Auto Domínio
A modéstia é o autocontrole que limita o homem humilde; o freio do sábio que separa valor de vaidade.
A Arte de Ser Sóbrio
Autocontrole, Clareza Interior e Ética do Ser
Há quem pense que ser sóbrio é viver em negação.
Mas não é.
Ser sóbrio não é viver com menos vida.
É viver com mais presença.
É perceber o que acontece dentro de si antes de simplesmente reagir.
É reconhecer o desejo sem se tornar escravo dele.
É sentir sem precisar fugir.
É escolher sem precisar ser levado pelo impulso.
A vida oferece distrações o tempo inteiro.
Um excesso aqui.
Uma fuga ali.
Uma promessa de alívio imediato.
E então surge aquela voz:
“Só mais um pouco. Você merece.”
Talvez a pergunta mais importante seja outra:
“Eu realmente quero isso ou estou tentando escapar de alguma coisa?”
É nesse pequeno espaço entre o impulso e a escolha que a sobriedade começa.
Não como punição.
Não como privação.
Não como uma guerra contra aquilo que somos.
Mas como liberdade.
Porque autocontrole não é sufocar o que sentimos.
É conseguir ouvir o que sentimos sem entregar a isso o comando da nossa vida.
É respirar antes de responder.
É esperar antes de agir.
É saber quando parar.
É reconhecer quando algo deixou de ser escolha e começou a ser dependência.
Isso exige força.
Mas não uma força rígida.
É uma força serena.
Fogo domado.
A capacidade de permanecer inteiro mesmo quando alguma parte de nós pede excesso.
E talvez seja aí que a chamada pureza vibracional encontre seu verdadeiro significado.
Não como uma ideia de perfeição ou como uma lei invisível que precise ser provada, mas como uma imagem para aquilo que cultivamos dentro de nós.
Pensamentos influenciam atitudes.
Atitudes transformam relações.
Relações transformam ambientes.
Ambientes também nos transformam.
Aquilo que alimentamos interiormente deixa marcas.
Uma palavra pode aproximar.
Outra pode ferir.
Uma emoção pode ser compreendida.
Outra, quando ignorada, pode acabar conduzindo nossas escolhas.
Por isso, cuidar da própria energia também pode significar cuidar daquilo que pensamos, sentimos, consumimos, dizemos e transmitimos.
Pureza não é nunca se contaminar com a vida.
É saber reconhecer o que nos faz bem, o que nos desequilibra e o que precisamos deixar ir.
É cuidado.
É consciência.
É presença.
E existe ainda uma dimensão mais profunda da sobriedade: a ética.
Porque nossas escolhas não terminam em nós.
Aquilo que fazemos pode alcançar outras pessoas.
Por isso, respeitar os próprios limites também significa respeitar os limites do outro.
Não transformar nossa carência em cobrança.
Nossa raiva em agressão.
Nosso medo em controle.
Nossa frustração em ferida para alguém.
Existe uma ética que ninguém vê imediatamente.
Ela está na intenção.
Naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Na responsabilidade que assumimos pelas consequências de nossas escolhas.
Sobriedade, nesse sentido, não nos torna melhores que ninguém.
Torna-nos mais responsáveis por aquilo que fazemos com aquilo que sentimos.
E talvez um dos excessos mais silenciosos da vida moderna seja justamente a dificuldade de permanecer consigo mesmo.
Estamos sempre procurando alguma coisa para preencher o silêncio.
Mais estímulo.
Mais distração.
Mais velocidade.
Qualquer coisa que nos impeça de parar.
Porque parar exige coragem.
Quando o ruído diminui, podemos encontrar aquilo que tentávamos evitar.
Uma dor.
Uma dúvida.
Uma lembrança.
Mas também podemos encontrar algo que estava escondido por trás de todo aquele ruído:
clareza.
Talvez seja por isso que a sobriedade possa ser entendida como um reencontro.
Não com uma versão perfeita de nós mesmos.
Mas com aquilo que somos quando deixamos de fugir.
Ser sóbrio é poder dizer:
“Eu posso sentir isso sem me perder.”
“Eu posso desejar sem precisar obedecer.”
“Eu posso dizer não.”
E, principalmente:
“Eu posso escolher.”
Porque liberdade não é fazer tudo aquilo que o impulso pede.
Liberdade é ter espaço interior suficiente para decidir.
É escolher aquilo que consumimos.
Aquilo que cultivamos.
Aquilo que falamos.
Aquilo que permitimos permanecer em nossa vida.
É saber que nem todo desejo precisa ser realizado,
nem todo pensamento precisa ser seguido,
nem toda emoção precisa se transformar em ação.
A sobriedade não promete uma vida sem dor.
Promete algo mais honesto:
a possibilidade de atravessar a vida sem precisar fugir de si mesmo.
E talvez seja essa a verdadeira lucidez.
Não chegar ao fim da estrada completamente intocado.
Mas chegar inteiro.
Inteiro depois das escolhas.
Inteiro depois das perdas.
Inteiro depois das tentações.
Inteiro depois dos dias difíceis.
Sem precisar apagar aquilo que sentimos para continuar caminhando.
🌕 Aos que sentem o chamado da lucidez, aproximem-se.
Não é preciso chegar perfeito.
Basta chegar verdadeiro.
Deixem à porta os disfarces, as pressas e aquilo que já não serve.
Aqui, a presença é o vinho.
A escuta é o banquete.
A consciência é a luz.
E a clareza, o altar.
Não se entra neste templo para fugir da vida.
Entra-se para estar mais inteiro dentro dela.
O templo está aberto.
A alma está pronta.
A sobriedade é a chave.
O ferro molda a resistência do corpo, a leitura afia o discernimento da mente, e o autocontrole governa o destino de ambos.
O PRÉ-JULGAMENTO é um ato de insensatez, de confessa fraqueza e evidente ausência de autocontrole, mas fará de você o réu de sua própria sentença.
Dificilmente você terá autocontrole se sua
vida estiver desorganizada, bagunçada, virada de cabeça pra baixo.
A beleza é parte da essência em fusão com o caráter, a humildade, o autocontrole emocional e a paz de espírito, cujos não propagam na aparência física estipulada por um vazio sentido de moda ou pessoas que não sabem a realidade do viver.
Tenha autocontrole sobre si mesmo. Aprenda a controlar suas emoções. São elas que vão determinar a pessoa que você é.
As pessoas são ignorantes. As pessoas não têm tempo. As pessoas nem sempre têm autocontrole. As pessoas têm preconceitos. No fundo, as pessoas nem sempre são os melhores juízes em causa própria. Não basta influenciar ou manipular. Às vezes, é necessário restringir e coagir.
Fechar a boca de uma criança é fácil! Difícil é desenvolver nela maturidade emocional e autocontrole!
Ela possui um olhar vibrante cheio de vida e autocontrole; ela não se abala, tem um sorriso lindo e consegue influenciar pessoas apenas com um olhar.
O céu também se encantou por ela quando ela parou para admira-lo, houve uma troca de energia semelhante ao nascimento de uma estrela nas nebulosas.
Ela possui uma percepção de realidade além do tempo em que vivemos; uma percepção livre, amorosa, cheia de vida e paz.
sabe crescer
Adicione à sua fé virtude. . . conhecimento, . . . autocontrole, . . . perseverança, . . . piedade. . . bondade fraternal. . . amor. - 2 Pedro 1: 5-7
Vários anos atrás, entrevistei um aluno da Santa Monica College para um programa de rádio que eu estava hospedando. Ele me disse que estava interessado em descobrir tudo o que podia sobre religião. Mas quando perguntei o porquê, ele explicou que queria expandir sua educação. Este estudante estava curioso sobre o que motiva as pessoas religiosas a fazerem o que fazem, mas ele disse que não era o tipo de pessoa que acorda de manhã com o desejo de fazer a vontade de Deus.
É possível que nós, como cristãos, somos assim? Temos o desejo de aprender mais sobre a Bíblia por outras razões que não seja conhecer melhor a Deus e viver como Ele deseja? O apóstolo Pedro disse que deveríamos aumentar nosso entendimento para um propósito primário - levar nossa fé à maturidade. Ele ressaltou que o conhecimento é um elemento indispensável no processo que leva ao autocontrole, perseverança, piedade, bondade fraternal e amor. Essa progressão em direção à maturidade resulta em conhecer Jesus Cristo de uma maneira profundamente pessoal (2 Pedro 1: 5-8).
Deus não nos pede para aumentar nosso conhecimento em prol do conhecimento. Ele nos pede para aumentar nossa compreensão para que possamos crescer em pessoas produtivas, centradas em Deus, amorosas. É por isso que queremos saber.
Obter conhecimento da Palavra de Deus
pode ser um objetivo digno
Se nos levar ao Senhor
e nutrir nossa alma. —Sper
O conhecimento pode ser perigoso se não levar à sabedoria. Mart DeHaan
