Às Vezes
Se a passagem humana não deixar um perfume entre as rosas perdidas do deserto, voltarás tantas vezes forem necessárias até poderes semear no vento a vossa eternidade...
Às vezes fico refletindo no silêncio das madrugadas e na mais absoluta insignificância da minha existência, quando a minha cabeça se torna uma mar de pensamentos turbulentos...
Mas nesse loops infinitos que tornam diálogos intermináveis internos de minha alma, consciência e mente, me pego pensando em situações, eventos, momentos, lugares, pessoas, palavras e nessa imensidão de memórias e lembranças quando me dou conta já se foram horas, espiando a minha vida inteira através das minhas vivencias.
Por fim acabo imersa na nostalgia das boas memórias, saudosismo das saudades das lembranças, e com aperto no peito das tristes recordações que marcaram a vida. Pois não importa o tempo que se passe não consigo esquece das pessoas que um dia eu amei, que me amaram por fundo em algum momento aquele sentimento foi real! Pelo menos de minha parte foi intenso, avassalado, sincero, puro, genuinamente real! Se um dia você teve o meu coração saiba que você foi o meu mundo e saiba que foi o motivo por atrás dos meus suspiros, sorrisos e olhares apaixonados que brilhava ao encontra os seus olhos.
No entanto eu acredito fielmente que "aos para sempre" são eternos enquanto duram, as pessoas tendem acham que só porque algo foi curto e intenso, não foi real e sincero quando na verdade o que torna algo em real, é os sentimentos, as memórias, lembranças, os impactos que nos deixamos nas vidas das pessoas que passamos, embora as marcas possam ser positivas na sua grande maiorias acho que até as negativas nos ensinam algo sobre a vida e sobre o amor!
E dito isto gostaria de deixa uma marca pessoal sobre minha opinião: A vida são feitas de momentos por suas vez alguns bons e memoráveis, já outros negativos que muitas vezes nós gostaríamos de esquecer. Mas mesmo diante desses momentos de adversidades, ainda podemos tirar boas lições da vida em si, ela muito curta para nos vivermos carregando ressentimentos, rancores, ou seja vivam a vida em sua plenitude e sua suprema leve. Por fim os deixo com uma citação de:
"Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições, mas tendes bom ânimo: Eu venci o mundo."
João 16:33
Todas às vezes que estiver diante de um dilema, e a razão e a emoção refletirem, ainda que transitoriamente, uma constante indissociável, o melhor a fazer é calar até a quietação dos ânimos.
Às vezes, quando penso em minha depressão, eu a visualizo como uma mancha nebulosa.
Uma macha escura, úmida e que tem voz doce como uma mãe calorosa.
Ela cresce.
Se alimenta de mim.
Me corrompe.
Me mata.
Será que um dia irá me devorar por completo?
Faça as honras…
As vezes é necessário escalar a montanha da sua vida para chegar ao cume e regojizar na presença de Deus.
SIMPLESMENTE COMPLEXO
Não raras vezes, busca-se a solução de coisas simples alegando complexidade.
Onde está a complexidade afinal?
O homem, bem como seus inevitáveis relacionamentos – afinal seres gregários - adquire complexidade com o passar do tempo...
Quando crianças: sentem, falam, brigam e choram abertamente e, dificilmente, se ressentem.
Acredita-se que complexidade é um somatório de coisas simples que vão se acumulando.
Acumulando, por deixar de fazer ou fazer outras tantas...
Quando se deixa de fazer coisas ruins é sinal positivo. Quando se faz coisas boas a mão de direção é a mesma.
Entretanto, quando se deixa de lado a simplicidade e passa-se para uma complexidade com mão de direção contrária, comissiva ou omissivamente, aliás, um caminho natural na atual “modernidade”, envolve-se num emaranhado de situações que tornam pessoas produtos de um meio que nem sempre é o ideal.
Forjado mais pela matéria e menos pela alma.
As relações de família, de amor, de alegria, de tristeza, são “estados de espírito” que devem ultrapassar os chamados 5 (cinco) sentidos.
Devem ser “simplesmente” sentidas. Muito melhor que discutidas... Quem ama: sente...
A chamada “intuição”, já cantada pelo poeta Osvaldo Montenegro, é algo que supera os limites dos vulgares sentidos...
Aquela que grita, vê, ouve, é oxigenada pelo silêncio e degustada pela alma.
“Metade de mim é o que eu grito e a outra metade é o silêncio” (“Metade” – Osvaldo Montenegro).
A complexidade, criada por nós mesmos, é tão dissimulada que implica em buscar culpas quando os sons, paisagens e os ventos não são aprazíveis a todos.
Dentre essas culpas, temos “n” motivos para as dificuldades de trabalho, de família, de relacionamento, de tudo...
De comum, é que quase nunca conseguimos, socraticamente, voltarmos para nós mesmos e assumirmos algumas responsabilidades.
Abaixem-se ou aumentem-se os volumes, busquem-se novas paisagens, sintam-se o prazer da brisa e descubram-se belezas, até mesmo, das tempestades...
Os ritmos são vários: samba, pagode, mpb, funk, hip-hop, eletrônica, rock etc. Sem hipocrisia, busque-se algum sentido em todos, com raras exceções que aqui se permitem ao autor destas palavras, com relação aos ritmos que provém menos do homem e mais da máquina...
Ainda assim, respeite-se quem os “curte”...
Esse é o tempero da vida!
“Eu vou no ritmo da vida, eu vou no ritmo que a vida me levar”... (“No Ritmo da Vida” - Wander Wildner).
Isso mesmo, “ritmo”, do grego “Rhytmos”, que designa aquilo que flui, que se move...
Viva o camarão, viva o bife de fígado... Viva o respeito aos mais diversos gostos... É na diversidade e no respeito a ela que se pode crescer...
Sem disfarces: fluam-se as alegrias e também as tristezas... Busque-se mais aquelas, sem deixar de tentar compreender estas... Que graça teria se tivéssemos sempre o mesmo ritmo...
Embora não seja muito adepto das ciências frias, sempre é bom aferir em que mão de direção se está seguindo... Quais são nossos saldos?
Que “patrimônio”, verdadeiramente, temos? Dinheiro, carros, viagens, imóveis?
Tudo isso é salutar, nunca esquecendo que a segurança econômica está longe de ser a segurança de felicidade. O que, repita-se, não quer dizer que sejam “seguranças” contraditórias.
A solidariedade seria uma boa resposta, fazer mais ao outro do que se faz a si próprio... Pensamento interessante, mas, também, necessariamente, complexo! Fazer aos filhos, fazer à família, fazer ao trabalho, fazer...
Todos os “fazeres” são assertivas positivas, se é que se possa imaginar o contrário...
Porém, mantenha-se, constantemente, buscando racionalizar um pouco dessa complexidade e volte-se para os segredos da simplicidade. Nem que isso signifique a “árdua” tarefa de voltar-se a si mesmo e, não raramente, assumir uma vulgar pecha de egoísta.
Pode-se deslocar, rapidamente, para qualquer lugar do mundo sem que se vislumbre as suas belezas, caso se esteja, como diz a moda, com a visão monocromática sob “mesmo tom de cinza”!
Assim como culpamos, também seremos, constantemente, culpados...
Que isso não sirva de motivos para mitigar qualidades ou supervalorizar os defeitos – de quem quer que seja - mas que sirva de uma sincera reflexão...
Voltando às ciências frias, com seus resultados exatos, poder-se-ia ponderar que, em vários itens, as operações resultem no vermelho, mas, nunca, nunquinha, deixar dúvidas ou saldo negativo sobre a sinceridade de propósitos, especialmente, na busca de aperfeiçoamento humanístico.
Para isso, todavia, não, necessariamente, tenha-se que trilhar num sentido indicado por alguém, nem mesmo por aqueles que mais amamos.
As sentenças já devem estar prontas! Especialmente, as condenatórias, às quais, se acaba, paradoxal e indissociavelmente, como cúmplices, vez que somos sujeitos ativos e passivos de nossas próprias condenações.
Para encerramento, vai-se parafraseando, triplamente, o mestre Osvaldo Montenegro: “Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos, de rostos serenos, de palavras soltas eu quero a rua toda parecendo louca, com gente gritando e se abraçando ao sol (“Sem Mandamentos”), “sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não... sem o verso estilizado, o verso emocionado, bate o pé no chão...” (“Intuição”); “e que a minha loucura seja perdoada, porque metade de mim é amor, e a outra metade também” (“Metade”)!!!
PESOS E MEDIDAS
Por vezes a gente não olha
Todo dia é dia de escolha
Que não germina dentro da bolha
Quebrar o casco, dar-lhe uma trolha
Cuidar a semente que se molha
Sorver um vinho sacar a rolha
Viver mais leve como uma folha.
