Raniere Gonçalves

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Matar
em si
não é uma coisa ruim.
Mas você poderia começar
matando esse ódio
dentro de você.

Inserida por ranish

Você pode até tentar prender
o seu coração
numa relação monogâmica.
Pode até dar certo por algum tempo
e haver felicidade.
Mas não é da natureza humana.
Os corações não têm amarras.
Quando aprisionados
entristecem.

Inserida por ranish

Apenas penso
que o sentido da natureza
humana (e das coisas, e de tudo)
está na impermanência.
Mesmo nossas vidas
são temporárias.
Estamos só de passagem
pelo mundo
e pelo mundo das pessoas.
O átimo da felicidade
é o desconhecido.
Quando a chama da surpresa
se apaga,
também finda
o amor.
Assim simples.

Inserida por ranish

Os tempos de seca preenchem todas as horas.
O gado segue, a vida segue.
É assim.
E num dia desses
tudo vira lembrança!

Inserida por ranish

Vou tocando a lida,
seguindo a vida.
O gado tem de comer e eu
empurro minhas tristezas
pra debaixo do tapete dos dias.

Já é quase nada.
Amanhã esqueço.

Inserida por ranish

Sinto que escrever ideias
é não deixá-las fugir
por completo.

Inserida por ranish

Onde quer que eu vá
só levarei a mim mesmo.
O meu doce e o meu amargo.
Terei de aprender a viver
dentro de mim.
Porque é só isso
que existe.

Inserida por ranish

Nunca havia pensado por esse lado.
Morte nunca havia estado na minha pauta.
Até agora,
até anteontem.
Talvez daqui por diante eu aprenda a valorizar mais
o que realmente importa.
Ou talvez tudo volte a ser como antes
com o cotidiano me engolindo até que ela,
a morte,
me espreite (ou me leve) de novo.
Que as velas se encham com os ventos da mudança
e me levem a um incerto indefinido
mais leve de ser vivido.

Inserida por ranish

Ando um pouco doente. A garganta em flamas.
Tive um pouquinho de febre mas já passou.
As injeções só não me tiraram a tristeza.
Recorrências.

É assim mesmo. O mundo abarca a gente.
Ficamos prisioneiros.
Cativos das mesmices,
dos vórtices concêntricos
de nossa inexpugnável redoma.

O que você precisa não cabe nas minhas
palavras escritas.
Ademais foram duas viagens.
Uma mundo afora,
outra mundo adentro.
Eu tenho pequenos rabiscos apontados que
não dizem mais nada.
São recortes que ficaram perdidos no tempo.

Mas se você ainda quiser eu te contarei
lembranças.
Imagens que resistiram aos anos,
aromas fugazes, sobreviventes a tantos outros.

...

Um dia antes da morte.
Ou mesmo quando seu destino
se aproximar do meu.

Inserida por ranish

Indelicada?!
Foi não.
Vivemos assim mesmo: nesse
emaranhado de novelos, nesse
samsara cotidiano.
Você é um doce sim.
Muito, sempre.
Eu que não ando
de alegrias.
Mas vai passar.
Tudo passa, não?!
Vou lá na cozinha
temperar meus olhos,
espantar minha fome.
Depois volto de novo
para inebriar meu senso
nesse ópio eletrônico.

Inserida por ranish

51

Precisaremos recriar novos tempos
tão bons quanto aqueles
em que os sorrisos não deixavam
nossos lábios.
Até que é uma boa ideia
essa aguardente dos anos.
Inebriar-se de lembranças,
beber amigos,
emprestar felicidades liquidas.
Abraços meus eu te deixo.
Eletrônicos e eletrificados de sentimentos.
Outros eu mesmo os darei,
em pessoa,
logo.
Algum de torniquete
pra fundir saudades,
pra suspender o tempo.
Joyeux anniversaire charmante demoiselle!!!!

Inserida por ranish

Um franguinho com milho verde. Pimentinha cheirosa, curtida. Acompanhamentos deleitantes...
Almocei como um padre!
Agora, com o note acomodado no meu colo,
vejo as novidades sociais da net,
ruminando no aconchego da rede.
O vento sopra vagaroso,
desviando o som dos canários do reino.
Outro domingão dentro dos meus domínios.
Antes das atribulações segundeiras,
antes das preocupações inevitáveis
que janeiro trás.

Inserida por ranish

Translúcida a pedrinha derretendo
no amarelo líquido.
Lampejos ocras pulam da minha retina.
O relógio de parede me diz
que é tempo de cazuzear.
Lá vou eu,
já vou eu
tirar o pano que cobre as estrelas.
Garimpar sorrisos na água turva de mesmices.
Procurar alguma mágica
na bacia das almas desesperadas.
Trarei alguém comigo pra medir
o tamanho da minha solidão,
pra doar uma metade
do meu viscoelástico.

Inserida por ranish

Sextasexo, sababado, dominguado!

Inserida por ranish

Minhas amizades são infinitas.
Não acabam nessa vida!

Inserida por ranish

Ando ridico de palavras,
escravo de mesmices.
Fico triste de domingos vazios.
De pequenas lamparinas
que iluminam mas não aquecem.
Assim sigo tomando os mesmos venenos,
vomitando as mesmas bobagens.
Enquanto o alfange da morte não
ceifar os meus suspiros.
Enquanto os seus olhos ainda teimarem
em não me ver.

Inserida por ranish

Violáceas as piscadelas da lua.
Cheia, clara, insinuante.
Todos os lobos uivam enquanto
as sutilezas do seu olhar
perfuram o meu fígado.
Viscosidades que lambem o desejo.
Sorrateiros entumescem bicos
e vidraças inexpugnáveis.
Tão perto,
tão longe.
Geladas inutilidades.
Te abraçar salvaria algumas
das minhas almas.
Seus beijos me mandariam para
o inferno.
Resta nada,
quase nada.
Um último tubo de ar
na profundidade do oceano
ocre.
Um derradeiro olhar
de soslaio
nas sombras
agigantadas pela lua.
Um último querer
escondido entre meu copo
e o impossível.

Inserida por ranish

Eleição é sempre uma pocilga. Chafurdam,
chafurdam, jogam lama uns nos outros...
E nós,
cegos palhaços,
achamos que é circo.

Ficamos assistindo ao espetáculo inertes,
sem nada fazer,
fingindo que não nos diz respeito.

Espectadores torcendo para a vitória
do porco corrupto mais cheio de dentes,
ou com a pança mais anafada.

Quando haverá alguma de democracia direta
nesse país?!

Nossos olhos brilham.
E não é esperança.
É apenas tristeza.
Tristeza de saber de
tudo e não agir.

Inserida por ranish

Que Zeus, o amontoador de nuvens,
feche logo as cortinas do tempo,
liberte algumas hordas de coriscos rugidores
e faça derramar todas as lágrimas dos céus.
Pra matar a sede da terra,
pra tingir de verde a pastaria gris,
pra gatafunhar sorrisos nos meus lábios,
pra clarear os olhos entristecidos
das minhas mimosas.

Inserida por ranish

Que "buena onda" amigo!
A felicidade só namora quem tem olhos para ela.
E assim é: seu otimismo contagiante
faz a alegria transbordar à sua volta.
Todos nós poderíamos,
assim como você,
viver um pouquinho disso.
É botar um tico de ternura no olhar,
algum sorriso nos lábios,
que corpo e alma se fecharão
pra qualquer tristeza.

A máquina está montada para perpetuar
essa estrutura podre
onde políticos só representam a si mesmos
e a quem os financia.
Seria ingênuo pensar que votar nulo
faria parte do jogo.
Quem o faz, e eu me incluo nesses,
é para manifestar a profunda insatisfação
com toda essa farsa.
E até é alentador imaginar
se a população fizesse isso em peso
como é que se justificaria a existência
desse circo.
Fico curioso, imaginando se o voto
fosse facultativo no nosso país.

Inserida por ranish

Dó.
Chorava aos berros o bezerrinho preto.
De fome e da ausência da mãe.
Roubaram a Julieta, a vaquinha de meu afilhado,
lá na Cachoeira de cima.
Ela, mesmo parida, estava enxutona, boa de carnes.
É mesmo um despautério. O ladrão de gado amansou.
Já é a quinta cabeça que ele nos rouba em três meses.
E o safado é conhecido na vizinhança.
Está enriquecendo a custa do alheio.
Polícia? ... Na Comarca nem temos mais investigadores
e os militares não dão conta da cidade.
Fica a saudade do tempo da jagunçada.
O cabra ficava mês inteiro de tocaia
a espera do gatuno.
Dois ou três balotes: e o danado ia roubar
lá nas pastagens do inferno.
Aí a ladroagem parava.

Inserida por ranish

6.a feira!
Cervejas,
6.
Você veja:
sextaneja!
De novo?!
...
Que assim seja!!!

Inserida por ranish

Os culpados que pagassem
pelas suas culpas,
os inocentes que continuassem a dormir
seu sono dos justos.
Isso sim deveria ser comum
nos nossos dias ditos democráticos,
não o contrário.

Inserida por ranish

Coloque um adoçante na sua noite.
Vista algum perfume místico.
Que hoje é sábado,
que hoje é dia bocas vermelhas
e de olhos que brilham.