Ausência
Veio a noite, o vento,
a lua que se esconde,
uma estrela cadente,
que brilha de repente
e tão longe...
veio a noite, a mesma de sempre,
na escuridão de ausências
[...]
Prenda-me,
em teu silêncio
e verei ricamente,
teus esplendores
*
Prenda-me,
Em tua coragem
Porque parte de mim
Não sabe lidar com a dor .
Sentava-se ao lado, mas sentia-se tão longe, quanto mais presente se apresentava, mais longe estava.
As pessoas se aproximam e se afastam como lhes convém. Não seja deselegante de ficar onde não o querem ou só quando querem. Opte por ser elegantemente ausente.
DELETE
Acredito que o tempo e a distância são os melhores mestres..., através deles podemos conhecer, aprender e discernir.
Num mundo onde as pessoas são esquecidas, as amizades estão desnecessárias e os amores são rapidamente substituídos, o que mais podemos esperar?
Nada!
Senão a opção "Delete"
Delete o que não te faz feliz.
Delete o que não te traz paz.
Delete quem não se lembra.
Delete de sua vida a pouca importância.
Os abraços de urso.
E o carinho barganhado.
Delete o prazer sem o mérito da conquista.
A Ignorância do ego ferido.
Delete pessoas, pensamentos e lembranças.
E diante do descaso, delete até a esperança.
Delete a incerteza e a ansiedade pelo futuro.
O rancor e mágoas passadas
Transforme as promessas falidas
Na real convicção de uma vida descomplicada .
Rê Pinheiro
Se você está carente de afetos, de carinho, de alguém que te acalme ou apenas segure em tuas mãos, nem pense em buscar, tentar encontrar num num outro ser a tentativa de um relacionamento.
Porque você estaria fazendo a mesma besteira de ir ao supermercado com fome, você acaba pagando um alto preço, porque a carência em grande potência é como a fome em ambos casos o que você quer é que algo te sacie e aí meu caro. Ferrou!
Se lembre de quantas vezes entrou no supermercado morrendo de fome, naquele momento qualquer porcaria serve.
De que tempo falo
Falo de um tempo sem data,
e dele me reinvento.
Do que hoje verso em mim já houve.
Foi o melhor que colhi e ainda planto,
o que amanhã é passado.
Assim semeio:
O que é ausência e o que reparto
Garimpar o Olhar da Alma
O garimpeiro ora a jazida.
O jardineiro colhe a flor da terra.
O pescador se faz rede de enlaces.
O que você faz?
- Eu avisto tempos com a sagração das palavras.
E o que lhe dizem as mesmas?
- Me ensinam a pensar silêncios e a descosturar ausências.
Então te sente bem eu nada ver de concreto?
- Tudo o que eu pressinto me será nascido ou repartido.
Mas como é nascer após já ter vindo ao mundo?
- É colher-se revelação e não ter-se assombro da existência.
Pois bem, nada temes, presumo?
- Ao contrário, receio os seres que não vêem com a alma.
Mas para que servem os olhos?
- Para elaborar estéticas.
É na alma que o olhar depura as essências.
" A água que almeja ser rio necessita adentrar-se.
Era assim que nesse tempo,
Eu me acontecia de querer-te.
Eu me morria de não estar em ti.
Eu me vivia, quando não me tocava, tua ausência".
"...Era assim que refundava-me em teu tempo.
Eu me acontecia de querer-te.
Eu me morria de não estar em ti.
Eu me vivia quando não me tocava tua ausência..."
"Se for Pra Sentir"
Se doer, chora.
Se cansar, descansa.
Mas nunca, nunca esquece:
Você vale amor claro, presença inteira e verdade sem medo.
Saudade, sensação que não conseguimos descrever, mas que o sentimento descreve através de uma ausência.
Saudade nao sobrepõe a vontade de querer perto, nem impõe o desejo das expectativas. Saudade são lembranças boas que ficam para sempre. Saudade é ausência mesmo. Não machuca porque sabemos que são apenas lembranças, não é físico. Saudade é o amor que passou e ficou, é àquele até logo...
Carrego as marcas do racismo e a dor de não ser visto, a saudade da minha mãe e a solidão de quem busca respostas na própria mente. Mas também sinto pulsar a força da reinvenção, o alcance infinito da polimatia, e como aprendi com a Dra. Shaira Zion, o alento da minha - quarkiana, leptônica e bosonica - fé. Faço do meu trauma um testemunho; da minha dor, símbolos; da minha perda, poesia.
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro, o triste disso... é que talvez não esteja mais vivo, mais triste que é isso, é pensar (as-sim) nisso.
...aí o Lex Noir disse:
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro. O triste disso... é que se isso acontecer... talvez não esteja mais vivo. Mais triste que isso... é pensar (assim) nisso.
Quando alguém morre, quase sempre as pessoas tem algo de bom a dizer sobre este alguém. Pode também alguém ter o mau gosto de falar algo mau sobre quem se foi em um momento de luto. A morte tem a saudade como efeito colateral. De repente uma vida termina. Muitas vezes, uma biografia é ceifada no apogeu. Lares em luto e uma ferida de ausência que só vai se prolongar por quem lhe tinha verdadeiro afeto.
A dor, agora, é de quem o(a) amou e ficou.
Quando eu me for farei falta? Que falta faria a minha vida? Serei exaltada ou criticada? A minha ausência pode ou não provocar dor, mas o mais importante é refletir sobre minha presença agora.
E sigo viva sem saber até quando questionando-me: qual o significado da existência?
"Morrer é inevitável; viver bem é uma arte diária."
Por favor, se importe em vida.
Quando não há reciprocidade, o interesse pelo outro tem um limite. Quando o silêncio grita: "acostume-se com a minha ausência", só nos resta obedecê-lo. Acostumar-se com a ausência, com a incerteza é o desafio desta vida.
