Jean la bruyère
As suas micro expressões faciais podem atrair a pessoa dos seus desejos como pode afastá-la para todo o sempre da sua vida, afirma Uemerson Florencio, correspondente internacional, palestrante e treinador em análise da linguagem corporal aplicada a gestão da imagem, reputação e gerenciamento de crises.
Na manhã que desperta, lá vem ela, Morena bela, como uma estrela. Seus cabelos ao vento, seu riso no ar, Iluminam meu dia, fazem-me sonhar.
Aquele que corre atrás da felicidade, dificilmente vai encontrá-la, pois, a felicidade não pode ser encontrada nas coisas materiais, ela tem que nascer de dentro do coração.
Tempo do Coração
No abismo do coração, o agora se desdobra.
Lá dentro, a dança das memórias e sonhos,
como fios de DNA entrelaçados.
O presente é o palco onde os arquétipos se encontram,
máscaras que vestimos e desvelamos,
como atores em um drama cósmico.
A sombra, essa companheira fiel,
dança conosco na luz e na escuridão,
revelando verdades ocultas sob o véu do tempo.
O herói, o amante, a mãe, o mago:
todos habitam nosso psiquismo,
como constelações no céu da alma.
E o coração, esse alquimista silente,
transmuta mágoas em ouro,
transforma feridas em estrelas.
Nossas mãos e olhos se tocam,
como símbolos ancestrais,
e o amor, como fogo sagrado, nos aquece.
acho que você notou. na maior parte do tempo eu nem estava ali. e eu sei que cê procurou bem lá no fundo dos meus olhos.
A internet está faminta pelo tipo mais cruel de diversão, e alguém precisa alimentá-la.
Um sopro e a vida acontece.
Um sopro e a vida se esvai.
O vento balança pra lá e pra cá!
O que antes era tamanho, hoje já não vale mais.
Daria tudo para voltar no tempo, quem sabe fazer diferente, mas o tempo não volta mais.
O relógio não para, sei que já não há mais tanto tempo. Queria ser menina de novo, não ver o tempo passar. Um respirar! Acreditar.
Quem sabe a imortalidade exista a energia continue a brilhar, é tanta vitalidade que não me canso em sonhar.
A criança vive, a adolescente se encanta, a jovem idealiza, a mulher madura não desiste.
Poesia de Islene Souza
O SOL ESTÁ LÁ
O sol está lá,
Ele sempre está lá,
Mesmo que anoiteça,
Chova ou tudo nuble –
Como se fosse Deus...
(Guilherme Mossini Mendel)
Nunca souberam muito sobre minha vida, mas todos tem o incrível hábito de julgá-la perfeita.
Se as janelas da minha casa pudessem contar a verdade, elas diriam coisas que ninguém acreditaria ser real, coisas que nem sempre foram tão boas. Houve certo tempo ao qual cheguei a me perder, me perder até mesmo de mim mesma, mas Deus é o artista que transforma os vasos quebrados em obras únicas de arte. Meu nome é Danielle Russell e hoje conto-lhes minha história.
O QUE HÁ LÁ NO ALTO?
As nuvens brincam
De adivinhação
Quando as crianças
Olham para elas.
Assim, viram ovelhas,
Viram vacas,
Viram tudo aquilo
Que você imaginar.
Mas elas choram
Quando essas crianças
Não brincam com elas.
É o medo da solidão.
É o que acontece quando chove.
(Guilherme Mossini Mendel)
Uma memória só se transforma em saudade quando a dor de não podermos mais vivê-la passa e nós conseguimos lembrar dela sem sofrer.
Refúgio de palavras sutis,
E asperezas proferidas
Por quem poeta se diz
La na frente cor e belo
Cidade de gente feliz
Por mais que seja belo
Surpreendente horizonte
Abriga rima e duelo
E as frases confortáveis,
De quem ontem escreveu.
Com típico lirismo cínico,
De quem já viveu no breu.
Poesias tão urbanas,
Forjadas na solidão,
Desviam, mas sem sucesso
Das ladeiras de desilusão.
Cafezinho misturado
Com aroma de cachaça aqui.
Passa gente, passa vida,
De tudo em BH vi.
É forte o cheiro de café,
Com história, clube e esquina
Mineirice contém fé.
Mineira é gente minha
Quando conhecemos alguém e passamos a amá-la sem nenhum motivo e vivemos pensando nela, só pelo simples fato de existir, tudo leva a crer que é amor.
A Dança das Cadeiras
Certa vez, sentei em um restaurante e vi que um ex-patrão estava lá, conversando com um fornecedor que eu conhecia há uns dez anos. Eu estava com uma mochila nas costas, pois tinha acabado de chegar de viagem. Tirei a mochila, sentei, comi e, em seguida, levantei para ir embora. Por educação, ao passar pela mesa dos dois "homens em posição de poder", parei para cumprimentá-los. Ao ler as expressões deles, fiquei um pouco intrigada e logo fui submetida ao que poderia chamar de interrogatório: “E seu curso, acaba quando? O que vai fazer depois disso? Como é a área comercial? Isso dá algum dinheiro?” e assim por diante. Consegui responder sucintamente às questões enquanto ainda observava as expressões. Apesar de lembrar claramente do fornecedor e do seu nome, e sabendo que ele também se lembrava de mim, já que nos víamos com certa frequência, percebi uma hostilidade velada, e algo como uma surpresa (sou alguém que ele não conhece mais?). Desses que vulgo julga a sociedade, ocupam posições de "poder", havia um amargor quase palpável por estarem no mesmo ambiente que uma ex-funcionária, agora autônoma e graduada. Após perceber os tons ofensivos e os olhares capciosos, meu ex-patrão comenta: “É a dança das cadeiras.” Levanto, sorrio hostilizando o comentário e vou embora.
