Northon Salomao
Toda política de segurança deveria responder a duas perguntas: quantos crimes evitamos e quantos direitos preservamos?
A paz pública não é ausência de violência; é a presença confiável de instituições capazes de impedir que a violência governe.
Uma democracia não escolhe entre segurança e liberdade; sua maior prova consiste em conseguir proteger ambas simultaneamente.
A maior vitória da segurança pública não é quando o cidadão vê a polícia; é quando pode viver sem precisar procurá-la.
Toda corrupção é, em alguma medida, um roubo praticado contra pessoas que nunca conhecerão o ladrão.
O Direito nasce para limitar o poder; a corrupção nasce quando o poder aprende a contornar o Direito.
A corrupção não é a ausência da lei, mas a presença da lei submetida a interesses que não deveriam governá-la.
A lei pode condenar um homem; somente instituições fortes conseguem impedir que o sistema produza outros iguais.
O maior triunfo da corrupção não é comprar uma decisão, mas fazer com que ninguém mais espere uma decisão justa.
Quando a exceção se torna método, a ilegalidade já não precisa esconder-se: ela passa a administrar o Estado.
Toda instituição começa a morrer quando seus membros descobrem que obedecer à regra custa mais do que violá-la.
Quando infringir a lei se torna racional, o problema já não está apenas nos indivíduos, mas nas instituições.
A justiça não fracassa somente quando absolve o culpado; fracassa também quando convence o inocente de que ser honesto foi um erro.
Toda corrupção começa com uma pequena justificativa e termina com uma grande distorção do interesse público.
