Às Vezes
A vida é uma estrada rápida, um trajeto breve,
Às vezes, somos protagonistas, noutras, coadjuvantes, quem sabe?
Neste palco, atuamos em nossos papéis,
E aprendemos, com a vida, seus mistérios e seus laços fiéis.
As cortinas se erguem e a luz se acende.
Cenas de alegria, de dor, de amor, se intercalam na gente.
Vivências entrelaçadas, histórias que se entrecruzam,
E, entre altos e baixos, os dias em nossas mãos se traduzem.
Aceitar o roteiro, suas reviravoltas e desafios,
É abraçar a existência, num sincero compromisso.
Ser o protagonista de nossos sonhos e escolhas,
Ou ser coadjuvante, que em silêncio enriquece as escolhas alheias.
Refletir sobre a brevidade do tempo que temos,
É encontrar a beleza, mesmo quando os momentos supremos.
Cada ato, uma oportunidade de crescer e evoluir,
De deixar nossa marca, de sorrir, amar, e ao outro acolher.
Que possamos, nessa passagem breve e intensa,
Transformar cada instante em poesia,
E, ao final da jornada, poder olhar para trás e contemplar,
Uma vida vivida com propósito, amor e sinceridade.
É sobre amor e é saber amar.
Às vezes, a pressão de ser perfeito nos faz acreditar que devemos sempre alcançar um padrão impossível. No entanto, ao abraçar minhas insuficiências, descobri que não sou definida por elas. Entendi que errar é humano e que minhas falhas não me tornam menos digna de amor ou respeito.
Quando aceitei minhas limitações, percebi que elas não eram barreiras, mas oportunidades. Elas me mostraram que há sempre algo novo para aprender, crescer e melhorar. Acolher minhas imperfeições não significa estagnar, mas sim me dar permissão para avançar, para buscar novos conhecimentos e experiências que me tornem uma pessoa mais completa.
É como se ao me permitir falhar, eu encontrasse a liberdade de ser eu mesma. Essa aceitação não apenas diminuiu a pressão que eu colocava sobre mim, mas também abriu portas para uma jornada mais enriquecedora. A cada desafio e erro, encontro uma oportunidade para me superar, aprender algo novo e me tornar mais resiliente.
Aceitar que não sou perfeita foi o primeiro passo para uma jornada de auto descoberta e crescimento. Essa compreensão me tornou mais compassiva não só comigo mesma, mas também com os outros. É uma jornada contínua, mas uma que me ensinou a valorizar o progresso sobre a perfeição e a encontrar beleza na imperfeição.
Às vezes, a gente se vê preso na rotina, fazendo as mesmas coisas todos os dias. Mas, sabe, a verdadeira mudança começa dentro de nós. Se a gente não muda nossa maneira de pensar, sentir ou agir, é como se estivéssemos sempre no mesmo lugar, mesmo que o mundo lá fora siga em frente. É como se a vida estivesse parada, mesmo que tudo continue acontecendo ao nosso redor. Para a vida seguir adiante de verdade, precisamos nos transformar por dentro, mudar nossas perspectivas, aprender coisas novas e evoluir. É aí que a vida de fato começa a mudar.
Em meio ao silêncio, meu barulho ressoa, como um eco insistente que me confronta. Às vezes, é como um turbilhão de pensamentos tumultuados, uma sinfonia dissonante que me desafia a encontrar a calma perdida. Reconheço a necessidade de acalmar a tempestade interna, de encontrar a paz que se esconde por trás do tumulto ensurdecedor. Mas lembre-se: não mexa com meu silêncio se não pode lidar com meu barulho.
Às vezes, sinto como se estivesse carregando o peso do mundo sobre meus ombros. Cada interação, cada palavra, parece adicionar mais carga. E, às vezes, simplesmente canso disso. Canso das máscaras, das pessoas...
É como se minha energia fosse sugada, deixando um vazio no peito, um cansaço que vai além do corpo, atinge a alma. E é aí que desejo um momento de paz, um instante onde posso respirar fundo e sentir que sou o suficiente, mesmo todo resto gritando incessantemente que não sou. Tapar meus ouvidos...
Não é que eu não goste das pessoas, é só que, às vezes, só às vezes, preciso me recolher, me reconectar comigo. Às vezes, é preciso deixar o barulho lá fora e apenas ouvir o silêncio dentro de mim.
Então, sim, às vezes estou cansada. Mas não é um cansaço de querer fugir do mundo, é apenas um alerta de que...
Apenas um alerta...
Às vezes, a dor da perda chega antes mesmo do adeus final. Eu lutei, tentei segurar, mas chegou a hora de soltar. Não foi por falta de amor, foi porque entendi que continuar seria me perder junto.
Dizem que, depois que alguém se vai, só lembramos das coisas boas. Talvez seja verdade, porque ninguém é só sombra, sempre há um pouco de luz em cada um de nós. Ele teve os seus momentos também, mesmo que não tenha enxergado o quanto o amávamos e desejávamos o seu bem.
Por amor, me afastei. Nem sempre estar perto é o melhor que podemos fazer. E eu sabia que, se ficasse, poderia causar mais dor do que cura. Foi difícil, mas necessário.
Eu orei para que Deus mostrasse o caminho, mas sei que cada um de nós escolhe a sua própria estrada. Ainda assim, acredito que, em algum lugar, em outra vida, vamos nos reencontrar, mais sábios, mais em paz. E quando isso acontecer, vamos olhar para trás e ver que, apesar de tudo, viver valeu a pena.
Somos um universo infinito de sentimentos e anseios, algumas vezes enclausurados dentro do próprio corpo
Às vezes viajo no tempo,
Às vezes é o tempo que viaja em mim.
Às vezes eu paro no tempo,
Às vezes o tempo também para para mim.
Às vezes dou tempo ao tempo,
Às vezes o tempo se esquece de mim.
Às vezes envelheço no tempo,
E o tempo sempre, sempre envelhecendo dentro de mim.
Poema de minha autoria:
LSS.
Um verdadeiro amigo às vezes não está a todo momento com você por ter sua vida e seus afazeres, mas, quando está presente, encoraja e expressa ótimas palavras.
Tudo que acontece algumas vezes na sua vida, só vai acontecer de novo se você seguir caminhos parecidos, caso contrario vai ser um grande mistério.
A efígie exterior, por vezes magnificamente ornada, erige-se como simulacro do ser, disfarçando a penúria ontológica de um núcleo desprovido de areté genuína. Sobre essa superfície lustrada pelo artifício, a insegurança — sombra ontológica de inquietude existencial — projeta-se, obnubilando a essência luminosa do ente. Assim, a autêntica dignidade do caráter e a substância dos valores são relegadas ao limbo do esquecimento, eclipsadas pela miopia de um olhar que, cativo das aparências, abdica de perscrutar as profundezas onde reside o sentido veraz do humano.
"Há tanta coisa torta parecendo direita, que tantas vezes precisamos inverter o ângulo e o foco para saber onde realmente está a verdade. Hoje em dia não se pode acreditar nos olhos e as provas podem ser fabricadas e fraudolentas. Nunca a verdade foi tão apedrejada como agora - Nem São Tomé iria acreditar"
"Trata-se fundamentalmente de tudo o que envolve a minha dualidade - ás vezes acredito, outras desacredito.Umas vezes penso tratar-se de contos de cordel outras como coisa profunda e espiritual. De repente vem-me em mente que sou como um conviva num banquete, mas cheio de fastio. Olho e remexo, provo mas não mastigo e nada me satisfáz ... ando á procura de outras iguarias ...ainda que tenham menos tempêro mas que saibam mais ao que é "
"Por que tudo o que existe parece mas não é. Ás vezes é e não parece ...Quem tiver os olhos desfocados jamais saberá diferenciar as periferias "
"Ás vezes não são os outros, somos nós. Ás vezes não somos nós, são os outros. Mas seja como for ...ás vezes a gente precisa de um grande ponto final, ou reescrever o capitulo todo e mandar as virgulas pro caraças "
"Muitas vezes a vida trata-nos como se fossemos cabras : amarra-nos uma corda ao pescoço e põem-nos a pastar, á volta de um poste "
