da língua ela já está.
Não há tempo ou hora para isso,
sempre que tudo for propício, o amor sempre será
o motivo certinho,para se viver esse eterno carinho.
És o meu canto de ninar,
e eternamente em minha memória o terei.
Haverá sempre o tempo certo, para que eu continue,
o meu amor por ti, cantar.
Roldão Aires`
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
CANTIGA DO DELÍRIO
Entre a inquietude e a calma
Sombra de minha alma
Sinônimo do meu gostar
Luz que invade meu olhar
Forma a tua imagem
Faz palpitar o meu coração
Enche meu peito de coragem
Faço votos em oração
Orgulho do meu prazer
Confidente de teus segredos
Cativo do teu lazer
Brinquedo do teu desejos
Firme insensatez viril
Forja teu palco in glória
Atriz na minha história
Impávida memoria fútil
CANTIGA
Ah, se fico ou se passo, se vou no compasso
da vida, devorante no tempo, amiga e inimiga
porém, se o que intriga é todo este embaraço
de gente a gente que na maldade prossiga...
Dá um cansaço, fadiga, de ver e ouvir,
angustia, e faz da existência rapariga...
Então, me resta neste murmúrio, sorrir!
Ser, resistir e ter o amor em doce cantiga.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Cantiga
Te amar,
é como uma cantiga de ninar, não é necessário
a memória forçar,
na ponta da língua ela já está.
Não há tempo ou hora para isso,
sempre que tudo for propício, o amor sempre será
o motivo certinho,para se viver esse eterno carinho.
És o meu canto de ninar,
e eternamente em minha memória o terei.
Haverá sempre o tempo certo, para que eu continue,
o meu amor por ti, cantar.
Roldão Aires`
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
BOM DIA
Borboletinha tá na cozinha fazendo chocolate para a madrinha....(cantiga popular)
Borboletinha, magrinha, tadinha
veio dar uma palavrinha para que seu dia seja repleto de coisinhas,
para sua alegria, ó doce criaturinha
Leve a alegria para o seu dia, faça o sol sorrir e o tempo gargalhar
por alegrar com sua maneira de manejar, sabe como é....?
Seu jeitinho de ajeitar as coisas quando tudo o mais parece entornar,
se perder pelas nossas carências de receber e se doar.
Quando nos dispomos a fazer alguma tarefa seja qual for,
coloque seu melhor de manejo e traquejo, desejando ver a aprovação na admiração de quem der e vier.
Sou Tu,
És mim...
Somos nós!
Da união nasce a cooperação e se alcança a perfeição!
Bjsss
CANTIGA DE BEMQUERER
(TRATADO DE ACORDAR)
Quero fazer com você
Um tratado de bem-querer
Negócio de amor e êxtase
Contrato de ser feliz
Eu te dou meu sentimento
Participo com sorrisos
Entro com afagos e beijos
Com minha alma apaixonada
O corpo pleno de anseios
E o coração de esperança
Entro com toda bondade
O tempo da eternidade
A suavidade das nuvens
O brilho de ouro do sol
Assim, se eu merecer
Você vai me amanhecer
Fazer da vida cinzenta
Tratado de a cor dar
Basta você me querer:
Levo todo o meu amor
Ofereço o meu licor
O vinho do meu prazer
Você participa de graça
Traz apenas sua taça
Pois tudo o que quero é você!
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