Antonio Montes

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TÃO, TÃO

Esse olhar radiante,
tão seu... Tão meu
Tão belo, na rua
Tão bela, na sua
N'essa lua, nesse ar
assim, toda crua
compenetrada, sei lá,
tão seu esse deixar...
Tão meu esse amar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O DEDO

Sou dedo, que quando me dédo
me enleio nos enleios dos escanteios
das macegas que enxerga as cegas...
Que me leva sem relar, me leva em
sua leveza, me leva na trela,
desse seu levar.

Sou dedo, que quando me aponta...
Sua ponta me atonta, me entrega,
sob, bordoada com sua apronta,
e desafronta em bronca, sem ponta,
e que sem ponta aponta em minha
direção, essa sua viciosa carranca.

Sou dedo bronco, e como tal...
Eu me desaponto com seu confronto,
assim todo tonto... Me amedronto,
com sua ponta a qual, toda vez
que me mira com sua mira...
Me atonta.

Dedo, duro impuro, porque não!
O dedo que dedou os horrores do cão...
Dedo que furou o bolo
arrumou rebolo
e tremendas confusão...
O dedo que não tem boca, não tem fala mas,
maltrata o coração...
O dedo que todavia tem parte
com a arte do velho escariote
e que mesmo sem falar,
as vezes diz sim!
as vezes diz não!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A sabedoria...
Crescia enquanto,
não sabia de nada,
Morria quando achava...
Que sabia de tudo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Se as pernas não te levam
abra alas para vida...
e deixe os sonhos te levar.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SEU CORPO

Seu corpo é asas que vagueia
e voa abanando o meu querer
expele no tempo e me tonteia
a ginga e o feromonio de você.

Ao bailar sobre a calçada
em passadas e seu balançar
meu peito se queima em brasa
com a vontade de te amar.

Você se vai, se manda, some
deixa-me solto em meu pensar
noite em sonho, sou um homem
falecido, por esse seu vagar.

O sol rasga o tenso escuro
iluminando, alegre amanhecer
e eu acordo, sonhando no mundo
sonhos que me arrastam a você.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MEU SANTO

Valei-me, teime meu santo
com o fulgor d'essa quermessa
me valha aqui no meu canto
enquanto eu faço a promessa.

Não me deixe partir a míngua
eu não quero tomar na testa
dei canseira com minha vinga
no vingar que a mim não presta.

Valei-me teime, meu santo... Com
quebranto que alguém me deu,
estou vivendo em desencanto
com encanto que nunca foi meu.

Valei-me teime meu santo!
Com os santos todos impedido
o planeta aqui, é um canto
que se dá bem, quem é bandido.

Vou partir do jeito que vim
voar para onde não há nada
pois nesse mundo por aqui
tudo é um conto de fada.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

MEU PÁSSARO

Canta oh, meu pássaro
que a noite longa vem
a qual eu passo sonhando
com os braços do meu bem.

Voa, voa meu pássaro
pelo espaço do tempo
diga meu amor que me acho
perdido em pensamentos.

Meu pássaro leve p'ra mim
um recado há minha flor
diga que o meu jardim
já murchou sem seu amor.

Se suas asas no espaço
embaralhar sob pressão
não me deixe aqui, meu pássaro
arrastando o coração.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O GARBO

Eu não me garbo....
Do inicio do mês,
até ali pelo dia seis...
As contas que eu devo,
e as dividas que me dá enfado,
eu pago...

Nesse ínterim, sanarei...
Todas as pendengas,
que me faz coçar o casco
e até mesmo, errar os passos
do meu precioso fado.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

P'RA ONDE VAI

Já sedo em hora marcada
bate o tempo em badaladas
coletivo subacada
barriga desmoronada
com seguimento da jornada.

Lá vai a vida...
Parar na fila, na firma
a digital, registro do casco
a marca do caos...
O plano do mês
no rumo do nada.

É comer na hora certa
é a conta p'ra pagar
os anos uma peteca
... Desenganos a surrar.

A noite, o voltar...
Já é tempo de dormir
esperança no sonhar
o sono deitar no olhar.

Os anos cadê?
O tempo comeu...
Amanhã quem sabe?
Aonde vive você,
e aonde estará eu.

Antonio montes

Inserida por Amontesfnunes

RAINHA DAS CAUSAS

Eu não sabia que essa vida
que levo, fosse tão treteira assim
... Carrego-a por tanto tempo
confesso, eu até adoro ela mas,
ela com certeza, não me adora
tanto assim.

Por aqui, eu não esperava essa
eternidade tão falada
nem também nunca gostei d'essa
idéia de me ir, tão sedo.

Mas essa vida que carrego, até parece
que todavia, escondeu-me do seu
mais vil segredo... Ela nunca,
demonstrou-me que podia me levar
agora, nessas altura do tempo
ela mostra-me ao relento.
fazendo rascunho do meu fim,
sem fazer nem um juramento.

Em seu cacoete de vida, me diz...
Que vai abraçar, uma outra causa
que essa causa na qual, ela é eu
agora, não sou mais assim tão seu
e que meu tempo arde em brasa
e os frutos do tempo, não são meus.

A causa da paixão é fraca
mas, a do coração me leva
outra causa com o corpo
talvez do estomago ou arroto...
Do pulmão ou outro órgão qualquer,
já que não sou mais garoto.

Vida, vida, vida!
Disse-me ter tantas causas
que o fim pode me causar
e que ela mesmo escolherá uma
para ambas me buscar.

Porque não posso ser eterno
aqui respirando assim
já que o barro o qual fui feito
continuará por ai...

Oh vida!
Eu quero o controle das causas
para me casar com você
para que assim, as outras causas
nunca venham me querer.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

FEITOS TORPOS

Aonde estão os seres presos,
por essas paredes, expressas atrás,
desses labirintos de muros?!

Onde no reboca de vida...
O que restou, foi apenas furos de
um tempo mal tramado, os quais
passaram por uma peneira de medir
gostos, amargos e mal amados.

Sobre as margens dos seus caminhos
o que sobrou para esses seres
foram bases de sentimentos, e mourões
infectado com noites escuras,escuras
como se fossem, arrependimentos
de pensamentos logrados e horizontes
esmagados por leis de seres em desvio
e atos desviados.

Nos rascunhos das paredes consta:
Expressão de tristeza
desesperos de gritos
brado de angustia,
até mesmo as vezes de delírios,
sobre suas secas cedes de voar...
Voar, nas cores do futuro, as quais d'elas
consta apenas as hastes cheias de espinhos
de esperança, mal florescida.

Não contem redes de dormir
na contra partida, sobram-lhes a
lamina fria de pedras duras e pontiagudas.

Ainda outra noite como lembranças
de crianças, esboçaram apenas
os soluços, misturados aos choros abafados,
junto ao tremor de vidas sentidas.

Ainda sonhos com seus amores
mas, ao acordar, se deparam com o
labor dos feitos torpos, dos atos
mesquinhos, agora transformados
em aborto.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

A GRAÇA DA CAUSA

As causas que me causam causas
casa sem ter casa
voa sem ter asas
mesmo confinada, vaga,
Vaga por todas as vagas, vagas
... Vagam como passadas de boiadas
que corre pelos campos
e pelas águas, nada.

Voam pela chuva, pela garoa
pelas margens das estradas
pelo leito da canoa
voa que voa, voa de boa,
voa pela vida a toa.

Essas causas causam fogo
fazem brasas e quando abraça
o batom muda de tom
botam as caras na praça
tonteia, amassa e a massa
beberica cachaça e no pega-pega,
se agacha, se arrasta de graça
com sua graça, sem raça.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

INTERROGAÇÃO

Não sou Adão...
Nem, nada disso que você pensa,
não vim de torrão barro ou água
Eu vim de uma placenta...
Placenta benta que senta
que paga que roga praga...
Que as vezes tem paciência
outra vez... Não agüenta.

Eu nasci n'aquele dia
n'aquela agonia...
Eu vi para o mundo de símbolos
penitencia... Pensa!
Universo da Maria de fobia
de reza, oração, dá o tiro, dá a mão
mundo de sonhos, feitos medonhos
... Ave Maria!

Saudações de José
saudações de João
Sou de um planeta perneta
costeleta, constelação, coração...
Aonde ninguém tem certeza
de quem é, ou não... Irmão...
Eu sou de um mundo inteiro
de pesadelos seus, de mim, d'ali
d'aqui, por cá, por ai, de Deus?
Do cão... Não sei, não sei não...

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

ROTULO

Não vamos rotular as rotas
as portas, flechas e as diferenças...
Os jogos de dados
os choros das crenças,
os sonhos os sonhadores
as asas da vida a forma da penitencias
e as cascas das nossas feridas.

Porque rotular o que é seu...
se nunca sei de verdade,
o que um dia será meu!

Não vamos rotular os caminhos...
Os ninhos o alinhavos e os cravos
... Os pergaminhos as dividas, as divisas
as partidas e as tensas recompensas
O show que não vingou
os trames da canção de uma vida
os órgãos amputado d'aquele amor.

Não vamos rotular a fresta
a reta inserida no futuro
as restas de uma aresta o poço fundo
a ancora, ancorada no porto inseguro
a besta abestalhada os trilhos
vivos do nosso mundo.

Não vamos rotular o escuro
a noite densa os lírios e suas flores
o alvorecer cheio de luzes...
E os risos de seus amores
as dores de um jardim
e o manuseio em seus primores.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MUVUVA

Saiu d'aqui a caduca
maluca, com sua muvuca
... Muvucando por ai...
O tempo estava sério,
misturado aos seus mistérios
assim como impérios...
Sem ter tempo de sorrir.

Pegou a estrada, toda gaga
e gaguejou o seu qui, qui, qui
não encontrou no mundo nada
que a velha fada da vida...
Não pudesse sumir.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

INESQUECÍVEL

Passei pelos passos teus,
e n'aquele espaço, eu senti
o teu cheiro, vi o seu olhar!
Um sorriso seu me fez voltar.

... Eu disse um dizer...
Um adeus, um olá
Tudo ok!
Como vai...
Eu gostaria que fosse, meu bem,
e andássemos, pelos meridianos,
dos anos e dos planos...
E com meus braços, te abraçar
e nos abraçar com a vida...
Viver contigo, te amar, me amar,
acalentar essa vida tão frigida.

Depois que eu te vi...
eu não consigo andar só,
o que faço é sonhar contigo
e todavia, não paro de te lembrar,
eu gostaria de lhe ter, para aliviar
... As retas, e as tortas voltas,
do meu caracol.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

UNIVERSO INOCENTE

Como criança, sou o maior mágico
do meu tempo, de todos os tempos...
Digo a verdade quando esperam que,
eu minta, e minto! Quanto esperam
que, eu diga a verdade... E quando tenho
que esconder-me, escondo de mim mesmo.
Não tenho bola encantada de cristal
para encantar, pois sou, eu mesmo
o cristal, lapidado do mundo encantado.
Minha bola é de chutar bater ou de sabão,
e eu, me encanto pela beleza do seu voar
e pelas cores que elas podem me mostrar.
São minhas as bolas de sabão cheias
de cores, expondo-me amores, sonhos,
fazendo a minha imaginação voar e o meu
frágil coração pulsar...
Pulsar de felicidade, pulsar de emoção.
Não me preocupo com universo, pois
no meu mundo! Eu não coloquei política
partidária ou religiosa, muitos menos elegi
presidente ou parlamentar algum para
fazer-me descontente.
Como criança... Não estranho cores da
derme nem etnias, não tenho nada, pois,
o mundo em que convivo, ninguém desvia
nada! Ninguém taxa o outro de bobo, nada
é transformado em jogo, e tudo pertence
a todos.

Antonio Montes

HERÓIS

Meus heróis se foram...
Muitos tomaram o trilho dos seus sonhos
e debruçaram diante dos seus próprios atos,
hoje, vagam através de nossas teclas fictícias
e são debruçados sob pergaminhos das
historias gráficas, para serem fixados sob
mentes ingênuas das novas heras.
Em seus sonhos... Profundezas erguem-se,

bandeirando seus nomes sob pedras
de mármore, enquanto seus restos...
Se fundem sob o consistência do seu molde.
Agora, interno do abismo universal...
São degustados pelos paladares bacterianos
e seguem se esvaindo sobre os ventos
do impiedoso tempo.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

MARCOS MEDONHO

Um carinho de dedo,
no gatilho do brinquedo do mal
Uma ficção seguida de aperto...
Tiro... Um giro no espelho do tempo,
vida estilhaçada, desalento...
Um sentido de uma vida pervertida
assim, perdida por nada!

Tártaros de sonhos,
marcos medonhos...
Um cair de crepúsculo raro
um conto, minguado junto a magia
uma vara de códon, uma fada,
Aquilo?! Tudo aquilo, por nada!

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SUA VEZ

Quem fez, quem não fez...
Quem foi, quem não foi?!
Foi o boi? Foi você?! Foi vocês,
que evento a subida pra subir?!
A esperança para crer, e a decida p'ra descer...
As asas para voar, e escorregão para cair,
tanto lugar para andar...
Pouco tempo para ir!

Foi vocês que inventou...
o lugar p'ra visitar, esconder para sumir
As coisas todas ai, e o tempo longe d'aqui?
Quem foi, quem foi?!
Que inventou os carros para andar
sempre atrasado dos bois...

Quem fez, quem foi... Quem não foi,
Que teve em sonhos pesadelos
e viveu em seu sonhar
que sonhou com o mundo inteiro
esquecendo do seu lugar...
Quem foi, que inventou a esperança
somente para sentar
e vive a vida sentado,
sonhando com esperar...

Quem foi... Que inventou a porta
para abrir e p'ra fechar...
A janelas para olhar as lagrimas
e estar sempre longe de ti...
E chorar em seu chorar!
Porque se fechou com os seus medos
p'ra nunca mais se soltar...

Quem fez... Quem fez!
Quem não fez?! Você fez, a gente fez...
A fila para esperar?!
A sabedoria um dia
já foi coisa de admirar.

Quem foi... Quem fez...
Engarrafamento no mundo todo,
somente p'ra engarrafar...
Congestão para o transito,
sem remédio p'ra descongestionar...
Um nome para cada santo, e um mundo
para salvar.

Quem fez o povo todo de bobo
em um ninho cheio de cisco...
Um futuro para olhar
e o ovo para quebrar...

Quem foi o dono do espetáculo...
Que fez do futuro indagações,
fez do mundo um grande circo
criou buraco no seu muro,
e bomba para os irmãos?!

Quem vez vida p'ra eternidade
e o fim para morrer...
Quando vivo fala da morte
mas em morte, não tem p'ra que.

Quem foi, quem não foi!
Quem fez, quem não fez...
Foi eu... Foi vocês?!
Então p'ra que virar rei
se um dia também como fez...
Há de chegar sua vez.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

LONGE PERTO

Na estação do seu olhar,
eu me perdi sob primavera
florida e estacionei o meu desejo
o meu amor, meus beijos...
Estacionei essa esperança,
de viver a minha vontade sob
seus ansiosos anseios... Estacionei
esse desvendar impregnado no
meu misterioso sonhar.

Sacudir-te-ei, sobre os lampejos
do seu coito, E te envolverei
nesse amar insaciável e louco!
Como se ama a vida...
'Esse amor' esse amar, te amar...
Te amar, como se fosse o ultimo
fio de ar.

Te amar como se ama...
A água no ultimo oásis do deserto
Ou, um chegar de uma caminhada
longe, sobre a felicidade de uma vida
e sonhos que estão tão perto.

Te amar como pássaro ama
a alvorada de sol, as flores de um jardim
onde o verde em harmonia, nos faz esquecer
a, austeridade de um ardente deserto...
Te amar, te amar, sim, assim!
Tão perto, tão perto

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CONDÃO DA VIDA

Longe das canoas e dos remos
dos pescadores sedentos de pesca...
Os peixes procriam as suas crias
as suas escamas, e sobre a lua
prateada, saldam as estrelas
ao mesmo tempo em que navegam
sobre a cor alva da flor d'água.

E ao breve amanhecer, contemplam
o sol com sua lagrima molhada
e sob o poder da sua alegria colorida...
Saem nadando sob luz de um novo
dia, aonde a esperança, por ali,
é apenas a varinha de condão de uma,
meiga fada.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

OUTRO JARDIM

Quando você estiver sob multidão
e mesmo assim, se sentir só... E nesse
ínterim seu dia, parecer noite escura
sobre tormenta densa... Não chore!
Não se desespere, nem precisa rabiscar o
dicionário da sua vida para achar a razão
que você acha que esta perdida...
Isso é solidão! Quando se encontrar por ai,
absolto, solto procurando felicidade sob o
poço de lagrimas, do seu triste coração...
Não chore! Não chore não... Tenha certeza
que essa sua tristeza é apenas uma dita,
dessa maldita solidão! A qual esta...
a se apoderar do seu frágil coração.
Se em um momento desses, estiveres a
sensação que o mundo não te pertence
e que tudo é de mais para ti... Não desiste!
Lembre-se que os ventos que vem do sul
pode mudar e vim do norte, afinal os ventos
estão sempre mudando e como os ventos
o tempo também esta mudando e esse, nunca
se esquece de você! Ele esta andando te
levando, por ai quem sabe, na direção
de outros jardins, são tantos! todos com flores,
outras flores é uma d'ela poderá ser a flor...
Que vive a espera de ti.

Antonio Montes

P'RA QUE
P'ra que chorar o passado,
se essas lagrimas amanhã...
Não terá sal, não terá água
não terá nada! Nada, nada.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

RASCUNHO DE VIDA

O tempo rascunhou seus anos sob minha
pele e sobre seus rascunhos imperfeitos...
colocou duvidas sob meu futuro, e ainda
enrugou minha esperança tremula.
A minha felicidade, a cada dia d'essa vida
incerta! Distanciou-me d'aquela fase jovial...
Tirando-me a criança o riso, colocando-me,
distancia e juízo... Eu já não sei pular corda...
E me tremo todo, quando vou falar ou brincar
de rir, também, já não tenho tino para explicar
... Vivo aquele momento, pensando que no
outro, há qualquer momento eu possa me acabar.
Quantas e quantas vezes, eu vejo a noite
sob meus dias, e dias sob minhas noites, e sem
sono, não tenho sonhos... Penso no que me resta,
e a única coisa que me presta, é a felpa d'aquela fresta.
Penso, penso e nunca entendi o porque as asas
dos sentimentos me levam a voar tão longe,
sem nunca me tirar do lugar! Então pensando
eu choro e ao chorar, essas lagrimas se congelam
ao se deparar com meu ar.
Sim, Sim, eu sei! Embarquei na carruagem do
medo, mesmo assim, não posso desistir...
Todavia estou indo, indo, indo sempre...
Eu sei onde estou, mas nunca sei aonde de fato
eu vou.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes