Andre guide
BATALHA ÉPICA
(Fábio André Malko)
Eros, louco e obsceno,
mais uma vez levanta suas tropas para a
batalha. Avalia seus soldados dementes
e sedentos pela falta. Cerca, assedia
e tenta dominar a todo custo
o terreno tantas vezes cobiçado e
ainda mais perdido.
Mas lá vem, despontando
no horizonte, a Vontade soberana,
soberba e garbosa, avaliando o terreno e
dispondo suas tropas. Avalia as
forças inimigas. Avalia também sua tropa e,
num sorriso contido, decide concentrar sua força
nos flancos mais frágeis do adversário.
A batalha já está ganha. Porém, como de outras vezes,
com tristeza percebe que o adversário está mais forte.
Em cada batalha, em cada levante dos loucos,
eles vêm mais forte, mais sedentos
e mais dispostos. Parece que a falta os
alimenta.
Mais uma vez emissários são enviados. A conversa,
como em tantas vezes, rejeitada. Não pode haver diálogo
entre esses dois inimigos imortais.
O resultado, previsto. Eros enjaulado, babando de
vontade, começa a traçar novos planos.
?
Sei lá onde? Sei lá com quem? O importante é ser feliz...
André Zanarella 14-02-2013
http://www.recantodasletras.com.br/frases/4980349
SANGUE
O sangue é vida, é laço e leva a vida...
André Zanarella 18-03-2013
http://www.recantodasletras.com.br/frases/4992579
QUEM SABE UM DIA
(Fábio André Malko)
Quem sabe um dia
Depois de tantas estradas e laboriosas batalhas
Consigamos por um fim nas lutas vãs
E descansar nossas surradas sandalhas
Quem sabe um dia
Através dos ensinamentos da Arte Real
Possamos enfim entender, pelo menos um pouco
As figuras controversas que somos, afinal
Quem sabe um dia
Depois de dominar a arrogância e as paixões
Entendamos que nada adianta viver
Envoltos nessa nuvem de vãs emoções
Quem sabe um dia
Possamos olhar o GADU de frente
Pedir perdão como um velho penitente
E, enfim, descansar eternamente
André e Mara se tornaram muito amigos de Ineida. Mas Ineida tinha outras amizades que não aprovavam o novo casal de amigos de Ineida. Aos poucos, ao verem Ineida desenvolvendo projetos com os novos amigos, os antigos, com medo de perder território, começaram a bombardear a cabeça de Ineida de dúvidas: ‘tome cuidado com esses dois porque sinto que vão te decepcionar’. E depois de um bom tempo de manipulação, Ineida deixou se convencer que o casal era perigoso. Começou então a própria Ineida a praticar atos desonestos contra o casal, e aquilo que ela temia neles, ela própria fez na direção deles. E as outras amizades, se sentindo empoderadas, comemoraram secretamente na alma satisfeita por verem que o plano de discórdia havia dado certo. Histórias assim acontecem todos os dias onde há ingredientes como paranóia, insegurança, autoestima baixa, inveja, conflitos psíquicos, carência e pobreza de alma.
Prece Final – Prece de André Luiz
Senhor Jesus,
Dá-nos o poder de operar a própria conversão,
Para que teu Reino de Amor seja irradiado do centro de nós mesmos!..
Contigo em nós, convertermos: a treva em claridade, a dor em alegria, o ódio em amor, a descrença em fé viva, a dúvida em certeza, a maldade em bondade, a ignorância em compreensão e sabedoria, a dureza em ternura, a fraqueza em força, o egoísmo em cântico fraterno, o orgulho em humildade, o torvo mal em infinito bem!
Sabemos, Senhor, que de nós mesmos, somente possuímos a inferioridade de que nos devemos desvencilhar...
Mas, unidos a Ti, somos galhos frutíferos na árvore dos séculos que as tempestades da experiência jamais deceparão...
Assim, pois, Mestre Amoroso, digna-te amparar-nos a fim de que nos elevemos ao encontro de tuas mãos sábias e compassivas, que nos erguerão da inutilidade para o serviço da cooperação Divina
Agora e para sempre.
Assim Seja!...
Pele Negra
19/11/2019, às 09h07min
Escrito por André R. Fernandes
Ouço de longe o grito da tua cútis
Vejo o sangue da tua tenaz
Inundar os ribeiros da minha vida.
O dia amanhece silencioso
As aves do campo permanecem nos ninhos
Não ventila, não há céu azul
Pois o dia amanheceu ensanguentado.
Os iníquos te sitiaram
Levaram-te para matadouro
Deixando-te despido
Insultaram-te com cusparada
Por isso ouvi a tua pele negra estrondear
Teus olhos cobertos de sangue
Teus dentes quebrados
Teu dedo médio escalpelado
Teu pescoço com grilhões
Tua boca presa à máscara de ferro
Tuas costas com marcas da chibata
Era chicoteado por ter a pele escura
É xingado por ter cabelo pixaim
É odiado por ter nascido negro
Mas não tem como mudar a cor da tua pele.
Lembro-me dos teus ais
As trilhas guardam até hoje
Tuas pisadas de fugitivo da escravidão
As copas das árvores relembram até hoje
Os negros mortos enforcados
Na Mãe África
Gozavas da liberdade
Era livre para cultuar teus deuses
Tomava banho nos rios
Mas a tua pele teve que ser machucada.
TENHA TEMPO PARA A PENA ,SE ÉS PARTE DELA"(ANDRÉ LINO TRINDADE)."HÁ MOMENTOS EM QUE A MELHOR ATITUDE,É NÃO TOMAR NENHUMA ATITUDE."(ANDRÉ LINO TRINDADE)."HÁ MOMENTOS EM QUE UMA MÃO AMIGA,SIGNIFICA UMA MÃO INIMIGA"(ANDRÉ LINO TRINDADE)."A AVENTURA COMEÇA EM SER DIFERENTE."(ANDRÉ LINO TRINDADE)."HÁ ALGUÉM ESPERANDO POR VOCÊ HOJE-O SEU CORAÇÃO"(ANDRÉ LINO TRINDADE)."NÃO ESPERE QUE OS OUTROS VENHAM TE ENTENDER.VOCÊ NÃO É DIFERENTE?"(ANDRÉ LINO TRINDADE)."NÃO ESPERES COMPREENSÃO,SE NÃO ÉS SEMELHANTE A ELES."(ANDRÉ LINO TRINDADE)."
Doce Novembro
Marjorie Estiano
Composição: (Alexandre Castilho/André Aquino)
Nas ruas desprezo quem sorriu pra mim
Não vê que por dentro eu já cheguei ao fim
E aceito a sorte que a vida me deu
Mas pena é pros fracos que o mundo já esqueceu
O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você
Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim
Só vejo lamento no que eu não fiz
Quem sofre não cuida de laços ou verniz
O seu desespero ilude
Que é sua essa dor
O choro que te cai
Só consola você
Amanhã é cedo pra estar melhor
Amanhã é cedo pra mim
Me agonia o medo de ficar só
Me sinto só enfim
Um doce novembro que foge de mim
Assina o passado enquanto eu sinto o fim
“És o que és no teu presente, o acúmulo de teu passado, e a expectativa de teu futuro”. (André Viana)
“O cachorro late, o gato mia, a galinha só não muge, porque não é vaca”. (André Viana e Thiago Ribeiro)
Afinal, o que querem as mulheres” (Episódio I)
André: “Desde a antiguidade o feminino sempre foi visto como uma mistura de... Fascínio e... Medo. Decifra-me ou... devoro-te!”
Uma junção de nomes opostos
André e Andressa
Que terminam diferente, mas que tem o mesmo significado
Fazendo até parecer uma coincidência clichê, se não fossem todas as outras
Numa amizade que surgiu por intermédio “doutras” amizades
Que em breve instantes começou a abrir um mar imenso de afinidades
E nós humanos que sempre achamos que viemos sozinhos para o mundo
E que assim terminaremos, pois nos fazemos crer que ninguém depende de ninguém
E realmente, ninguém depende de ninguém, mas a felicidade pode ser melhor
Num sorriso em conjunto com quem te faz sentir bem
E não, nós nunca brigamos nem nos desentendemos
O que é um pouco estranho, pois as pessoas sempre tem disso
Mas nós simplesmente temos a mesma percepção das coisas
Não, não somos totalmente iguais. E quem é?
Nem somos um complemento
Somos apenas um abraço que pode ficar meses sem existir
Mas que através da distância e tempo faz-se sentir, sempre que necessário
Existe uma música do André Sardet que diz:
"Gosto de ti desde aqui até à lua, gosto de ti desde a lua até aqui.".
Mas até que ponto devemos dizer isto a alguém?
Devemos nós colocar limite quando amamos?
O limite não deveria ser o infinito? Pois não tem limite...
Quando amamos alguém não devemos amar na totalidade, sem limites, sem reservas?
O amor não será mais que uma curta distância daqui até à lua?
Não será mais uma ferida que dói mas não se sente? Porque quem ama tem medo de perder...
Quem ama dá tudo para ver a outra pessoa feliz.
Amar é muito mais que um beijo, mais que um simples Amo-te.
Amar é um abraço nas horas boas mas principalmente nas menos boas, é um carinho, é a atenção, é o aconchego, a preocupação de saber se está tudo bem.
Amar é dizer bom dia quando nos levantamos ou boa noite quando nos deitamos, mostrar que o nosso primeiro e último pensamento é a pessoa que amamos.
É sorrir de maneira parva mas que nos faz imensamente bem.
É sermos adolescentes.
É viver com intensidade todos os momentos, mas cada um em especial.
Cada dia é único e como tal deve ser vivido como fosse o último.
Amor não é perfeito nas perfeições é perfeito porque existe imperfeições, é ultrapassar cada discussão com a certeza de que queremos sempre essa pessoa ao nosso lado, apesar de todos os defeitos que tenha.
Amar é gostar da pessoa tal como ela é, sem mudar nada, porque somos únicos e só assim somos especiais, tal como somos.
Amar é tremer quando escrevemos sobre o amor pensando em alguém, é ficarmos inspirados quando pensamos nesse mesmo alguém.
Amar é uma devoção cega que não olha a meios para ver a pessoa em questão Feliz.
Ama todos os dias, faz questão de o demonstrar e de o dizer todos os dias.
Vive hoje... porque amanhã poderá ser tarde demais...
André: Você está melhor?
Tolentino: Não. Não estou nada bem, André. Fui humilhado mais uma vez pelo intendente.
André: Deixe o tempo vai passar. E você vai esquecer.
Tolentino: Acho que desta vez não vou esquecer, não. O intendente passa a vida toda a me espezinhar. Trata-me como um cão. Chegou o meu limite.
André: O intendente é um homem cruel. Mas você tem amigos.
Tolentino: Tenho um único amigo. Meu único amigo é você. Você, André, que é um homem sensível, você que entende os mistérios da vida, as voltas que o mundo dá, as surpresas que a vida nos reserva…
André: Surpresas sobre nós mesmos?
Tolentino: Sim. Você mesmo disse um dia. Todos nós temos uma segunda natureza, que às vezes permanece oculta.
André: Mas não para sempre.
Tolentino: Não para sempre…
TRANSCRIÇÃO
Toda a poesia acumulada na alma de André
há de ser expelida.
Ainda que ela seja inútil e nunca seja lida,
resta-lhe a esperança de que em uma folha de caderno
seus sentimentos se tornem eternos.
Tem urgência em escrever
- ainda que sem inspiração-
pois, tem medo da morte,
de enlouquecer ao ver o seu amor partir,
de que a saudade aperte e não suporte,
de que a tristeza leve, como em uma correnteza de lágrimas, as palavras que sussurrou aos ouvidos de Estela.
Nunca quis ser poeta.
Considera o fardo muito pesado para um funcionário público, burocrata e tão racional.
Se fosse em sua adolescência, embriagar-se com versos não lhe faria mal,
mas já tem seus trinta e poucos anos,
é considerado um cara sério...
Foi um descuido amar tanto!
E agora, justo nessa hora, pensa em escrever o que sente.
Pensa que se Estela não o compreendeu, o mundo o compreenderá.
Quer desabafar com alguém,
Quer chorar em forma de versos, como seus poetas e compositores favoritos sempre fizeram.
Alguém, alguém há de compreendê-lo!
Alguém há de lhe dar razão!
Quer morrer, mas não deseja que esse amor morra junto.
Não quer levar para o túmulo algo tão bonito.
Só lhe consola a ideia de que alguém chame de poesia o que escreve tão desorientado.
Está convicto de que todo poeta desiludido já nasce modernista.
Desconhece a métrica, a rima pouco importa...
Para ele todo desabafo é poesia.
Mas como já eram três horas da madrugada,
a poesia permaneceu na alma de André,
sem transcrição.
Adormeceu o poeta,
adormeceu a poesia.
Trocou a ideia de escrever pela ideia de sonhar.
Amanhã não se sabe se terá ânimo para recomeçar,
parece que está mais a fim de implorar que Estela volte
do que continuar com a tola ideia de torna-se poeta.
São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu;
Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes, que traiu Jesus.
