Cansei de ser Alguma coisa que não sou
Não importam as circunstâncias da vida; em alguma esquina você poderá encontrar alguém para lhe ouvir e estender-lhe uma mão amiga.
F. Meirinho
Um rapaz diz pro outro:
- onde não existe nada sempre há alguma coisa!
o outro responde:
- mas o que você quer dizer com isso?
o primeiro responde:
- Nada.
O último responde pensativo...
- ainda acho que aí tem alguma coisa.
Pessoa alguma é autossuficiente ao ponto de não precisar de ninguém. Seja humilde para pedir ajuda sempre que achar necessário, mas aprenda a não depender de ninguém, não por orgulho, mas porque há coisas que só nós mesmos podemos fazer por nós, ninguém pode calçar nossos sapatos e percorrer os caminhos que o destino reservou a nós, ninguém pode tomar para si as nossas dores, nossos cansaços, fracassos, desilusões e frustrações. Há um propósito particular e intransferível em todas as nossas experiências e vivências.
Aprenda
Aprenda a se amar.
Aprenda a desistir de alguém, de alguma situação, de algum sonho ou plano é uma das decisões mais difíceis de se tomar. Pois é pacto que a gente faz com a razão, com a necessidade de seguir em frente com menos dor e mais amor-próprio; mas nem sempre está de acordo com a emoção, com a parte de nós mesmos que ainda quer viver atada àquele lugar que já fez parte do que somos.
Desistir é uma escolha, mas nem por isso é algo simples ou fácil. Pois impõe a quebra de contratos com aquilo que um dia amamos, com aquilo que um dia cuidamos para que não morresse, com aquilo que julgávamos parte de nossa identidade.
A gente desiste do que dói, dos lugares onde a gente não cabe mais, das histórias que a gente torcia para que dessem certo mas não deram, desistimos porque foi o pudemos fazer, desistir de acordar e sentir a mesma dor sem que qualquer analgésico a faca passar.
Porque olhamos para trás e não enxergamos nada além de nossos anseios que nunca foram realizados, a viagem que nunca existiu, os planos que nunca se realizaram.
Muitas vezes, desistir de um amor é dizer “sim” a si mesmo. É reconhecer que nem sempre aquilo que julgamos “perfeito” é realmente ideal em nossa vida. É entender que alguns amores permanecerão na memória, mas nunca sobreviverão no dia a dia. É dar chance para um caso de amor recíproco consigo mesmo.
Desista de um amor se ele deixou de ser servido em bandeja de prata, e só sobraram restos que você insiste em aquecer em banho maria;desista de um caminho se ele não lhe traz satisfação nem significado; desista de uma rotina se ela não lhe torna uma pessoa melhor e só restam dúvidas a respeito de si mesmo; desista de uma culpa se só você ainda não se absolveu; desista de uma mágoa perdoando quem lhe feriu e entregando seu coração a Deus.
A gente escuta muito que não se deve desistir dos sonhos, mas de vez em quando é necessário uma boa dose de humildade para admitir que não há mais o que ser buscado, que a antiga expectativa necessita de um “basta”, que o primitivo anseio foi por água abaixo. Se há tantos outros sonhos a serem vividos, por que insistir em habitar os mesmos velhos sonhos que não se concretizaram como a gente gostaria?
A gente não desiste do que quer, a gente desiste do que dói. Dos laços que machucam, da indiferença que maltrata, da inconstância que perturba.
E finalmente descobrimos que desistir pode ser parte da nossa força também, pois a construção de nossa felicidade depende daquilo que deixamos pra trás ou permitimos que se despedisse de nós.
Força contrária alguma será capaz de afastar o que está destinado a ser seu. Se tiver que ser seu de um jeito ou de outro chega.
Se alguma viúva experimenta uma crise financeira,
é muito provável que ela não começou com a morte do marido,
começou antes,
na falta de organização dele
enquanto estava vivo.
O tempo é silencioso. Devagar. Cruel.
Ele não te pede permissão para ir.
Mas por alguma razão você corre, sabendo que vai perder.
Paixão é bicho selvagem, não aceita rédeas nem arreio. Criatura humana alguma já foi capaz de domá-lá.
"Feliz Dia das Mães, pelos nossos filhos que a gente não teve, mas que, de alguma forma, já nos ensinaram o que é cuidar.
Pelas noites em que imaginamos seus nomes, pelos sonhos que construímos sem saber se viriam, e por todo o amor que ficou guardado — esse amor inteiro que não tinha outro destino senão ser seu.
Você é mãe também. Pela sua capacidade de gerar afeto, cuidado e acolhimento. E eu te amo mais ainda por ver como esse amor não vivido nos fez mais gentis, mais próximos, mais nossos.
Te amo. E hoje, celebro você — mulher, parceira, e dona de um coração que já amou até o que não pôde ter."
Em Alguma Parte
Em alguma parte deste mundo,
ou talvez em outro,
vejo em ti,
tu vejas em mim,
o que neste mundo há muito pouco.
Devo persistir?
Devo desistir?
Devo estar louco?
Não vejo nada de errado
em querer algo novo.
Vejo em ti,
tu vejas em mim,
ou em outro,
o amor
que restou
em poucos.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Todos estão sendo formados por alguma narrativa. Ninguém é neutro
As perguntas são:
Quem está moldando sua visão de mundo?
Quem está ensinando seus filhos?
Quem está discipulando sua imaginação?
A cultura moderna educa continuamente através de:
entretenimento;
redes sociais;
influenciadores;
notícias;
algoritmos.
Nunca houve tanta informação. E talvez nunca tenha havido tão pouco discernimento.
Nem tudo segue o mesmo roteiro de modo contínuo, isto porque, para tudo há alguma forma de melhor se adaptar um padrão, em concordância com uma situação vivida.
Regis Assunção
As pessoas estão sempre se curando do amor.
De alguma forma, isso as renova.
É como se estivéssemos sempre nos tornando versões novas de nós mesmos —
moldando um alguém que esteja apto a tentar tudo outra vez.
Vejo isso como uma forma de melhoria:
mexendo aqui, mudando ali,
ajustando pedaços que antes doíam demais.
E, no fim de tudo,
torcemos para que, da próxima vez que nossos corpos e mentes forem danificados,
seja um pouco mais fácil se reconstruir.
E recomeçar.
