Boa noite
Meu Deus!
Olhai do alto os montes
a terra infértil e os desertos áridos
Semeai dálias, gerânios, e cravos brancos
Soprai a brisa do teu hálito fresco
Refrescai o ermo
Enxugai as frontes
Oh Deus!
Cultivai dálias
gerânios
e cravos brancos
Perfumai os vales
as pradeiras secas
e o deserto hostil do coração dos homens.
E que a vida sorria pra você como se fosse uma criança traquina, inquieta por abraçar o dia que chega, que se vai e que volta tão logo a noite nos deixe, abrindo o sol nosso de cada dia para brilhar sempre dentro de nós.
Auspiciosa noite anunciava-se quando te vi
O intento secreto me consumia
E do branco de teu corpo
Senti a candura da sua alma
Aguardo mais uma vez te ver
E mais uma vez espero aquela noite
Noite aquela
Só se esperar viverei até te ver de novo
E se só de esperar vivo
Minha saudade agora mora contigo
Nos entremeios dos seus cabelos
E no calor dos lábios seus que me aquecem
Depois de tudo que passamos, tudo que vimos, tudo que os homens podem fazer… Você acha mesmo que barulhos à noite me assustam? Acha que tenho medo de fantasmas?
Brilhantemente lua serena
Reluzir estrelas da noite
Surge a saudade amena
Distrai-se e sofre o açoite
Sua Amada voou sem pena
O sereno lembrou-o o coite
Borboleta, sempre, é plena
Vagalume é um único afoite
A noite se aproxima com o cantar dos pássaros anunciando o fim de mais um dia, pássaros cantantes dão espaço para a música que só a alma consegue apreciar - a música do silêncio agonizante que anuncia que na vida nada é, mas que tudo está.
Nem as mais belas canções ou os poemas mais sensíveis conseguem retratar, com exatidão, a silenciosa verdade revelada pela madrugada aos ouvidos atentos - o luto da morte de mais um dia.
O subjetivo inflama, seu corpo te ensina,
A sua alma enxerga no espelho a verdade escondida na luz do dia, à luz do conveniente. Tudo quem você é, com todas as suas delícias e dores, traumas e hipocrisias.
Renove sempre as suas certezas, e ao final do dia, descanse em paz.
A fome é o querer escancarado de alimento. Assim, como a noite chama o dia, o dia chama a noite. O perdão é ganhado por quem dá. Para mudar, comece. Potencial adormecido é como sol sem calor. E o tempo perdido é o maior dos devaneios.
E à tardinha, assim que se abrem as cortinas da noite, coloco o dia na balança e percebo que mais uma vez o saldo é positivo: tenho mais a agradecer que a pedir. Então, descanso a cabeça no travesseiro, coloco a noite nas poderosas mãos poderosas de Deus e agradeço a pelas dádivas concedidas.
Rio morto
Sentimentos vivos.
Rio morto
Sentimentos que sente muito...
Rio morto...
Sucateiros dizem o rio ainda vive em meio pesadelos...
E o rio ainda está morto.
Na chuvas muito lixo descaso.
Ninguém o respeita pois está morto.
Diversos lugares diferentes.
Ainda a adversidades.
O rio continua morto...
A vida continua.
Diante o lixo as pessoas vivem.
Limpando o que sujamos.
Nenhuma noção... Somos racionais? O rio continua vivendo entre os mortos.
Drogados e excluídos sociais...
Marginais sem culpa de existir.
O rio continua morto...
Suas águas negras não sofrem preconceito pois está morto.
Muito especial para você e todos a enchente traz lucros para político.
E bêbados que compõe a vida do rio em suas vidas.
O rio morto cura a ressaca...
Ninguém se importa com bêbado nada no rio sujo...
A
Os animais vivem no leito sujo e o rio morto cura feridas abertas que cidade ocupa... Meus pensamentos morrem com rio morto.
Ergo no firmamento
Pensamentos de pássaros
Que surgem no julgo da alma.
Nos suspiros do desfrute...
O sabor do seu fruto...
O derrame do néctar...
No delírio do prazer...
Sombras ao vento
Violento relembrar...
Do desfrute desconfio...
Meros sentimentos
Flores roubadas no ermo amor...
Divulgo o furto da alma perdida
Sendo oriundo do clamor.
Um glamour de despedida...
Ao transfundir ato que desnorteia.
Olho a noite estrelada e penso: Será que com o estado de nossa Terra, piorando e pedindo ajuda, um dia conseguiremos chegar perto de alguma outra estrela?
Sou a lua, teimosa em clarear as trevas na noite mais escura.
Vagando por entre a escuridão busco seu sorriso maldoso .
Mas já não me ouves...
Não me esperas...
E eu sigo vagando na escuridão...
Teimosa como a lua...
Ainda é noite lá fora. Mas aqui o céu é iluminado por constelações. O mundo parece grande, pequeno e todo meu.
São 4:30 da manhã
Está muito tarde da noite
Ainda não dormi
Vou levantar e fazer café
Começar o dia mais cedo
Ainda são 4:30 da manhã
Está muito cedo do dia
Estou nos dois extremos
Tudo parece muito
A decisão é difícil
Tentar dormir...
Perder horas?
Reestabelecer a energia?
Começar o dia...
Ganhar horas!
Dia improdutivo sem energia?
Duas dúvidas
Contra uma certeza
Melhor um pássaro na mão
Do que dois voando
Já sinto cheiro do café!
São 4 da manhã, que vento gostoso que vem da minha janela, ele passa pela cortina e encontra meu braço e metade do meu rosto, é gelado e refrescante, tem o cheiro da noite, é perfeito.
É uma noite fria e escura e
Ninguém está tentando te encontrar
Você está apenas navegando, navegando
Porque nada parece se importar com você
Eu te falei que era só
Por uma vez
Só uma noite, uma aventura
E não se envolver
Mas quando te beijei
Senti algo explodir por dentro
