Aviao sem Asa Fogueira sem Brasa sou eu assim sem
As vezes sou santa
Outras vezes bandida
As vezes sou fera
Suave, Inconstante.
As vezes te amo
Outras vezes nem lembro
Crio caso,sou do acaso
Sou um ponto,um quê
Um porque... Sou um
Completo desalinho
Nessa minha louca arte
De amar você.
É egoismo pensar que não sou egoísta. Os seres humanos tem uma incrível necessidade de alimentar seu ego, e serem notados no universo.
Sou arquiteto de casa velha,
sou um tom que não interessa,
sou melodia muchada,
poesia falsificada,
moro na rua não visitada,
onde almas são lavadas,
e a minha é abandonada.
IMPERFEITOS
Se não te completo
Se não te basto
É pelo simples fato
De que sou imperfeito
E incompleta és
Porque necessitas
De algo que perfaça
A tua incompletude
Mas não nos julgo
De todo inconclusos
Pois somos perfeitamente
Imperfeitos
E isto, por si só,
Já diz tudo.
Sou mulher
A sensibilidade me guia
A razão desconheço
Sou tão sentimento
Como uma flor me despedaço
Com amor eu renasço
Tão simples,tão bela...
Tenho uma fragilidade
Que muitas vezes me machuca
Porque acredito,porque confio
Me entrego sem medir
Que posso me ferir
Nos espinhos
Que a vida criou pra mim
SONHO
Sonho que sou o melhor poeta do mundo
aquele que encanta e tudo sabe
que tem a inspiração infinita e intensa e que transborda de versos e poemas perfeitos e absolutos
Sonho que meus poemas nunca saem de moda,
e que atravessam os tempos
que agradam todas as idades
que emocionam até os mais frios,
os ateus e os amargos
Sonho que sou mais que um poeta,
sou um filho perfeito,um grande amigo,
que amo e sou amado e que não em falta pretendentes
aquele que elas buscam as palavras onde mais nenhum tem
e que minha presença é seu refúgio
Mas quando me pego acordado do sonho,
é uma manhã cinzenta e silênciosa,
sob o colchão melancólico e mal cheiroso
estou vazio,sou eu de novo.
Não sou poeta da rebeldia, nem sou o talento da solução;
Sou o limite da saudade e o abraço de uma paixão;
Saudade do meu tempo
Sou do tempo que conhecia gente
Gente de verdade
Sem mentira e vaidade
Sentadas nas sacadas
Praças e calçadas
Iluminadas pelas estrelas e um lampião
Crianças ainda brincavam com pião
Hoje não tem mais isso
Celulares são os vícios
A vida real nem sei se mais existe
Hoje tudo é rede social
A quem diga que tudo isso é normal
Ai que saudade do meu tempo
Que a rede mais usada era tocada pelo vento
E meus vícios eram apenas meus pensamentos.
Fale mal de mim, me critique positivamente ou negativamente, sou cheio de erros, cheio de falhas.
Mas nunca diga que sou uma pessoa sem caráter.
Sou muito medrosa, dessa forma jamais poderia viver sozinha sem um séquito de empregados.
Essa noite não convidei ninguém a vir me visitar, portando dispensei a todos eles e agora estão todos fazendo o que melhor lhes aprouver em seus aposentos.
Nessa noite tórrida de primavera a lua magistral iluminava minha pérgula com mais eficiência e beleza do que centenas de toucheiros. Assim, resolvi num rompante usufruir da piscina como vim ao mundo até que sentisse a benesse de uma refrescada no corpo.
Tudo o que sou, e aprendi, e sou glorioso, tive que magoar e fazer sofrer muitas pessoas. Por tanto eu reconheço e sou convicto que não mereço nem um troféu.
Até o ultimo arrepio...
Prisioneira que sou
Do teu amor...
Um pássaro sem voo... Sem partida...
Como num sonho entre brumas...
Procuro por ti... Em algum lugar
No firmamento... Entre céus...
Talvez...
Onde perdi também a alma e a paixão...
Já me reinventei dentro de todas as viagens...
Por entre mares... Por sobre as ondas
Sem chegar nem partir... Sempre no mesmo lugar
A te procurar... Até o ultimo arrepio...
Mas apenas um olhar pra trás onde
Somente um vazio e as palavras que versam
Quais gritos de amor... Nas rimas do meu poema...
A tua ausência e nada mais...!
A vida me ensinou que as vezes o melhor
É me fazer de boba...
Sou dona da minha loucura.
Descobri que meu lado mau
É o mais inteligente.
NOSSO DESERTO!
No deserto da vida sou oásis da fé e abasteço, encontro direção, quando meu coração num pulsar de emoção , entende que sou criação, um alivio na aflição, indicando o destino para salvação.
Olhar de longe
Olhas a quem?
Aquela que fui
ou
Aquela que sou?
Olhas _ através dos tempos _
perdoando-me antes ou agora?
Terás mais zelo hoje
que tiveste outrora?
Ou
continuas sendo aquele que foste
por aí a fora?
O que era noite,
virou dia.
Nos instantes de um amor perdido,
emergiu a sede de um amor sentido
Não lembremos
as dores de sermos um
em divisão,
mas a alegria de estarmos vivos
numa ou noutra estação.
