Branco
Não podemos gastar uma folha em branco, com alguém que nunca soube o que é a poesia da reciprocidade.
...experimente viver uma loucura,
escreva um romance sobre você.
Portas retratos em branco
enquanto isso fotos guardadas envelhecendo...
“O tempo é o que ainda nos resta,
mas continuamos dançando na mesma festa...”
Pode ser feio, bonito
Sem cor, preto e branco.
Sem som, barulhento.
Cansativo, frenético.
Pode ser maldoso, inocente.
Poético, ordinário
Marcante, passageiro […]
O mundo pode ser todas as coisas.
Só basta mesmo, pra qual delas
Você se inclinará mais a viver.
Somos miscigenação! Não existe índio, negro, branco, amarelo, pardo, cafuzo, mulato, mameluco, ou o estigma chamado preto! O que fazem é dividir a humanidade por conceito biológico que os difunde numa etnias, classificando como raça! E acabam esquecendo que na calçada da vida passamos um pelo outro sem se dá conta que somos todos parentes!
INTERDEPENDÊNCIA
Perceba claramente a existência de uma nuvem em um papel em branco. Se não existir a nuvem, a chuva não cai. Se não cair a chuva, a árvore não cresce. Se não cresce a árvore, não se faz papel. Então, podemos dizer que o papel e a nuvem se encontram em interexistência. Se observarmos mais profundamente o papel, veremos nele a luz do sol.
Sem a luz do sol, o mato não cresce. Ou melhor, sem ela, nada no mundo cresce. Por isso, reconhecemos que a luz do sol também existe no papel em branco. O papel e a luz do sol se encontram em interdependência. Se continuarmos observando profundamente, veremos o lenhador que cortou a árvore posteriormente levada à marcenaria.
Veremos também o trigo no papel. Sabemos que o lenhador não pode existir sem o pão de cada dia. Por isso, o trigo, a matéria-prima do pão, também existe no papel. Pensando desta maneira, reconhecemos que um papel branco não pode existir quando faltar qualquer um destes elementos. Não posso citar nada que não esteja aqui, agora. O tempo, o espaço, a chuva, os minerais contidos no solo, a luz do sol, as nuvens, os rios, o calor... Tudo está aqui, agora. Não podemos existir sozinhos.
Este papel branco é totalmente constituído de “elementos que não são papel”. Se devolvermos todos os “elementos que não sejam papel” à sua origem, o papel deixará de existir. O papel não existirá se forem tirados os “elementos que não sejam papel”. O papel, em sua espessura fina, contém tudo do universo. Nele, não há nada que não exista em interdependência.
Sempre me lembrarei;
Daquela mesa redonda de madeira, os cafés da manhã, aquele potinho branco de manteiga com um trançado decorado. Os sorrisos e suas personalidades, suas cavidades, extremidades. Aquela árvore da calçada, aquela rede colorida, o alecrim, os beijinhos as samambaias e as orquídeas, o caminho de pedras e a grama verdinha, o sentido que tinha amar essa vida. Aquela gatinha com um olho mel e o outro azul, as tardes no zoológico, os peixinhos que voltavam pro mar quando morriam, as aventuras do kid bill um menino do velho oeste que meu pai criava historias todas as noites, e da pelica e o mundo da imaginação que minha mãe abriu as portas. Era lindo, mas ainda é vivo, em mim!
"Achei que possuía curvas. Para que pudesse remoldá-las ao meu modo. Ou talvez telas em branco, para que pudesse pintá-las sob meu prisma. Mas encontrei um vão por onde entra e sai a sua maneira tão sutil de fazer a sua arte. E descobri que era por essa forma, essa passagem tão única, é que eu deveria habitar para fazer morada." (Arte abstrata - Victor Bhering Drummond)
Me falta inspiração
"Repousa sobre a mesa os óculos, o caderno em branco, nos fones já não se ouve melodia alguma e a caneta, velha e inseparável amiga de longa data; há quem me dera contigo voltasse a escrever . Antes fora bem mais fácil escrever, no momento me limito apenas a te observar. Será a idade que me avança dia a pós dia, ou quem sabe uma mente abatida pelo cansaço de uma vida solitária?
Lendo e relendo, fui esquecido e abandonado por quem sempre esteve ao meu lado em noites frias e solitárias, minha grande parceira a INSPIRAÇÃO."
PALAVRAS EM BRANCO
Enquanto meus olhos, observam as cores em branco de uma parede nunca tocada, minha mente insiste em me lembrar das curvas firmes de suas letras. Suas palavras jamais quero ouvi-las! Não acredito numa vida escrita por palavras, as quais nunca foram sentidas. Se abstenha delas e mexa seus membros para que eles não sintam dor.
Não coincido com o negro de uns e não me identifico com o branco de outros, porque, sinceramente, eu sou diferente e orgulho-me de pensar e de agir assim. Não tenho que ser igual. Não tenho que concordar com o que não condiz comigo. Não tenho que me deixar sufocar por jornadas que não são a minha. Se sei tomar conta de mim, se dou conta dos meus valores, se defendo os meus desejos igualmente como legítimos e se me aceito como sou, também sei respeitar os outros pela sua liberdade individual de serem como são e o que são, sem me obrigar a nada.
“Quando chega o frio, as nuvens parecem tocar a serra ou brotar ao redor dela como um manto branco trazendo ar puro.”
No céu haverá justiça social, pois tanto o rico como o pobre, preto ou branco, grande e até o pequeno, todos receberão o mesmo tratamento.
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Vejo o mundo com flores de concreto.
Arco íris de preto e branco.
Sei que nada está certo.
Pois o errado, somos nós!
Eu só queria te entender, mas vc é um livro com páginas em branco,onde só o convívio seria capaz de revelar o seu autor
