Baú
CHEGA UM NOVO ANO
Relembramos tantos momentos
Queremos remendar os erros
Buscar no baú as lembranças
Reviver bons sentimentos.
Tentei alinhavar as horas
Enxuguei o rosto molhado
Troquei as lágrimas pelo sorriso
Às vezes sem graça, meio amarelado.
No coração costurei saudades
Rebusquei no fundo da memória
Algo que estava esquecido
Reescrevi a minha história.
Coloquei pessoas do bem
Outras resolvi descartar
Tudo que for negativo
Melhor é eliminar.
Quero levar pra o novo ano
Apenas o que me faz bem
Quem não teve importância
Será eliminado também.
Autora- Irá Rodrigues.
Vou revisitar meu baú de ossos
explorar todas minhas lembranças
esmiuçar os cantos e recantos da memória
pois um dia até ela haverá de não existir
O talento é um grande privilégio, mas, sem cuidado, pode ser esquecido no fundo de um baú. A paixão é um combustível poderoso, mas pode se esfriar ao longo do caminho; por isso, o verdadeiro companheiro do sucesso é a disciplina: aquela que nunca perde o ritmo.
Quando você for revirar as coisas velhas no baú da sua alma, retire só coisas boas para o dia chamado hoje (Lamentações 3.21).
“Suplício da saudade”
— Revisando meus guardados,
em um baú juncado,
encontro junto a uns papais envelhecidos pelo tempo, bilhetinhos, que escrevi com carinho, enviados como recado
— Aquele feixe de papeizinhos, envolto com cetim e um delicado lacinho,
que devolvestes do que restou de nós dois
— Que no clima quente da paixão rabisquei, coloquei no papel,
o amor que amei
— Quando os olhos teus
iluminou os olhos meus,
e feliz fiquei
— Escrevi doces palavras,
que em sussurros escutava enquanto loucamente te amava
— Errei, ao dar atenção em demasia ao coração,
enxergando somente o momento, sem esmiuçar o sentimento, o depois, e falhei
— Vivendo na utopia do amor, restando só a dor que saboreei,
posso garantir,
não agradei
— Restituiu totalmente as mensagens, só não devolveu o amor que devotei
Rosely Meirelles
Derrube a muralha do ódio e tranque o cadeado do baú da discórida.
Depois construa um castelo de amor e abra as portas para as alianças.
O subconsciente é um baú esquecido onde fica armazenado o que mais interessa, para que em alguns instantes da vida o consciente encontre o tesouro.
Na vida trancamos os sonhos no baú da memória para que possamos caber na mediocridade do cotidiano.
Seu beijo é doce e gostoso
Igual ao mel de uruçu,
Seu cheiro alucinante
Feito Papoula em baú.
Atiça nosso desejo
Pois, o sabor de seu beijo,
Tem o gosto do caju.
Todo passado já foi presente e já foi futuro... tem coisas que ficam no baú de cada tristeza e outras que ficam na luz de vitórias inimagináveis.
Hoje aproveitei para limpar o baú que existe no meu peito, joguei fora um mucado de palavras malditas e não ditas a amigos e a amores que se foram, deixando ele bem limpo para um novo amor.
É ao Abrir o Baú do coração e descobrir que as cicatrizes que mostram por fora não são sinais da cura que necessita por dentro .
Eu queria mudar a rotina, queria viajar mais, sair dessa zona de atrito, deste baú repleto de momentos e mais momentos.
Sinto um enorme vazio como se algo tomasse conta de mim...mas....nada...sou apenas eu, sozinha, me sentindo mais vulnerável a cada dia.
Posso está lecionando umas disciplinas ou apenas lendo...um livro, desde o dia em que deixei meu "lar" não sei para onde ir, para onde devo caminhar, e todos estão me cobrando mudança, me cobrando afeição....me cobrando ainda mais DE DI CA ÇÃO...
Encontrei um alguém, um amigo é tudo, mas não pude leva-lo adiante, em seu falar eu via muito de um alguém que nem mesmo sei....se recorda de mim.
Só me sinto exausta....esperando o trem passar...talvez eu esteja perdida na estação de king cross...
O que tem no baú da vida
O baú.
Não consigo ver a cor da tampa.
Aqui de fora.
A mente hora, ora, ora.
Uma viagem intrigante, o que tem no horizonte, Leste, Oeste, Norte, Sul.
A caixa preta da vida, é ou não é laranja, no português claro, o sonho da cor do céu, azul, da vida, o baú.
Torturas psicológicas, perseguição, choques, picos elétricos, esquizofrenia, enganação.
Armadilha planejada, famílias, crianças alvejadas, manipulação, destino, cartas marcadas.
Perseguidos, feridos, iludidos, induzidos, o pecado artificial, que acusa, abusa, destrói, corrói, impõe uma chaga letal.
O grande doutor, a grande farmácia, as fanáticas religiões, eu criança que nada sei, pedindo mamadeira, subindo uma penosa ladeira, quilomba da humilhação.
Um povo, uma gente, culpada porque se cala, cooparticipadores dessa conspiração.
A terra, a riqueza, a história sangrenta de irmão, perpetua a ganância, a violência, o poder, nação.
Eu pequeno, mais um, não sei ler, estou cru, nu, alguém poderia abrir a porta do oculto baú.
Giovane Silva Santos
