Às Vezes
As vezes acho que nasci para ficar só, sou visto como uma ajuda, e Não alguém para compartilhar, tento não me importar mas é inevitável não sentir essa dor, acredito que seja o fim....
Às vezes penso que eu sou apenas um pedaço de carne, vivendo entre os canibais, no meio de uma selva, prontos para me mastigarem e lamberem até meus ossos.
Entre o que passou e o que virá, existe uma ponte que às vezes nem damos importância, chamada: VIDA.
A saudade é como uma ferida recente, que sangra e arde, e muitas vezes, até quase sem querer tocamos e arrancamos a casquinha.
Quando crianças o silêncio pode ser aterrorizante mas,
Quando adultos as vezes é bom poder curtir um bom silêncio
As vezes acho que só precisava entrar no carro e andar até não poder mais pro mais longe que puder.
Muitas vezes deitado perto da hora de dormir, procuro no youtube um louvor, uma adoração que possa sentir mais de Deus, um louvor que traga contigo uma Unção de Deus, uma essência da eternidade, geralmente não os encontro em louvores aqui do Brasil, preciso procurá-los em louvores Cristãos internacionais.
Há uma carência de Unção no Brasil, louvores onde Deus trás em si uma profundidade, falta Unção para nossos ministros, falta o cada membro do Ministério de louvor carregar em si a essência de Deus.
Muitas vezes, o que compreendemos como sendo a realidade é uma ilusão que a gente cria para fugir dela. Essa é a realidade.
Naveguei demais...
Sei de uma pessoa
E essa pessoa sou eu,
Que em mares de lágrimas, vezes demais se perdeu.
Foram demais os desembarcadouros e cais
Onde pouco me dei e amei
E nos quais
Morri vezes demais!
E antes que morra de vez
A matar a sede em água salgada,
Queria um mar de rosas, não de estupidez!
Eu sou o mar, marujo de vocação e sem medos tais,
Que embarquei em começos e finais
Demais...
Cheirei maresias, mágoas e horas incertas,
Estive sempre aos meios-dias em praias opostas e múltiplas costas,
Sempre vazias...
Vacilei demais, remei demais, subtraí-me.
Fui, da minha conta, de menos e demais.
Naveguei muito além dela...
Perdoei tempestades e temporais,
Ignorei faróis, piratas, intuições e punhais,
Sempre demais...
Naveguei mares, rios, riachos e até lagunas.
Algumas foram lições, outras alunas
Demais...
Porque o mar não têm terra, só imensidão e gaivotas no ar,
Porque o rio lá vai como a lua, devagar
E o mar...
O mar é revolto, tem um cabo bojador e frio
E margens do rio
São fáceis de ancorar...
Acreditei
Que não havia peso no verbo acreditar
E que podia haver terra no mar!
Deve ser esta a minha sina,
Carregar coisas pesadas e lamber águas salgadas...
Tantas gotas no oceano e nenhuma é doce!
Ó mar salgado, porque não vieste adoçado?
Só que água doce
Não é o mar que a traz...
Em que luares voam passarinhos?
Em que rios estão ninhos a crescer?
Em qual das luas acreditar?
Na do céu ou na do mar?
Por isso te peço amor:
Não me vás além mar, equivocada, tentar encontrar!
E se mesmo assim, teimosa, me achares,
Devolve-me...
Porque me havia de calhar
Tão grande mar pra navegar?
E salgado ainda por cima...
Bem haja!
Por cantares
Sempre que pedi...
Por me ressuscitares
As vezes que morri...
És anjo e sol,
És guia e farol
Porque lá do céu
Não és juiz,
Nem eu sou réu
Do que faço ou fiz.
Apenas ergues o véu
E falas-me...
E eu oiço
O que o sol me diz!
E em quaisquer mares
Daqui ou d'além,
Se chorares,
Chorarei também!
