Asas
É por amor que fico e é por amor que vou,
Nas asas do sentimento, meu coração voa.
Em cada gesto, em cada palavra que ecoa,
O amor me envolve e me leva além do que sou.
É por amor que fico, na força que me sustenta,
Nos momentos de tristeza e também de alegria.
É o amor que me guia, mesmo na noite escura,
Iluminando os caminhos e trazendo harmonia.
É por amor que fico, mesmo quando o mundo pesa,
Quando a tempestade se abate sobre minha alma.
É o amor que me acalma, trazendo paz e certeza,
Que na jornada da vida, o amor é minha calma.
É por amor que vou, na busca por horizontes,
Explorar novos caminhos, desbravar a imensidão.
É o amor que me impulsiona, fortalece meus passos,
Guiando-me com doçura, na dança da emoção.
É por amor que fico, é por amor que vou,
Sem medo de enfrentar desafios e desatar os nós.
O amor é minha essência, é meu porto seguro,
É o elo que me conecta com o divino e com minha verdadeira essência.
É por amor que fico, é por amor que vou,
Deixando meu coração aberto, livre e a voar.
Porque o amor é a luz que transforma o mundo,
E nele encontro meu propósito, minha razão de, mais uma vez, amar.
A BIBLIOTECA
A biblioteca muda o sentido da vida.
Ela nos faz viajar sobre às asas do livro.
A biblioteca me deu à liberdade de sonhar através da escrita.
O livro que nela li;
Não acabou até hoje: está dentro de mim!
A biblioteca fez o poeta tirar o poema do papel.
A biblioteca tem alma, aliás, várias almas.
Nela tem um pedaço da sabedoria do céu.
Ela é o próprio remédio da alma do homem.
E é a única parte do mundo onde se pode o silêncio encontrar.
A biblioteca é minha segunda casa.
E a visita que nela vem, é servida com arte!
Ela me armou com livros. E me desarmou de armas.
Acredite: a biblioteca é a única que mesmo eu partindo, me faz ficar.
" O pensamento tem asas transparentes e voos que não tem rumo ... e vai por aí até encontrar uma cabeça "
"Despertei sentindo asas
em minhas costas,
são asas do amor,
pois com elas,voarei ao teu
encontro,voarei
para o lugar
onde eu pertenço,
um anjo junto à
outro anjo...
Ambos se protegem,
em um abraço
longo
e apertado....
Carinhos trocados,
assim como
um delicioso
beijo molhado..."
Se as desilusões e tempestades da vida encharcaram suas asas deixando-as pesadas demais, deixe-as e voltes a andar.
O anjo da morte abriu suas asas
Trazendo o vento da sua desgraça
Em toda a sua vida só o que plantou
O ódio, a ganância e os que humilhou
Raiz que Voou
Criei asas onde era raiz,
abandonei o chão por ser feliz.
Nem todo voo precisa altura,
às vezes basta a alma mais pura.
Às alturas santas ninguém voa,
Sem as asas da humilhação.
Que Deus nos dê asas! Para voar bem alto, vencer as forças de atração da terra e enxergar o mundo sem divisões e fronteiras.(Walter Sasso)
Teu beijo
Sinto- me leve,
vagarosamente em movimento,
tudo muito de repente,
partindo nas asas do vento
Acho que vou longe,
não sei porquê, não sei pra onde,
mas de uma coisa eu sei,
num relance, num instante
Percebo-me no universo,
na carona de um cometa,
entre correntes de estrelas,
dando voltas em silhuetas
Viagem de uma vida,
na fantasia de um desejo,
quando despego de tua boca,
quando deixo o teu beijo
Teu amor foi como uma borboleta
Bateu asas e voou
Já meu amor permaneceu
Junto de minha dor.
Dói não te ter, não te pertencer
Dói pensar que pude te perder.
Sinto sua falta
Saber que não sentes a minha
Fez-me uma infeliz, sozinha.
Meus sentimentos sempre demonstrava
Eu, boba, jurava que você ligava
Mas me enganei
E ainda assim, te amei
Filmes sobre Anjos, de sucesso e premiados lembro dos alemães Asas do Desejo de 1987; sua continuação Tão Longe, Tão Perto de 1993; e uma refilmagem hollywoodiana em 1998, com Nicolas Cage, Cidade dos Anjos. São histórias de Anjos que renunciaram a imortalidade, única e exclusivamente por amor. Referencias dos filmes entre outras: a música “Stay” com “U2” de Tão Longe, Tão Perto e uma cena antológica da versão hollywoodiana, do lugar onde os anjos se reuniam: praia deserta, mar com a luz da alvorada e várias silhuetas projetadas na areia contemplando o nascer do sol. Hoje, ao acordar, vejo entre as mensagens recebidas, um vídeo de apenas 24 segundos: praia deserta, mar com a luz da alvorada e uma única silhueta projetada na areia contemplando o nascer do sol, minha mente decolou, será que era de um anjo?
Quando se tornou anjo, voou para o infinito sem fim. Em homenagem a suas asas a chuva visitou meus olhos.
REABRINDO AS ASAS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Neste momento, lanço mão de um direito que sempre foi sagrado para mim: permaneço quem sou e mantenho meus sins, meus nãos, quando quero. Devolvo-me a prerrogativa de manter ou pôr minha mão somente ao alcance do meu sonho. Da minha chance com fundo, equilíbrio, coerência e sentido.
Ao mesmo tempo, abro mão de abrir mão do meu canto sagrado; de seguir as razões e os instintos mais meus... ter sempre arbítrio guardado para quando quiser ser meu próprio deus, meu demônio, minha perdição e resgate. Abro mão de abrir mão dos meus poemas de amor sem endereço, das minhas manifestações livres e desimpedidas... bem a salvo dos guardiões ocasionais ou de sempre.
Manterei a rotina das verdades indeléveis, do silêncio e do grito que o meu coração julgar sensato e oportuno. Da clausura e dos jatos repentinos de minhas vontades equilibradas ou loucas... meus anseios de me livrar dos domínios da casca.
Lanço mão de manter para todo o sempre, ou pelo menos na finitude possível deste sempre, as amizades raras, fiéis e sinceras que me cercam. Para tanto, abro mão dos romances daninhos... das paixões e os enlaces com feras atentas ao que tenho nos olhos... nas ventas... nos passos... na vida pessoal... que manterei pessoal.
