Jean la bruyère
Se a cruz não pode abalar uma pessoa, nada irá abalá-la, pois não há exigência maior do que a cruz.
parece que a liberdade de gritar para o mundo lá fora e o ímpeto de se transbordar na plenitude da existência, acabam batendo asas como uma gaivota da paisagem da vida e o azul do céu interior cede lugar para nuvens cinzentas a predizerem um forte temporal
Parece até que os raios do sol da liberdade e da realização do mundo que mora lá dentro do peito, ocultam-se persistentemente, atrás de nuvens espessas, negras e imóveis - Ah que sufoco! Que vontade de sair gritando, mas nem se quer força se tem para se mover um só milímetro das circunstâncias!
Quando estiveres em cima, lembra-te como lá chegaste, não use subterfúgios para tentar enganar-te de que foi somente a tua sorte e determinação que te fez chegar à altura que alcançaste. Lembra-te de onde saíste e avalia sua trajetória, pois por mais alto que estiveres chegado, não passarás de um enganador de si próprio que julga ser digno de onde está, sem ter precisado de cada degrau que o levou aonde conseguiu chegar.
Quando chega este dia 25 de janeiro gosto de lembrar de cada momento que me fez crescer, sim lá atrás existem pontos importantes e inesquecíveis e nada seria possível sem o amor e esforço de toda família. Por isso sempre vou dizer que os melhores presentes sempre estão presentes. Um brinde a cada um que faz parte desta história.
Às vezes entregamos um terreno grande, adubado com muito amor e carinho, aí a pessoa vai lá e só planta sementes ruins.
Ela está sempre conosco, escolhemos o momento de usá-la mas o fato é que sempre está disponível. Paz a todos!
Lá em São Paulo ele nasceu,
Com olhos claros de céu e de mar,
Enquanto o pai em Belo Horizonte
Sonhava em chegar pra poder abraçar.
Os avós atentos, o tempo parou,
Fotos e risos pra acompanhar,
Os irmãozinhos em festa esperavam
O doce menino pra vida adoçar.
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar.
Dos bisavós herdou esse olhar,
Brilho de estrela, cor de luar,
Veio com o vento trazendo esperança,
Pequeno encanto, promessa de dança.
E a sua luz nunca vai se apagar,
Que seus caminhos sejam de sol,
Que a vida cante pra você dançar
Nosso doce menino, um farol
Daniel, doce como o açúcar,
Veio ao mundo pra iluminar,
Nosso amor feito mel e ternura,
Nosso tempo de paz pra cantar
Vamos sair
Depois da meia noite
Pra ver como é la fora.
Sentir a brisa da madrugada.
O som assombroso noturno
Que tal bebermos?
Que tal dirigimos pra lugar nenhum?
Sem celulares
Sem hora
Sem rumo
Sem tristeza
Só nós, o mundo.
E a noite.
La noire, assim seja o despido céus.
Com sorte de nenhuma mágoa
Que surge sobre os desatentos mirantes
O lampejar dos astros é perdurável.
La noire, que enfeitiça quem te olha.
Com teus infinitos vigilantes
Que no teu intimo orbitam.
Perpetuam por olhares extasiados
La noire, faz da noite, tua arte.
É nos cabelos dela
Que eu vou,
E esqueço de voltar
É la que meus dedos
Devem morar.
São nesses anelados castanhos
Que ela me ganha.
Ela é o oásis das mulheres.
És beija-flor.
És fácil de amá-la.
Gosta de jardins,
Daqueles deslumbrantes.
Ela só não sabe que,
És guardiã do mais belo jardim.
e enquanto
eu era errante
pelas incertezas da vida,
lá eu te encontrei.
de ternura demasiada,
e de uma presença
que trazia paz.
ela não tinha pressa,
preferia beijos lentos
olhares estacionados.
com ela, aprendi
a namorar o silêncio.
