Ausência de Amor

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Não se pode amar sem renunciar ao egoísmo, já que o
egoísmo é na realidade a ausência de amor.

Inserida por MariliaMasgalos

⁠Teus olhos
Observando a ausência
Do amor,
A lágrima
Que passeia teu rosto,
Cada detalhe da dor
Em uma pintura triste.

Inserida por warleiantunes

Não negligencie o amor, o preço que se paga por sua ausência é a solidão em todos os teus dias

Inserida por RandersonFigueiredo

AUSÊNCIA
Não é dor de paixão
O que me faz sofrer,
Dor de amor não é não,
Talvez nem seja dor,
Talvez seja só solidão,
Talvez seja só a ausência de dor,
Que dói no coração...

Inserida por tadeumemoria

Sem viver

Se fosse o amor só sentimento
Não teria ele sobrevivido à ausência tua.
Mas é mais que sentimento
Ou uma coisa de momento.

Não vivo neste mundo
Que agora se tornou tão seu...
Absorto sentimento
Tão distantes sem distância de você.

De perto te acompanha
O amor que a ti eu dediquei,
Um pedaço da minha vida
A você eu entreguei.

Um pouco de você está em mim
Nas lembranças que guardei...
Meus dias sem teus dias
É uma vida inteira sem viver.

Edney Valentim Araújo

Inserida por edney_valentim_araujo

Lamento

O que é à distância pra quem ama
Se a tua ausência não afasta o meu amor,
Meus pensamentos tão ligeiros
Sempre sabem te encontrar.

Não procure os meus olhos
O que se vê e não se sente,
Veja o cego coração
Só o amor que nele sente.

No corpo sinto a dor
Que me aprisiona o desamor,
A minh’alma apaixonada
Não se prende a solidão,

A vida passa...
E não há tempo
E nem lamento
Que apague um grande amor.

Edney Valentim Araújo
1994...

Inserida por edney_valentim_araujo

⁠NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.

Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.

Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.

No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”

Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.

Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.

Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.

E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.

O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.

Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.

E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.

Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.

Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Um Abraço, um Começo

A ausência do amor de outra pessoa não me fez desacreditar que perdi o valor de conquistar o abraço de outro alguém.
Encontrei outro olhar profundo, me identifiquei com outro perfume, namorei perdidamente aqueles lábios carnudos, toquei aquela impecável e perfeita pele, e me senti vivo novamente.
Depois de alguns dias, descobri naqueles abraços doces uma nova realidade, um novo sonho duradouro, eu descobri um novo amor.

Inserida por Ricardossouza

⁠A voz da minha ausência te fiz
Que preciso de mim agora
Muito mais do que qualquer coisa
Que venha de você.

Inserida por MiaSousa

PRA VOCÊ
Estes versos são pra você
Vazios de sua presença
Cheios de sua ausência
Com um toque de sofrer

Mais um poema a ti dedicado
Nele chamo tua atenção
Com meu jeito delicado
Quero tocar teu coração.

Inserida por MartaBiscoli

Coma alcoólico

Por que amá-la o destruiu. Era como estar em coma, vivo, mas com a ausência de consciência. Sem estímulos com sons e toques, apenas dor, associado a movimentos involuntários da sístole e diástole que no exato momento, pareciam ausentes, no fundo ele se sentia mais morto que vivo. A pertubação grave do funcionamento cerebral irreversível, devido ao trauma emocional e envenenamento de seu figado, provocado por doses e doses de remédios em copos de 200ml, que prometiam recuperar seus sentidos, não o ajudava nem um pouco. Estava como um zumbi, vagando sem destino e sem forças. Carregava uma carcaça corroída por destroços e feridas, cujo o peso era semelhante ao de um Adeus. Ele se transformou em algo que ninguém mais reconheceu.

Inserida por xlucvvs

Sua ausência te tornou presente quando o olhar não via, mas o coração sentia...

Inserida por gregory_silva

⁠No fragor da noite
Percebi uma ausência
Dissolvida na constância
Do hoje
Move-se em latência
O silêncio

E eu calei
Aquietei-me
Por fim
Não quero atrapalhar
O barulho que o
silêncio faz.

Inserida por Sidileide

⁠Fragmentos de Ti

Estás no vácuo de minha noite,
no silêncio que clama tua ausência,
na penumbra que esboça teu semblante
em memórias que se recusam a me abandonar.

Estás na música que invade minha playlist desordenada,
em um refrão inesperado que evoca Dindi,
nas novas canções de amor que já não posso te dedicar,
nas melodias que entoo para o teu vazio.

Estás no pé de manga de minha praça predileta,
nos felinos que cruzam meu caminho,
no sussurro do vento que dança entre as folhas,
nos peixes que nadam na represa.

Estás no ardor da água gaseificada,
nas efêmeras bolhas que dançam e se desfazem,
como recordações que emergem à superfície,
instantes fugazes que ainda aquecem minha alma.

Estás no tratado filosófico que leio,
na busca de aprender a lhe esquecer,
mas no pensamento que transcende a lógica
e me conduz a buscar-te em cada parágrafo.

Estás nos filmes românticos que assisto,
nos olhares que confessam o que restou por dizer,
nos finais ambíguos que reverberam
o vazio instaurado pelo teu adeus.

Estás nas paisagens que se desvelam diante de mim,
no temor de avistar pela janela o Corcovado,
no fulgor do sol que aquece minha pele,
o mesmo sol que recomendavas e que eu tanto evitava.

Estás na bossa nova que insisto em não ouvir,
em cada acorde sutil que me desmonta,
no compasso que murmura Quiet Nights of Quiet Stars
e me conduz para onde não desejo ir.

Estás nos momentos em que experimento a felicidade,
em risos que hesitam diante da tua ausência,
em conquistas que se esvaziam na falta
da luz dos olhos teus para compartilhá-las.

Estás nos momentos em que o desespero me consome,
em cada palpitação que anseia por respostas,
como quem busca estrelas em um céu encoberto,
tentando compreender se tu foste um desígnio divino.

Estás nos instantes em que encontro serenidade,
pois, mesmo distante,
tua presença reside em cada partícula de mim.

Estou ligada a ti de uma forma
que talvez jamais encontre reciprocidade,
ou talvez só seja porque é recíproco
um plano divino que não faz sentido.

Mas, além de estar em tudo,
tornaste-te parte de mim.
Não és apenas ausência;
és o eco perene de tudo que ainda sou.

Inserida por GWOOLSEVEN

Tem gente tão faminta de amor, de afeto, de carinho que para em qualquer ponto e aceita qualquer tipo de refeição.
Que prefere amores que causam Indigestão Emocional.
E assim vão deixando passar amores reais, sadios,dispostos.
Quem te dá afeto e quem te dá ausência?

Ilude-me

Ilude-me, faz de conta
que eu sou o seu amor maior,
aquele de quem você sente falta,
e que a ausência lhe causa
sofrimento e dor.
Ilude-me, pergunta por mim aos
outros, diz que as saudades a mata,
que seu coração não aguenta tanta
aflição.
Ilude-me, me faz pensar que tudo
é verdade, quem sabe assim
eu vivendo essa ilusão,
ponha mais vida em meu caminho,
e de esperanças encha meu coração.

Roldão Aires

Membro Honorário da Academia Cabista.RJ
Membro Honorário da A.L.B.-S.J.do Rio Preto.-SP
Membro Honorário da A.L.B.-Votuporanga.-SP
Membro da U.B.E

Porque amor é algo que não se tem nunca. É o vento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta, a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro”.

(em "Onde mora o Amor", do livro 'Tempus Fugit'. São Paulo: Edições Paulus, 1990.)

Incontáveis vezes fugi de Deus. De diversas formas fugi do amor e, inesperadamente, foi sempre assim, na julgada ausência, que Ele, como todo amor, se fez maior.

Neste momento momento queria tornar-me um salteador
Para ter o teu amor comigo e furtar o seu coração
Quero perder-me em teu rosto lindo... Pintado de sorrisos...
Me sinto tão preenchido com teu amor
Mas tão vazio com tua falta
Olhando no espelho, meus olhos anuviados esperando te encontrar
Sugiro a mim mesmo que saia correndo para em teus braços me jogar
Sentir o gosto do beijo, voltar a sentir teu cheiro...
Fazer a estrela refletir no mar...
Queria sentir as pétalas de rosas dos seus beijos
Pois sem você, meus dias estão nublados
Esperando que em meus braços você venha se colocar
Queria contigo ser sublime
E me pego rindo quando percebo que estou pensando em nós
Minha mão curiosa a descobrir-te o corpo
A invadir-te, cúmplice!
Fico apaixonado, enamorado de ti
Tento defender-me da tua ausência em silencio velada
E entre suspiros, lembro da tua face
Meu coração eu dei p'ra ti
E daria novamente, quantas vezes fosse possível
Pois te amo tanto que é dificil mensurar
Por vezes miro o sol poente, imaginando você presente
Para minha vida alegrar
Ontem, queria mesmo era ficar quietinho, mas aninhado em teu colo, com tua mão a me afagar
E quando por fim fechei meus olhos, não consegui ver outra coisa
Senão teu rosto...
E um medo me invadiu, de não ter mais você comigo
estremeci em pensar, não ter mais teu corpo junto ao meu
É que sinto tanto sua falta...
É que sinto muito sua falta!
Havemos de estar juntos, meu amor!
E zombaremos da distância
E a saudade e a ausência já não fará mais parte de nós.

Mas às vezes é mais difícil admitir para nós mesmos que queremos o amor em nossa vida do que continuar vivendo sem ele.