Autonomia
Foi ao colher os frutos amargos da minha autonomia que compreendi que os 'nãos' do Pai são, em verdade, os limites de uma graça que me protege de mim mesmo.
Reduzir a autonomia humana a comportamentos desregrados e pornográficos é desvirtuar o verdadeiro sentido da escolha, transformando a liberdade em uma ferramenta de destruição do caráter.
Quem confunde a autonomia da liberdade com o vale-tudo da maldade demonstra um caráter falho que desconhece o peso da consciência e a linha que separa o certo do errado.
Confundir autonomia com libertinagem é abrir espaço para a desordem e para atos absurdos que nada têm a ver com o verdadeiro direito de escolha.
Praticar maldades e zombar do esforço alheio não é um ato de autonomia, mas sim a expressão mais baixa da libertinagem desprovida de qualquer valor moral.
O verdadeiro respeito à autonomia humana jamais se confunde com o caos da libertinagem e a perversão que destroem os valores fundamentais do convívio.
A maior ameaça à autonomia talvez não seja uma máquina que ordena, mas uma máquina que conhece tão bem nossas fragilidades que consegue antecipar nossas escolhas.
O Saber que Desconstrói Dogmas.
A Busca pela Autonomia Intelectual
A história da humanidade é, em grande medida, a história da busca por respostas. Desde os primórdios, diante do vasto desconhecido, o ser humano buscou explicações para a existência, a morte e a ordem do mundo.
Contudo, quando o acesso ao conhecimento e ao pensamento crítico é limitado, mitos e dogmas encontram o terreno perfeito para florescer. Por séculos, estruturas de poder sob a roupagem da religião e das doutrinas intocáveis, consolidaram-se não apenas como guias espirituais, mas fundamentalmente como ferramentas de coesão, regulação e controle social.
Ou seja, minha escrita por aqui vem sintetizar com maestria esse movimento fundamental: a transição da obediência cega para a soberania intelectual. Trata-se de uma discussão que vai muito além da dicotomia superficial entre crer ou não crer, ou sobre ser ateu vs ter fé. O centro da questão não é a negação da espiritualidade em si, mas o combate à tutela ideológica e ao monopólio da verdade exercido por terceiros.
À medida que a investigação independente ganha espaço, as certezas absolutas e impostas começam a ruir. Ao analisar as narrativas tradicionais sem as vendas do dogmatismo, revela-se a sua origem essencialmente humana, contextual e política. Explicitam-se as contradições lógicas e a própria fragilidade da mente humana em aceitar respostas empacotadas para aliviar a ansiedade diante da existência.
Enfim, investigar por conta própria não anula a busca pelo transcendente ou pelo sentido da vida; antes, purifica-a ao recusar a aceitação cega de doutrinas construídas por interesses terrenos. Quando o indivíduo assume as rédeas do próprio saber, o que antes parecia uma verdade divina e irrefutável revela-se como o que realmente é: uma construção histórica e cultural. O verdadeiro despertar da consciência não nasce da submissão passiva, mas da coragem irrestrita de questionar.
__________________Ailton Catão.
A autonomia exige mais do que liberdade de escolha; exige condições para escolher sem coerção indevida.
O Despertar para a Autonomia
Para nos sentirmos verdadeiramente capazes, precisamos primeiro romper com os ciclos de dependência que nos anulam. Passamos tempo demais esperando a validação de quem nos domina, como se a autorização para sermos felizes estivesse nas mãos de terceiros. O dia em que decidimos parar de nos apagar para agradar o mundo é o dia em que a nossa verdadeira força desperta. Ser capaz não significa ser perfeito, significa ter a coragem de assumir a própria história, com todos os erros e acertos. Quando você resgata as rédeas da sua vida e assume o seu direito de brilhar, aqueles que te dominavam perdem o poder sobre você. A sua luz é a sua maior proteção.
A nova sexualidade no vigésimo primeiro século da Era Comum é regida pelo princípio da autonomia da vontade, não mais cabendo o intervir da personalidade. Existe enfim a liberdade das escolhas, acima da anatomia de gênero no que se refere à pressuposta identidade adotada imaturamente ou baseada comumente de forma simples na educação seguida por seus genitais, suas respostas psicológicas ou seu formal papel imposto pela célula familiar na sociedade onde cresceu.
Estamos nós, que vivemos no presente, condenados a nunca experimentar a autonomia, nunca pisarmos, nem que seja por um momento sequer, num pedaço de terra governado apenas pela liberdade?
Não me sinto mais com autonomia para dirigir-se por minha própria vontade. Não podemos ser mais o que somos, não podemos ser livres para sentir o que queremos sentir, nem livres para compartilhar com as criaturas a euforia dos momentos. Pois estamos vivendo em um mundo particular que ao mesmo tempo é comandado pela discórdia, covardia, fraqueza, pavor, pânico, egoísmo... Quando isso vai acabar? Apenas, quando o mundo souber, sentir e colocar em prática a tradução do AMOR !
" A pior consequência da falta de autonomia é medir o valor pela avaliação que as pessoas fazem de nós. Por medo de rejeição, em muitas situações, agimos contra os sentimentos apenas para agradar e sentirmo-nos incluídos, aceitos. Quem se define pelo outro, necessariamente tombará em conflitos e decepções, mágoas e agastamentos. Imperioso saber quem somos, pois, do contrário, seremos quem querem que sejamos."
Diz o ditado que "a voz do povo é a voz de Deus", mas uma autonomia adequada passa pela contestação desse modo de funcionamento. A validação social é um atalho que usamos para tomar decisões de forma preguiçosa, assimilando as ideias de uma maioria sem que haja maior processamento de nossa parte. Não abra mão do seu direito de pensar por conta própria, ao invés de apenas acatar passivamente as opiniões alheias.
Quando se tem liberdade de pensamentos e autonomia nos sentimentos, fica fácil enxergar as coisas mesmo não estando presente aos fatos. E isso se torna sabedoria.
Exercer autonomia de pensamento é justamente proporcionar uma reflexão que abranja outras possibilidades.
Carro Eléctrico...
Por causa da bateria;
E também da autonomia;
São uma grande “porcaria”!...
Por isso toma cuidado;
Pra não veres estragado;
Teu tão custoso ganhado!
Não duram mais que dez anos;
Custam tanto como um novo;
Suas fracas baterias;
Para evitarmos enganos;
Temos que alertar o povo;
P'ra não fazer avarias.
Pois se compras pra poupar;
Essa relíquia actual;
Muito te vai depenar!...
Pois quando ela se gastar;
Não podes fugir a tal…
Nova terás que comprar;
Por isso tem mui cuidado;
Com esse fraco chiante;
E pergunta a validade!...
Do viver do tal coitado;
Para se manter andante;
Pois não passa dessa idade!!!!!!!!!
Temos por cá um ministro;
Que disto anda a aconselhar;
Nem sei, qual é o seu tacho!...
Mas por já, ter isto visto;
Deitou o diesel abaixo;
E a gasóleo foi comprar.
Não sejas por tal, coitado!!!!!!!!
Quando tal, fores comprar;
Não te deixes iludir!...
Ou verás o teu poupado;
Como um pássaro a voar;
E alguém de ti, a mui sorrir!
Com o carinho do humor…
