Cantar
Que chegue a primavera! Que venha logo essa vontade de amar de novo, de cantar sem motivos, de vestir colorido. Que chegue logo a hora de mostrar o coração pra depois mostrar as pernas. Que as atenções se voltem para as mãos dadas, ao invés da colcha de retalhos solitária que nos esquenta e nos sufoca sem que percebamos a cada inverno. Que desapareça o medo de ser feliz a dois. Que nenhuma bebida tenha mais valor que qualquer relacionamento. Que possamos aprender a deixar partir, assim como as árvores aprenderam a abrir mão de suas folhas a cada troca de estação. Porque tudo tem um tempo de validade, e tomar doses de amores vencidos também pode fazer mal à saúde. E que as pessoas sejam livres para se separarem, mas que antes tenham a consciência do que querem realmente. E saber o que se quer toma muito tempo da gente. Muito.
TUDO DE BOM EU LHE DESEJO
Se quero ouvir você cantar
É pensando no seu bem
Se quero ver você dançar
É pensando no seu bem
Se quero ver você se levantar
E enfrentar as batalhas
É pensando no seu bem
Se quero ver você galgar
Os degraus da vitória
É pensando no seu bem
Tudo de bom eu lhe desejo
Saúde, amor, paz, alegria
Felicidades, concretizações
Carinho, afeto, união e harmonia
Pouco eu tenho a ensinar
Pouco eu tenho a oferecer
Mas o meu coração eu posso lhe dar
Com um desejo ardente de ver você vencer
Não deixe o tempo escorrer em vão
Faça e conquiste o seu lugar
Tempo perdido é um tesouro
Que nem Deus nem Super Herói até hoje encontrou
Oubí Inaê Kibuko. Publicado originalmente em "MERGULHO & SOBREVIVÊNCIA", poemas e pensamentos humanistas, Edição do Autor, 1981, esgotado.
Quem nasceu em berço de ouro está com a vida ganha, agora, quem não nasceu, antes do galo cantar, já levantou para trabalhar, faça sol ou faça chuva, de ressaca ou doente, terremoto ou dilúvio, se faltar na segunda-feira, está lascado como sempre.
O pobre, para ter dinheiro, trabalha de dia e de noite, fora as horas extras, o descanso só vem, quando todas as contas estão pagas. Agora ficou claro a expressão "pobre não tem um dia de paz" e nem descanso
Zoeira Galvão 😅
"" Escolher era a opção que ele tinha
poderia nascer galo ou galinha
escolheu cantar na penumbra
sem querer acabou virando
oferenda de macumba...
Tenho em mim um pacto de despertar e agradecer, cantar, sorrir, enaltecer, ser distinto sem deixar de ser eu. De ser Íntegro, de ter coragem para resistir, cumprir e usufruir do bom êxito.
Cresci na igreja: meus pais me levavam todo domingo e eu gostava de cantar. Com o tempo, porém, perdi o entusiasmo e não encontrei motivos para continuar. Não sei exatamente por que — talvez por mágoa, talvez por algo difícil de explicar. Nem tudo na Bíblia é fácil de entender, mas eu acredito e aceito isso. Sou humano, fraco e limitado.
Antes, pensava que devia crer cegamente em tudo, mas dúvidas foram surgindo. Me pergunto se tudo o que está escrito chegou exatamente como foi dito. Assim como Sócrates, Jesus não deixou textos próprios; escreveram sobre ele. Será que não alteraram, reduziram ou acrescentaram palavras?
Acredito em Deus e em Jesus. O que me incomoda é que, para mim, a Bíblia parece ter contradições em vários trechos. Talvez o problema seja eu, lendo-a como um livro comum. Também sinto que, em certos aspectos, a Bíblia pode funcionar como um freio para a humanidade. Não quero impor meu ponto de vista — cada um é livre para refletir.
Seus sentimentos te fazem chorar, deite sobre as nuvens e escute a lua cantar seus pensamentos, a música pode ser bela o suficiente para te fazer bem.
Estou aqui para cantar
o amor é a paixão,
melancolia e solidão,
prazer e dor de amar,
realizando o versar
com rima na poesia,
seguindo a sintonia
das trilhas emocionantes,
imaginando brilhantes
momentos de harmonia...
Minha pele sente falta do teu calor, meu coração bate mais forte chamando sua voz para cantar aos meus ouvidos, precisa acompanhar a musicalidade de sua voz, meus olhos lacrimejam na busca de sua presença, minha boca grita! Grita seu nome , meu corpo sente frio na falta do teu abraço, te encontrei nas lembranças, que meus pensamentos como alívio resolveu preservar, vem matar minha saudade, meu corpo precisa te encontrar...
Saudade
Como é que pode
cantar no peito saudade
daquilo que só a mente sentiu?
Às vezes, porque dispara uma canção
outras, o celular que traz a sensação
quando aparece uma foto ou tua voz na gravação.
Como entender essa arbitrariedade
por que no meu colo só acalanto saudade
quando o que desejo é acolher tuas mãos?
Será que o sonho alcança a realidade?
pois de ti sou tudo saudade
e de mim tens todo o coração.
Como tolir minha vontade?
Se nenhuma limitação cala saudade
então me saúde com tua ação/emoção.
Folia da vida
A vida é uma folia
uma alegria tão passageira
eu vou cantar a noite inteira
o sol não vai aparecer.
Não vou deixar você partir
pois com você quero curtir
a liberdade de um novo dia
Vem, vamos brincar
aproveitar o bom da vida
o que passou deixar pra lá
não pense mais em despedida.
A vida e tudo em tua volta pode até desmoronar, esmorecer, mas se ainda te restar forças pra cantar, cante e então acharás razão para viver.
SEM TER VOCÊ
Quando o vento da saudade
balançar meu coração,
vou cantar uma canção pra você.
Vem me tirar desse sofrimento,
não aguento este momento
que passa o tempo sem ter você.
O rio no peito está secando,
porque o sol da solidão está queimando.
E o frio da saudade afugenta o meu ser,
não há cobertor que esquente
a vontade de viver.
E o frio da saudade afugenta o meu ser,
não há cobertor que esquente
a vontade de viver.
Confissão de um artista incompreendido
Eu só sou artista quando escrevo.
Tocar, cantar — tudo isso, por mais que me habite, me degrada. Há um processo silencioso de deterioração da minha alma artística quando tento me expressar fora da palavra. Como se algo se perdesse no ar. Como se aquilo que eu sou, no fundo, não coubesse no gesto ou na voz.
Minhas melodias? Eu as crio em catarse. Elas nascem do abismo, do indizível, mas raramente alcançam quem ouve. Alguns me dizem, com um sorriso breve: “muito legal.” Outros me parabenizam — por educação, talvez. Mas eu percebo. Eu sei. A língua que falo, com minha arte, não chega audível aos seus ouvidos.
Eles não escutam o que eu ofereço. Escutam outra coisa. Um som qualquer. Um ruído bonito, talvez. Mas não escutam eu.
É por isso que, quando escrevo, me sinto inteiro. Porque sei que um — um só já basta — um leitor, em qualquer tempo, há de entender. Há de perceber. Há de aprender a língua secreta do meu ditirambo. Porque a palavra escrita não exige pressa, não pede aprovação imediata. Ela se deixa ler por quem for capaz de ouvir o silêncio entre as sílabas.
E é ali, nesse instante invisível, que eu sou artista por inteiro.
Pregar, cantar, profetizar, exorcizar, não faz de você alguém espiritual. Amar, servir, perdoar, isso sim, faz de você alguém espiritual!
Você pode pregar em pecado, cantar em pecado, profetizar em pecado, mas não poderá entrar no céu em pecado. Não se iluda, pois sem santidade ninguém verá a Deus.
O desejo de subir na plataforma para cantar ou pregar de muitos, sem o hábito do lugar secreto e uma vida de disciplina estudando as escrituras, não passa de vaidade artística.
