Atenção
Fique feliz enquanto chamam sua atenção, brigam, ou se magoam com você.
Se preocupe apenas quando suas atitudes não causarem sentimento algum, pois isso será a comprovação da total indiferença que sua presença faz na vida de alguém.
Atenção é remédio! Cuidado é remédio! Carinho é remédio! Proteção é remédio! Aceitação é remédio! Tolerância é remédio! Compreensão é remédio e amor é o mais poderoso de todos os remédios. Amor cura a alma, o espírito, cura a autoestima quebrada, o amor-próprio abalado. Amor cura medo, insegurança e faz-nos sentir inteiros, fortes e aptos a enfrentar os problemas que forem surgindo pela vida. Amor nos torna mais tolerantes a dor, nos faz enfrentar com coragem todos os obstáculos que não podem ser contornados e aceitar com resignação tudo que não pode ser mudado. Amor não cura só a alma, cura o corpo também, porque corpo algum que é morada de uma alma doente é saudável. Amor não é vendido em cápsulas nas farmácias, mas não há como negar que é um santo remédio.
Ouvir ativamente é uma habilidade muito importante! Quando ouvimos com atenção e sem julgamentos, podemos entender melhor os outros e responder de forma mais eficaz. Isso pode ajudar a evitar mal-entendidos e a construir relacionamentos mais fortes.
espelho com faca embutida
me olhei com mais atenção
do que deveria.
e ele respondeu como sempre faz
com quem já viu demais:
sem piedade.
ali estava eu.
com a cara exata de quem confundiu socorro com amor,
resgate com milagre,
acolhimento com contrato.
tinha olheiras de quem ouviu
“pode contar comigo”
e contou.
tinha boca seca
de pedir desculpas por existir assim,
sem manual.
me vi
como quem tropeça no próprio passado
e sente vergonha de ter acreditado
que alguém entenderia.
o espelho não mentiu,
mas tampouco consolou.
só repetiu em silêncio:
“não foi a primeira vez que você foi deixada com as malas prontas.”
e eu quis rasgar minha cara fora.
não por feiura.
mas por memória.
lembrei do momento exato
em que ela disse:
“tô aqui, viu?”
e foi.
como todos os outros.
como se minha fragilidade
fosse uma ofensa.
não chorei.
mas a água que escorreu do chuveiro
me olhava com a mesma pena
que as amigas empoderadas usam pra dizer:
“você é forte, mas difícil.”
ou pior:
“você é demais.”
fiquei nua.
não do corpo,
mas da ilusão de pertencimento.
então olhei de novo.
e perguntei, sem mover os lábios:
“qual é o problema comigo?”
o espelho não respondeu.
mas algo dentro de mim disse:
o problema é achar
que você precisa caber.
e era isso.
a mulher do reflexo não queria mais caber.
não queria mais se explicar.
não queria mais pagar o preço inteiro
por meias verdades.
ela queria uma vida onde amor não fosse esmola,
e presença não viesse com nota fiscal.
ela queria ser espelho,
mas daqueles que deformam,
só pra que o outro saiba:
a imagem real dói.
e por fim,
sem maquiagem, sem poesia, sem trilha sonora,
ela sussurrou:
“quem ama, não mede.
quem mede, não fica.”
e o reflexo sorriu.
pela primeira vez,
em anos,
eu me reconheci.
—
Juliana umbelino
O capitalismo digital dissolve fronteiras: trabalho que não descansa, atenção sequestrada e desejos colonizados; uma época onde a liberdade é convite à opressão disfarçada de autonomia.
Não se preocupe em impressionar quem não se importa. Dê atenção aos que merecem, essa é a porta. A simplicidade, rara virtude que conforta em meio à busca de quem já tem de sobra.
Livro: O Respiro da Inspiração
Preste atenção em quem presta atenção em você.
Dê ouvidos a quem dá ouvidos a você.
Se importe com aqueles que se importam com você.
A vida é reciprocidade. E, muitas vezes, uma escolha.
Não é sobre você menosprezar os que te menosprezam.
É sobre você se concentrar no que te fortalece, nas coisas que fazem você ser uma pessoa melhor.
Admirando as coisas que nem todos prestam atenção; o céu, as árvores, os pássaros, os sons da natureza, e até mesmo os bichinhos que rastejam pelo chão.
A vida exige atenção em diversas áreas; em algumas, somos excelentes, em outras, nem tanto. Cultivar o que atrai pessoas, alimentar e compartilhar energia são caminhos para a cura pessoal. Todos desejamos novas oportunidades, mas nossa realidade nos apresenta uma experiência fundamental, e a cultura se revela como um salva-vidas.
Preste atenção no que vou lhe dizer.
Por Aline Caira
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Já estendi as mãos muitas vezes, tantas que, em nome da generosidade, deixei faltar dentro da minha própria casa. Ofereci mais do que podia, com amor sincero e desprendimento. E, infelizmente, os mesmos que foram beneficiados pela minha ajuda hoje falam de mim com desdém, sem respeito, sem gratidão e sem um pingo de piedade.
Hoje, atravesso um momento delicado. Não tenho como ajudar — e ainda assim, há quem se sinta no direito de me ferir, de me caluniar, de me denegrir, como se a minha utilidade fosse a única razão para merecer consideração.
Será que o egoísmo chegou a esse ponto? Ao ponto de cegar essas pessoas para a minha dor? Ao ponto de ignorarem completamente o que estou passando?
Não peço ajuda material. Às vezes, tudo o que alguém precisa é de um gesto de empatia, de uma palavra de carinho, de um olhar humano que compreenda, em silêncio, o que o coração grita.
Em um relacionamento moderno, a cumplicidade, a atenção e a construção de carinho, respeito e autonomia são fundamentais para o sucesso. Estes elementos são a base de qualquer relacionamento e devem ser respeitados para que ele funcione. Quando a cumplicidade, a atenção, o carinho, o respeito e a autonomia são colocados em prática, eles criam um ambiente de confiança e compreensão entre as partes, que é vital para o sucesso de um relacionamento.
Se repeti som, foi porque o rap me trouxe transformação. Ele me deu amor, carinho e atenção, me ensinou a enxergar o mundo de uma forma diferente. A música que o rap me ofereceu foi capaz de me libertar, me inspirar e me encorajar. É como se o rap me tivesse dado asas para voar, me ajudando a alcançar meus sonhos e lutar pelo que acredito.
É no nosso cotiano que iremos selecionando quem realmente merece a nossa amizade, atenção e consideração. Porque muitos que são fingidos vão se manifestar e cabe a nós deixar ir a diante.
A vida é uma velocidade. Quando nos damos conta, o tempo já passou.
E se não prestarmos atenção nessa contínua aceleração nada fazeremos, porque o tempo não espera por ninguém.
Procuremos olhar com o coração e oferecer gestos de carinho e atenção a quem nos rodeia, em especial aos mais necessitados. Partilhemos com o irmão a felicidade, ela é algo que conquistamos e pode ser espalhada para outros.
SERENIDADE E HARMONIA
Lourdes Duarte
Aprecio bons pensadores e muitos deles me chamam atenção com suas belas frases e pensamentos. Tem uma frase de Thomas Mann, que diz,
“Concedei-nos, Senhor, serenidade necessária, para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras”.
Viver em tempos atuais, ou seja, em meio a uma sociedade moderna, com os acontecimentos nos preocupando, entre elas, violência, dificuldades familiares, financeira, falta de trabalho, o caos na saúde, guerras, a mobilidade nas ruas um tormento, falta de moradia, desastres naturais, etc. Definitivamente, não é fácil ter serenidade em todas as circunstâncias! Por mais que tentemos viver em harmonia consigo mesmo e com os outros, está difícil!
Concordo com Augusto Cury, quando diz que, “As sociedades modernas vivem tempos insanos. A serenidade é um artigo de luxo”.
Serenidade não é ter bens materiais, carros luxo, contas recheadas nos bancos... é ter na consciência de que os problemas existem e mesmo no epicentro dos nossos problemas devemos encontrar forças para harmonizar a vida e seguir vivendo feliz. É domar os ímpetos, típicos que só os humanos possuem é ter a coragem de aceitar o que não pode mudar e mudar o que for preciso para viver bem consigo mesmo e com os outros. Como diz Epicuro, “O homem sereno procura serenidade para si e para os outros”. Serenidade é um exercício diário para se está bem, com um coração feliz, em harmonia com o meio em que vive e as pessoas ao seu redor.
*CONCILIAÇÃO* Nesse mundo, devemos prestar atenção no que Jesus disse: "O que tens de fazer, fazei-o depressa!". O Mestre deixou claro que há coisas que urgem; e uma delas é o tempo de nos conciliarmos. Eventualmente deixamos passar tanto tempo, e tantos são os estragos, que ultrapassamos a barreira do próprio tempo de pedir perdão! (Victor Antunes)
