Jean la bruyère
Lá, depois que passar às falcatruas, podes ver o nascer das belezas, pela linha da luz, pois, com raiva não se pode ficar, paciência é a ante sala do refrigério, eu te amo é elementar sábio do estar.
Lá, onde só faço o que quero, ninguém se torna dependente de nada, nem ninguém, acalme vosso coração em livres de alegremente.
Quando a natureza sofria, o homem pediu pra salvá-la, ensinando-o, a curar-se, por meio dela, pra não adoecer-se, e, colocar o tudo a si perder.
Intuição é o silêncio da sabedoria e seu tom é em talento de guia, não precisa necessariamente vê-la e ouvi-la, basta senti-la, se percebê-la encontrará passividade, esta nasce de uma consequente fé, de uma intrínseca certeza, embora não vista é evidente, clara e eficiente, é uma sublime jóia, se te orientar por ela, identificando-a por consequência, esta certamente te livrará das desmotivações ilusórias, sugerida por ela, te protegendo em sua música e essência nascente, pois que certamente esta é uma mãe em nosso caminho.
Na geração de hoje, muitos buscam desesperadamente a validação alheia, mas, ao alcançá-la, percebem que o vazio persiste.
"Porque o meu povo cometeu dois males: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram para si cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas."(Jeremias 2:13)
Arbusto insensato
Mesmo o não ser ali, que já foi bem aqui e por não estar lá, estava sempre ali. Outrora, eu era daqui, e hoje regresso estrangeiro,forasteiro do que vejo e ouço, velho de mim. Já vi tudo, ainda o que nunca vi, nem o que nunca verei, reinei no que nunca fui. Veja o destino,regue as tuas plantas, ame as tuas rosas, o resto é a sombra de árvores alheias e,se é um gesto,fique com os outros,em novas sombras que me esperam, no desencontro que é a vida cinza e bela no preto do branco.
O Gueto
O gueto está cheio de medo
Lá fora os nazistas se espalham
debocham, irritam,
debocham, gargalham
O sorriso não anda na boca dos brutos !
A polícia fascista cercou todo o gueto
Reprimem e prendem e batem
em judeus, operários e pretos
Mas nunca sorriem porque
O sorriso não anda na boca dos brutos !
O gueto está cheio de gente
sofrida, oprimida
é gente sem pão e sem condição
que sente, que sente, que sente que
O sorriso não anda na boca dos brutos !
Fascistas se sentem tão machos
Machucam e ferem
passam esculachos
nunca esperem ver
O sorriso andar na boca dos brutos...
Usam tarjas pretas,
camisas verdes, suásticas,
e tratam mulheres, meninas
qual bonecas de matéria plástica.
O sorriso não anda na boca dos brutos !
Desmandam e mandam, dominam
até que um dia a boca se solta
a mão prepara o revide
e se concretiza a revolta
E nesse dia, com muita certeza,
O sorriso não andará na boca dos brutos !
O Acenar de Lâmpadas
Há que
Se recorrer
À Caixa
De Pandora
Abri-la!
Em busca
Da
Espera-se
Não tardia
Esperança
Em algumas
Tradições
Associada
À Eva
Em outras
Ao Corvo
Nestes tempos
À imagem
De Psique´
Resta-nos
Apenas
Insistimos
A Esperança!
Que
Nos encanta
Com
Seus segredos
Regionalismo Mineiro
Apito
De trem
Que
Lá vem
Apito
De trem
Que
Envem
Apito
De trem
Faz tremer
Trem
De saudade
Passageira
Trem
Que não
Vai passar
Assimetrias Insondáveis
Deu
De sonhar
Rodopiar
No tempo
Nem lá
Nem cá
Deixar
Se levar
Rodopiar
Sonhando
Sonhar
Rodopiando
Nada
Previamente
Precisamente
Determinável
Nem lá
Nem cá
Discretamente
Analógico
O instigante
Das assimetrias
Nada
Lógico
Rimbaud e a Luz
Ora direis
Ouvir
Estrelas
Sequer
Pra lá
Olhar
Dizia
O pobre
Diabo
Garrado
No
Celular
Um pouco
À
Tua maneira
Estradas & Entradas.
A vida
Em frente
Vivendo
De assim
Viver
Mirando
Bem lá
O horizonte
Bem onde
O céu
Encontra
O chão
De dia
Juntando
Nuvens
De noite
Dormindo
Estrelas
Sonhando
Sonho
Bem bão
O Sudestino
Perdi o sotaque
A forma de falar
Não sou nem daqui
Nem mais de lá
O erre nordestino
Ainda é mais forte
Sorte?
Não é Renúncia
É pronúncia do gracejo
É onde estive
Do oeste
Do agreste
Do sudeste
Sem destino
A Alternativa
A sociedade do paraíso
Reencontrar, criar
E por lá viver
Criar
A
Alternativa
Que seja contínua
Onde anda a Saudade
E os olhos
Que
A gente nem sempre vê
Que semeando vento
E na falta de escolha
Colhendo sempre tempestade
Combinando
Razão e emoções
Nos mesmos lugares
Na cama deitado
Na miragem perdida
Ver toda a terra girar
Ida estonteante
Que
Ganha apenas para juntar
Na volta inesgotável
De um eterno retorno
Se toca
Em que toca
Em se tocar
Entocado
Escondido nessa toca
Não sentia quem vinha
E
Quem se aproximava
Eu só sentia os passos
Um Estado
Estúpido
Criar o meu Estado
Estado de Espírito
Lá Nem Longe
Era uma vez
Lá nem longe
Num tempo
Em que
As tardes tinham cheiro
De ontem
Bem
Que havia
Já não mais
Um quintal
Onde o mundo
Cabia
Num pé de goiaba
E a vida
Era medida
Pelo ritmo
Da rádio
Noite adentro
Vozes baixas
Contavam
O que o dia
Não ouviu
Agora
Só sobra
O vento
Que toca
À porta vazia
E um relógio
Que teima
Em marcar
Horas exatas
Que não existem mais
Era uma vez
Lá nem longe
O que restou
Como saudade
De coisa
Que nem chegou
A acontecer
E no álbum sem fim do vento
Um retrato de mim
Sem ninguém
E no canto esquecido da estante
Um abraço que nunca se desfez
E no relógio parado da cozinha
Os ponteiros
Ainda marcam tua hora
Não importa a cor do céu lá fora, nem se a tempestade for brava, pôs você é capaz de contorna-lá com a leveza de uma pena, mais com a força de um búfalo selvagem.
Você e a mulher que faz minha carne tremer de desejo. E o ar faltar de tanto amor, você parece um vulcão que entra em erupção e com um simples olhar me derrete todo.
Meu corpo explode de tanto desejo, que você me causa.
Seu sabor de uvas frescas que se transforma em uma bela safra de vinho tinto.
Me delicio com seu sabor, quero beber todas as gosta do seu néctar e sentir todo o seu desejo de amar.
Com minha boca beija-lá e com minha língua deslizante, passar em seu corpo lhe provocando para que possamos fazer a maior de todas as sinfonias, vibrarem com nosso desejo de amar.
