O que te move
Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.
Vendo um filme, me lembro como se fosse hoje;
Estar no jardim de infância, não foi so uma epoca de descobertas priliminares a nossa volta, foi o começo de tudo, era onde não tinhamos medo de dai um " oi " , medo de seremos quem realmente aparentamos ser, aprendiamos a dividir o pouco que levavamos e ainda faziamos amigos em apenas minutos, ou até mesmo segundos. Quem derá se hoje o mundo se comportasse como no jardim de infância.
Velho sonho esburacado, velho filme acabado.
Velha dor de te perder, velho caso a acontecer.
É o desdenho de te querer, é a dor de envelhecer.
E ela sofre, chora, e quer de volta…
Ja vi esse mesmo filme varias vezes, e ela também.
Ele pede um tempo, sai da vida dela e deixa ela sem chão.
Ai quando ela se recupera, volta a ser feliz, fica de bem consigo mesmo, ele volta e faz tudo de novo outra vez.
E o pior de tudo é que ele já se acostumou com isso, e por incrível que pareça, ela também.
Que nossos planos não fiquem só na vontade. Que nossas dúvidas sejam as de não saber qual filme assistir no sábado à noite. Que se tivermos vontade de desistir, que seja desistir de correr pela casa e ir brincar no jardim. Que as lembranças ruins do passado se transformem na nossa risada. Que a distância entre nós seja entre o quarto e a sala. Que os beijos inesperados sejam entre as brigas, e que nossas brigas sejam de travisseiro, chocolate e sabão. Que o nosso “para sempre” a gente construa dia após dia, por toda nossa vida.
Eu já vi esse filme, eu sei como o ciclo termina. Por isso que eu apenas deixo como está. Eu perdi todas as minhas armas nesta guerra, estou caída no chão, sem força alguma para continuar. Se eu ainda tenho esperança? Oh, eu tenho, tenho muita. Mas sinceramente eu prefiro permanecer aqui, deitada, aguardando alguma mudança. Por que foi por andar em círculos que eu me perdi.
Não faça da sua vida um filme. Filmes têm roteiros, falas ensaiadas, dublês,objetos cenográficos,tapas de mentirinha... faça da sua vida um show ao vivo.
Passa cada filme idiota na TV
Será que os caras fazem filmes idiotas, para pessoas idiotas, ou nós ficamos idiotas, de ver os filmes idiotas que os caras fazem?
"Vida, um filme em minha cabeça, uma página de linhas escritas em branco em papel branco...Só que nós lemos!
Tempo, uma corrida que você nunca ganha...
Olhe atrás para onde nós estivemos.
Olhe nunca será a mesma coisa.
Esperança, uma vela brilhante queimando e acabando aos poucos.
... Uma luz temporária.
Amor, é como uma droga poderosa que nós almejamos.
Eu não sei o que sentir.
Não sei o que dizer.
Não sei o que fazer
Eu não sei onde ir.
Não sei quem devo ser.
Não sei o que saber...
A vida nunca é o que parece!
Esqueça tudo aquilo que eu disse...
São só palavras jogadas na linha do tempo."
Dificilmente alguém aceita um fim. Todo mundo odeia ir ao cinema e ver que o filme não acaba ali, que vai precisar de uma continuação a longo prazo. Ninguém gosta quando o final de semana acaba, quando a ultima bolacha tem que ser dividida, quando acaba os créditos do celular...ninguém suporta o final das coisas...a escassez....isso porque criamos VINCULOS com as pessoas e objetos em determinados momentos que levaremos, talvez, para a vida toda.
Fotografar é desenhar, utilizando a luz como pincel, a natureza como tinta e o filme como tela, podendo assim imortalizar aquela imagem ou momento escolhido, enquanto o mundo segue em contínua mutação.
"Sabe esse lance que quando estamos à beira da morte toda vida passa como um filme diante dos nossos olhos em um resuminho de todas as coisas boas? Se eu morresse agora só teria você nesse filme, porque você é minha vida e eu te amo demais."
Já dizia no filme O Grande Ditador de Chaplin " O caminho da vida pode ser o da liberdade". Liberdade o que é ? o que é poder falar o que quiser, expor o que quiser, liberdade é o direito que você tem de ser quem você é, não aquilo que você não é. Não podemos esconder a nossa liberdade, em mascaras, em turbantes, em burcas, não, NÃO PODEMOS.
Thiago 01/03/2012
O dia é cinza...
Como um filme em preto e branco...
O poema é triste...
Como uma folha que seca antes de cair no chão.
E se as palavras só existem no silencio de um pensamento...
Que seja melancolia misturada com inspiração.
HOLLYWOOD NÃO É AQUI?
Fazia tempo que eu não assistia a um filme americano, seja na grade televisiva, no videocassete, DVD, cinema ou congêneres.
Resolvi de uma hora para outra me atualizar e buscar algo mais que uma tela de computador por rotineiras horas a fio. Dirigi-me, então, à locadora que outrora costumava receber-me. Ali quase nada mudou, senão os filmes nas estantes. Até a atendente era a mesma, a qual recebeu-me com o sorriso de sempre, estranhando, porém, o meu sumiço. Foi ela quem sugeriu-me os filmes (minha única exigência foi que deveriam ser no estilo drama). Recordo-me dos títulos: "Homens de Honra"; "Pearl Harbor"; "Sleepers, a vingança adormecida"; "O náufrago", "A espera de um milagre", dentre outros, os quais eu teria alguns dias de prazo para assistir e assim o fiz.
Maugrado o estilo de filmes que eu houvera solicitado, percebi que Hollywood dimensiona o drama ao extremo, misturando o "patriotismo" do Tio Sam com o seu mais famoso slogan, a saber: "Somos nós que mandamos no mundo; somos os melhores e ponto final". Em outras palavras, percebi que não só a locadora não havia mudado muito como Hollywood e seus dramas superdimensionados e o próprio Estados Unidos da América continuavam os mesmos. Mas isso não tira o mérito das lições que os filmes relacionados passam aos telespectadores, através das personagens e a moral da história, pois eu também fui influenciado por elas, mesmo que cozidas ao molho do sonho dourado californiano. Mas, quando, após assistir a uma gama de filmes americanos, qualquer um sai para fora de casa e respira fundo. E se esse alguém está no Brasil, como eu estou, acaba por fatalmente "cair na real" e recorda-se que está na terra tupiniquim (eles nos tacham de Republiqueta das Bananas), com nosso cinema à la "Cidade de Deus" ou "Madame Satã" ou ainda "Central do Brasil", tais pouco contaminados pelo excentricismo das produções hollywoodianas, mas que muito mais fazem-nos ver a cruel realidade do dia a dia deste país (o que não deixa de ser triste).Sem falar que tais produções nunca conseguem o Oscar de melhor filme estrangeiro, sempre passando perto e perdendo de produções que têm o estilo exagerado que o americano do norte parece cultivar em suas próprias produções. Mas, antes assim, porque é melhor ficar sem Oscar do que produzirmos filmes que são feitos para agradar as "raposas velhas" da Academia de Cinema norte americana, e assim cairmos no erro de perpetuar o estilo "salve a utopia".
As histórias retratadas nas fitas tupiniquins geralmente acabam por mostrar a violência a que estamos sujeitos no dia a dia, seja ela qual for.
E nesse desfecho, por fim chego à conclusão que violência, Hollywood, raposas da Academia de Cinema, locadora, atendente da locadora... quase nada mudou.
Só que também vivemos uma outra utopia: a de achar que sentados assitiremos alguém fazer algo para mudar algo. Muitos de nós fazemos o nosso próprio roteiro de silêncio, estagnação, inércia. Somos verdadeiros produtores dentro de nossa Hollywood caseira, do boteco, do trabalho, do ônibus, da rua. Uma super produção do nada, dia a dia, mes a mes, ano a ano. Quando muito, muitos de nós tem o simples esforço de sair para fora e respirar fundo, voltando logo em seguida ao velho estilo. Muitos de nós não merecemos o Oscar da dedicação, do empenho, da abnegação e da perseverança.
Será que nós também mudamos nos últimos tempos?
Certas coisas parecem que são eternas, mas, não deveriam."
Nessa Terça-feira com um friozinho gostoso e razoável. Me resta assistir um filme sozinho debaixo das cobertas.
