O que te move
“Vivo aqui, nesse cantinho do mundo...
De onde as minas espraiam pelas geraes,
Onde as montanhas delineam o horizonte,
Em uma bela moldura, com um belo mosaico de cores.
Região de gente alegre, trabalhadora, da lida,
Terra de mulheres lindas e prendadas, fazedoiras de quitutes maravilhosos,
No ar puro de seus campos, respira-se a história, feitos memoráveis,
De norte a sul e de leste a oeste, pedras preciosas e semi-preciosas, ouro, prata e minério de ferro,
Em seus rios ainda são encontrados diamantes,
E no coração de sua gente, amor e religiosidade.
A noite, nas prosas e rodas de viola, saudades dos entes queridos que partiram, gente boa que se foi.
Pois as lembranças, mesmo com o passar do tempo, teimam em ficar.
Vez por outra visitando nossos sonhos, seja no mundo de lá, seja no mundo de cá.
Vivo pois em um Belo Horizonte, nas alterosas das Minas Gerais.
No torrão de terra que me coube, onde edifiquei minha humilde morada!”
Poema da Desilusão
Você me mostrou o mar ,os cumes das montanhas os castelos encantados...e eu nada pude te retribuir...trancado em uma sela sem nada fazer por ti...preso a tantos tormentos não consegui te enxergar .Minha alma clama por justiça mas a justiça é tão tardia...mas quero te mostrar a clareza das respostas do olhar nunca trocado e do amor nunca vivido...
O mundo cria as coisas para cada lugar. Peixes para o mar, pedras para os céus das montanhas e garotas com sol na pele e mira perfeita para um deserto que não deixa a fraqueza viver.
"A DOR INTERIOR."
Nós deixa lembrar que a saúde vale mais do que montanhas de dinheiro,
termina com o bom humor e com a vontade de lutar...a dor também é uma luz para aprender a dar valor a todas as pessoas que nos apoiam em um hospital.
Se pudermos encontrar meios de colher a energia da dor oceânica das mulheres, moveremos montanhas.
"...me lembro mais dos dias de Chuva nas Montanhas do que dos de Sol: talvez pela emoção da aventura, talvez pela sensação de alma lavada, ou ainda porque talvez "O Sol" é muito facin*."
*fácinho, facilzinho, fácil.
Trópicos de Sangue
O sol se punha atrás das montanhas,
quando os olhos da menina lacrimejavam
sentimentos borrados de manchas pretas misturadas
à púrpura e a angústia do drama do ente dilacerado
no asfalto quente do caos.
Mais um dia nós trópicos. Mais uma “vida ao mar” de sangue!
Mais um tempo de luto nos “brasis” da impunidade!
Por essas terras até a libélula se comove sobre o fio
das vestes ensopadas ao liquido vermelho do terror!
Enquanto isso larvas e bactérias aguardam ansiosamente
por mais um cadáver no “Jardim da Saudade”.
Bala perdida, ainda ilude, é álibi que testifica a violência!
Legítima a morte! Lá se foi mais uma vida sem sorte!
Para o IML. Para o além...
“Meus Deus!” “Meu Deus!”
Onde estais que não intercede com tuas mãos
nessa guerra de zumbis?
Por que não cura essas feras perdidas,
que tanto fazem da vivência uma selva voraz?
Vivem como máquinas: vazios de sentimentos,
mas sempre em busca de aparências, de poder!
Até quando, Senhor, permitirá essa barbárie?
Até quando? Até quando seremos apenas
números de pesquisas? Até quando? Responde-me, Senhor!
Até quando? Como o “Poeta dos Escravos”,
“eu delírio ou” será “verdade” perante a conivência
dos que ainda vivem nessas terras? O que me diz, Senhor?
Pois o líquido que jorra aqui também prolifera no Oiapoque,
banha o Chuí, irriga o Serrado, molha o Sertão, se esconde
na parcialidade da justiça do patrão ou de quem
tem mais títulos nas mãos.
Os gemidos, Senhor, os gemidos que se ouve
no meu lugar, ecoam tristemente de Leste a Oeste, de Norte a Sul
desse imenso Campo de Batalha!
“Senhor meu Deus!” “Senhor meu Deus!”... Tende piedade de nós!
Tu sabes que não é nossa essa guerra!
Acaba, Senhor, por meio da tua luz toda essa escuridão!
Apaga desse país toda essa violência! Toda forma de corrupção!
Não deixe a diversidade das cores serem coberta
pelo sangue de inocentes!
Antes que o sol se esconda mais uma vez desse
povo alegre e descivilizado, sobrevivendo nos limites do medo
dessa pobre/rica e sangrenta nação!
Não nos vire as costas, Senhor!
Há um tempo de morte, de escravidão!
Não nos abandone diante de tantas injustiças!
“Ó Senhor Deus” dos ensanguentados!
Do livro, O Rio e a Criança.
De Rama Amaral.
Além da vida...
Eu e a morte....
Além das montanhas...
Por vales e mares....
Na espera....
De passar entre os montes....
E soprar acima das nuvens....
A procura do tempo....
Esse que as vezes...
Demora até pra passar.....
Com minhas estrelas....
O céu pra mim sempre será o limite....
Mesmo apagadas....
Estou com minha luz....
E com elas vou iluminando a escuridão...
Ja senti por vezes...
A morte a me rondar....
Mas a Força....
Essa que tem aqui em mim.....
Percebo a vida passar....
E ela vem cada dia mais...
Só me fortalecer....
Me aprofundei no vazio do espaço....
Com alguns pensamentos comecei a temer....
Mas....
Procurei e procurei por vales e nada...
Sentei nas montanhas e viajei no tempo...
E vi a morte com seus passos chegando em meu coração....
Mas num único toque....
Com meu pisar firme e suave em folhas secas....
Triturei uma á uma..
E foi que ao tritura-las...
Elas serviram de adubo....
E meu solo veio a se fertilizar...
Ao chegar no topo...
Meus olhos voltaram a brilhar....
Bem além da vida....
Imaginei aqui....
Eu hoje chegar....
Então....
Porque não gradecer pela Vida....
Aqui ou ali....
Lá ou Cá....
Essa sensação de estar vivo....
Que muitas vezes achei que nunca mais iria voltar....
Sei o quanto quero viver....
E afastar-me da morte...
E a Vida hoje....
Sempre irá me rondar....
Por isso....
Acredito e reacredito....
E grafo aqui e agora...
No livro de minha historia....
Sou livre para voar....
Voarei ainda alto....
Muito alto....
Sem medo do meu aterrizar....
Bem alto....
Até que o Pai venha me buscar....
Estou hoje entre as montanhas e nunca mais irei voltar....
Na hora do Meu adeus a esse mundo....
Irei gritar alto...
Mesmo que o frio...
Venha tirar minha fé...
O brilho dos meus olhos não irão se apagar....
Isso eu chamo de Vida...
Essa que eu Amo...
E nada irá me fazer....
Eu ficar sem minha "PAZ"....
E principalmente sem minha "VIDA"
Autor :José Ricardo
De longe eu vejo aquelas montanhas
Bem distante de onde poderíamos imaginar estar agora
Viajamos na ilusão perdida que nos afaga querendo ir embora
O rio não voa para chegar ao mar. Ele vai indo, rodeando montanhas, deslizando, rolando até seu destino final.
Rudes montanhas agrestes,
Despidas de preconceitos;
Clamam pelas vossas vestes,
Desnudadas de defeitos.
in VERSOS - Trovas e Sonetos
Mensagem Espiritual - 11/12/2019
Transpor as "montanhas" que a vida nos impõe, nem sempre é encarada como algo possível. Temos o hábito de sustentar que: não somos capazes, não chegaremos no topo, que um problema tão grande só poderá ser vencido por pessoas grandiosas. O nosso tamanho pouco interfere nesta jornada. Devemos olhar nosso interior e fazer dele algo grandioso, ao ponto de enxergar estas montanhas e não se importar com o tamanho que tem. É no interior de cada ser que se encontra a força e a segurança nos episódios mais difíceis e incríveis da vida. Tudo dependerá do seu ponto de vista. Suba, vença seus limites e orgulhe-se de você.
_Mestres Mãos de Luz
(escrito por Leilane Castro)
Colina , montanhas e curvas!
Geografia do teu corpo…
Fazem mapas que percorrem
Brevemente…. minha mente…
Antes mesmo do esboço.
aos meus olhos és
a frescura do vento
que nasce nas montanhas,
a canção dum pássaro
que se eleva em nostalgia,
a palavra azul com que escrevo AMOR..
