Egberto J. Freitas
O coração humano raramente abandona Deus de uma vez.
Normalmente isso acontece por pequenas concessões.
Pequenos compromissos.
Pequenas acomodações.
Pequenos silêncios.
A queda pública quase sempre começa com uma negociação secreta.
Todos estão sendo formados por alguma narrativa. Ninguém é neutro
As perguntas são:
Quem está moldando sua visão de mundo?
Quem está ensinando seus filhos?
Quem está discipulando sua imaginação?
A cultura moderna educa continuamente através de:
entretenimento;
redes sociais;
influenciadores;
notícias;
algoritmos.
Nunca houve tanta informação. E talvez nunca tenha havido tão pouco discernimento.
A comunhão exige presença; talvez por isso sua ausência seja tão frequentemente justificada pelo conforto. Estar presente requer abrir mão da comodidade, reorganizar prioridades, enfrentar o cansaço e investir tempo em pessoas. O conforto nos convida ao isolamento, mas a comunhão nos chama ao compromisso. Não é por acaso que a igreja primitiva perseverava 'na comunhão' (At 2.42); eles entenderam que a vida cristã não foi projetada para ser vivida à distância, mas ombro a ombro, mesa a mesa, coração a coração.
Às vezes Deus nos leva para lugares desconfortáveis que não escolheríamos para nos ensinar coisas que não aprenderíamos no conforto.
Quem passa mais tempo ouvindo Babilônia do que ouvindo Deus não deveria se surpreender quando começa a pensar como Babilônia.
Não fomos chamados para conquistar Babilônia; fomos chamados para permanecer fiéis até que Cristo venha.
