Ausência de Amor
AUSÊNCIA
Não é dor de paixão
O que me faz sofrer,
Dor de amor não é não,
Talvez nem seja dor,
Talvez seja só solidão,
Talvez seja só a ausência de dor,
Que dói no coração...
O respeito é a linguagem silenciosa que reforça o amor em cada gesto, mesmo na ausência das palavras.
Superando esse amor...
Na ausência do seu amor
Eu não sei o que é ser feliz
O mundo ainda não acabou
Vou tentar ser feliz,
Mas sinto a falta:
Do seu calor, do seu olhar,
Do seu corpo, do seu jeito de andar,
Dos seus beijos e mordidas
No meu pescoço só para me provocar
Por que isso está acontecendo?
Se amar não é pecado,
Por que eu estou sofrendo?
Vai vendo amando e aprendendo,
Superando esse amor e de você esquecendo.
O amor quando é verdadeiro
Não se vai com o passar do tempo.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"hj
Não romantize a ausência. Amor sem atitude é ilusão. Quem ama, cuida. Quem quer, aparece. Quem some, já escolheu não ficar.
Sabe…
A solitude não é ausência de amor,
é a presença de si mesmo.
É quando você se olha no espelho
e entende…
que estar só não é solidão.
É escolha.
É maturidade.
É liberdade.
Porque antes de ser de alguém,
você precisa ser seu.
Cuidar das suas feridas,
calar os ruídos,
e ouvir o que o seu silêncio está dizendo.
E quando isso acontece…
Você já não aceita metades,
não se encaixa onde não cabe,
não implora lugar onde não existe espaço.
A solitude te ensina:
quem é inteiro sozinho,
só fica com alguém…
quando o amor soma. Nunca quando falta.
Sem viver
Se fosse o amor só sentimento
Não teria ele sobrevivido à ausência tua.
Mas é mais que sentimento
Ou uma coisa de momento.
Não vivo neste mundo
Que agora se tornou tão seu...
Absorto sentimento
Tão distantes sem distância de você.
De perto te acompanha
O amor que a ti eu dediquei,
Um pedaço da minha vida
A você eu entreguei.
Um pouco de você está em mim
Nas lembranças que guardei...
Meus dias sem teus dias
É uma vida inteira sem viver.
Edney Valentim Araújo
Lamento
O que é à distância pra quem ama
Se a tua ausência não afasta o meu amor,
Meus pensamentos tão ligeiros
Sempre sabem te encontrar.
Não procure os meus olhos
O que se vê e não se sente,
Veja o cego coração
Só o amor que nele sente.
No corpo sinto a dor
Que me aprisiona o desamor,
A minh’alma apaixonada
Não se prende a solidão,
A vida passa...
E não há tempo
E nem lamento
Que apague um grande amor.
Edney Valentim Araújo
1994...
Um Abraço, um Começo
A ausência do amor de outra pessoa não me fez desacreditar que perdi o valor de conquistar o abraço de outro alguém.
Encontrei outro olhar profundo, me identifiquei com outro perfume, namorei perdidamente aqueles lábios carnudos, toquei aquela impecável e perfeita pele, e me senti vivo novamente.
Depois de alguns dias, descobri naqueles abraços doces uma nova realidade, um novo sonho duradouro, eu descobri um novo amor.
Ausência do Amor
Na distância me encontro perdido,
Sem tua presença, meu coração ferido,
A saudade em mim, não tem abrigo,
Só anseio ter-te comigo.
Minha tristeza clama a ti em silêncio,
Pois sem teu amor, não encontro consolo,
Em oração, imploro teu regresso,
Porque sem ti, minha vida é um desterro.
Chega de saudade, quero dizer-te,
Que este amor sincero, não pode esmaecer,
Como borboletas, voar e rir,
Juntos em um sonho, por sempre viver.
Cada dia que passa, mais te desejo,
O amor que sinto, não tem preço,
És a melodia que quero compor,
O motivo pelo qual meu ser vibra e respira.
Ausência do amor, não posso suportar,
É em teus braços, onde quero descansar,
Volta a mim, minha amada ansiada,
Em teus olhos, meu lar eternizado.
Com paixão te espero, meu doce amor,
Que voltes a mim, como um resplendor,
Neste poema, meu coração se revela,
Que és tu, minha musa mais bela.
A "novela do amor" se resume em três fases:
"Muita fala antes, ausência durante e discussões depois!"
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.
Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.
No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”
Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.
Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.
Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.
E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.
O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.
Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.
E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.
Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.
Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.
A voz da minha ausência te fiz
Que preciso de mim agora
Muito mais do que qualquer coisa
Que venha de você.
PRA VOCÊ
Estes versos são pra você
Vazios de sua presença
Cheios de sua ausência
Com um toque de sofrer
Mais um poema a ti dedicado
Nele chamo tua atenção
Com meu jeito delicado
Quero tocar teu coração.
Coma alcoólico
Por que amá-la o destruiu. Era como estar em coma, vivo, mas com a ausência de consciência. Sem estímulos com sons e toques, apenas dor, associado a movimentos involuntários da sístole e diástole que no exato momento, pareciam ausentes, no fundo ele se sentia mais morto que vivo. A pertubação grave do funcionamento cerebral irreversível, devido ao trauma emocional e envenenamento de seu figado, provocado por doses e doses de remédios em copos de 200ml, que prometiam recuperar seus sentidos, não o ajudava nem um pouco. Estava como um zumbi, vagando sem destino e sem forças. Carregava uma carcaça corroída por destroços e feridas, cujo o peso era semelhante ao de um Adeus. Ele se transformou em algo que ninguém mais reconheceu.
