As Coisas Nao Acontecem por Acaso
Enquanto eu sonhava!
Se for um sonho,
deixem-me sonhar.
Não me acordem,
não me despertem.
Deixem-me acreditar
que, enfim,
encontrei o paraíso
onde minha alma aprendeu a descansar.
Há um lugar
onde o tempo esqueceu de passar,
onde o silêncio tem cheiro de mar
e a paz não faz perguntas,
apenas convida a ficar.
Nesse horizonte,
cabelos da cor do sol
tocam a luz sem pedir licença,
como se o próprio amanhecer
tivesse encontrado um rosto
para nascer.
E há um sorriso...
tão discreto
que o mundo quase não percebe,
mas quem aprende a olhar
o guarda para sempre.
Sonhei com o paraíso.
E havia alguém.
Não sei se era destino,
miragem,
lembrança de um futuro
ou um desejo
que se cansou de viver apenas em silêncio.
Só sei
que desde esse sonho
a realidade parece pequena demais
para conter o que senti.
Tenho medo de despertar.
Medo de abrir os olhos
e perder o caminho
que me leva até você.
Medo de que a manhã,
tão certa de si,
leve embora
aquilo que a noite
me confiou em segredo.
Então,
por favor,
não me despertem.
Há sonhos
que não imploram para se tornar realidade.
Basta que existam,
porque existem presenças
que o coração reconhece
antes mesmo de lhes dar um nome.
E, se for preciso viver entre o sono e o amanhecer,
que seja.
Pois, ainda que o mundo me acorde,
uma parte de mim
continuará sonhando...
na esperança silenciosa
de voltar ao lugar
onde o mar aprende o seu nome,
o sol encontra os seus cabelos
e minha alma,
pela primeira vez,
descansa.
Sabor Maresia
Decorei o perfume do teu corpo sem querer,
e desde então não soube mais te esquecer.
Procurei em flores, na chuva, no mar,
mas teu aroma não se deixa imitar.
Tens cheiro de vento beijando o litoral,
doce e salgado, divino, ancestral.
Brisa serena, desejo contido,
mistério guardado, segredo escondido.
Sabor Maresia... assim te nomeei,
pois nome melhor eu nunca encontrei.
Não é perfume, essência ou flor;
é pele que veste o próprio amor.
Será que existe em algum lugar
um frasco capaz de te engarrafar?
Ou foi o mar, com ciúme de ti,
que fez teu perfume nascer só ali?
Se fecha os olhos, ainda posso sentir
essa lembrança insistindo em florir.
E toda fragrância que o mundo me traz
perde-se inteira... jamais te refaz.
Porque teu cheiro não mora no ar,
nem em jardins, nem em qualquer mar.
Mora na ausência que insiste em ficar,
e em cada saudade que vem me visitar.
Se um dia perguntarem o que nunca esqueci,
não direi teu nome, nem falarei de ti.
Direi apenas, com um sorriso fugaz:
"Conheci uma vez...
alguém que tinha sabor de maresia."
Onde o Sonho Não Tem Medo
As entrelinhas jamais mentiram,
foram os silêncios que primeiro falaram.
O suspense vestiu-se de luar,
mas os fatos, discretos, vieram revelar.
Nunca fui feita para esperar,
há verdades que recusam se calar.
Pois viver de mistério é sobreviver,
quando a alma só deseja acontecer.
A realidade ergue muros ao redor,
faz do perto um caminho bem menor.
Afasta os passos, aprisiona a emoção,
e ensina saudade ao próprio coração.
Por isso escolho o país do sonhar,
onde ninguém pode me proibir de ficar.
Ali, teu nome é abrigo e clarão,
escrito em segredo na palma da mão.
Se minhas palavras tocaram tua dor,
não nasceram da falta de amor.
Nasceram do peso de um querer calado,
que aprendeu a existir do lado errado.
Então me escuta, sem medo de ver:
é no sonho que ainda encontro você.
Lá o impossível esquece o próprio nome,
e o tempo, por um instante, não nos consome.
Não peças ao destino outra direção,
nem desafies os ventos da razão.
A vida, aos poucos, tem me ensinado
que até o caos pode andar compassado.
Hoje abraço o fogo sem me consumir,
aprendo a sentir antes de partir.
Minha intensidade já não quer vencer;
ela apenas deseja florescer.
Porque descobri, no silêncio do mar,
que a força não está em deixar de amar.
Está em guardar, como um segredo profundo,
o sonho mais bonito que não cabe no mundo.
As Lágrimas que Não Caem
Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.
Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.
Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.
Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.
Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.
Quis chorar...
Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.
E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.
Então sigo...
Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,
que existem lágrimas que nunca tocam o chão.
Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.
Porque nem todo choro molha o rosto.
Há lágrimas que escolhem o silêncio.
E são justamente essas...
as que mais doem.
O Traço que o Mundo Não Leu
Quando por tua alma ousei caminhar,
sem pressa, sem medo de me perder,
vi cada detalhe em silêncio cantar,
como estrelas que aprendem a amanhecer.
Entre teus contornos, tão belos, enfim,
havia um traço que escondias de mim;
julgavas defeito, motivo de dor,
quando era o mais raro sinal de esplendor.
Foi nele que o tempo escreveu poesia,
com tinta de luz e perfume de mar;
o mundo chamava de melancolia,
mas eu o chamava de lar.
Mentiram-te tanto, fizeram crer
que eras menos por seres assim;
mas quem nunca soube o que é realmente ver
jamais compreenderia teu jardim.
A beleza não mora na forma perfeita,
nem vive acorrentada à ilusão;
ela nasce na marca discreta,
que revela o idioma do coração.
Por isso, não escondas o que és,
nem deixes teu brilho partir;
pois o traço que baixava teu olhar
foi o primeiro a me fazer sorrir.
Se Deus desenhou teu rosto em segredo,
foi para que ninguém pudesse copiar;
e aquilo que chamavas de medo
era o mais belo motivo para te amar.
Porque a perfeição é fria, passageira;
já o encanto verdadeiro não tem fim.
E foi nesse pequeno traço, à tua maneira,
que a eternidade sorriu para mim.
Sem Precisar Ser Menos
Às vezes, a maior cura vem de alguém
que simplesmente não exige que você seja menos.
Menos intensa, menos sonhadora,
menos você.
Alguém que não tenta mudar aquilo que você é,
que não julga a sua maneira de ser feliz,
que não critica a criança que ainda mora em você,
mas aprende a brincar com ela também.
Alguém que te faz sentir protegida,
mesmo quando é você quem sempre quis proteger.
Que olha para as suas partes mais frágeis
e, em vez de querer consertá-las,
escolhe ficar.
Que queira conhecer tudo sobre você:
seus medos, suas manias, seus silêncios,
as pequenas coisas que fazem seus olhos brilharem
e até aquelas que você quase nunca conta.
Alguém que te olhe e pense, em silêncio:
“Caramba… que sorte a minha
ter essa pessoa na minha vida.”
Que queira estar perto,
mas nunca perto demais.
Que saiba permanecer
sem sufocar,
cuidar sem prender,
amar sem exigir.
Porque talvez a maior forma de cura
seja encontrar alguém
diante de quem você não precise diminuir a própria luz
para que ela se sinta confortável.
Alguém que simplesmente diga, com a presença:
“Eu gosto de você assim.
Inteira.
Intensa.
Livre.
E não quero que você seja menos
só para caber na minha vida.”
E que, nos dias em que você não souber ser forte,
não te cobre coragem.
Que saiba sentar ao seu lado no silêncio,
sem pressa de encontrar respostas.
Que não tente transformar suas lágrimas em fraqueza,
nem seus medos em defeitos.
Alguém que entenda que cuidar
também é permanecer quando não há nada para consertar.
Que não precise de uma versão perfeita de você,
apenas da sua versão verdadeira.
Porque talvez seja isso que torna alguém especial:
não a capacidade de salvar você,
mas a delicadeza de fazer você perceber
que nunca precisou ser salva de quem é.
Porque algumas pessoas não chegam para mudar nossa vida; chegam para nos lembrar que não precisamos mudar quem somos para sermos amados.
Cartografia do Teu Universo
Há qualquer coisa no teu olhar
que eu ainda não sei nomear,
como se o céu, distraído,
tivesse escolhido em ti morar.
Teus olhos guardam constelações
que não aparecem em nenhum mapa,
e eu, sem perceber,
me perco onde a tua luz escapa.
Há um silêncio na tua voz
que diz mais do que qualquer palavra,
um jeito de sorrir de canto
que desarma aquilo que eu guardava.
E o teu cheiro...
não sei se é perfume ou lembrança,
mas fica no ar depois que partes,
como uma promessa que não cansa.
Talvez seja isso que me encanta:
não saber exatamente o que acontece,
só sentir que, quando você chega,
alguma coisa em mim floresce.
Teu toque não precisa permanecer
para deixar seu caminho em mim;
há gestos que duram segundos
e, ainda assim, parecem não ter fim.
Se o universo tem seus mistérios,
talvez você seja um deles.
Porque quanto mais tento te entender,
mais bonito fica não saber.
E se algum dia me perguntarem
onde encontrei o meu lugar,
não direi teu nome.
Apenas apontarei para o céu
e deixarei o silêncio explicar.
Cor de Marte
Há uma cor que não existe
nas paletas que conheço,
um vermelho antigo, quase secreto,
que parece guardar o avesso
de tudo aquilo que não confesso.
É a cor de Marte,
distante, silenciosa,
que atravessa milhões de quilômetros
sem jamais pedir passagem,
como uma lembrança teimosa
perdida na imensidão da paisagem.
Não é vermelho de rosas,
nem de fogo, nem de paixão.
É vermelho de poeira,
de tempo, de solidão,
de um planeta que aprendeu
a carregar cicatrizes
sem perder a própria direção.
Talvez por isso eu goste tanto dela.
Porque há beleza
naquilo que o tempo transforma,
naquilo que um dia foi diferente
e hoje carrega outra forma.
Marte não precisa ser azul
para ser bonito.
Não precisa de oceanos
para esconder seus abismos.
Basta existir,
vermelho e distante,
guardando em seu silêncio
mil histórias que ninguém ouviu.
E talvez seja essa
a verdadeira cor de Marte:
a cor de tudo aquilo
que sobreviveu ao tempo
e, mesmo depois de perder tanto,
ainda consegue iluminar o céu.
Uma cor que não pede para ser entendida.
Só para ser contemplada.
ENTRE O FOGO E A TEMPESTADE
Se fosse simples, bastaria dizer:
“é paixão, é querer, é não saber esquecer.”
Mas há sentimentos que a língua não alcança,
e o silêncio, às vezes, revela mais que a esperança.
Você é a tempestade que chega sem avisar,
o céu que escurece só para depois clarear.
É o fogo que chama, mesmo sabendo que arde,
aquela vontade que cresce quando a razão já é tarde.
Você mora no intervalo de um pensamento,
entre o que se cala e o que vira sentimento.
É onde a razão lentamente perde o seu lugar,
e o desejo, em segredo, começa a despertar.
É o coração esquecendo o próprio compasso,
a respiração procurando um pouco mais de espaço.
É aquela presença que, mesmo distante,
faz qualquer silêncio parecer inquietante.
Talvez seja loucura. Talvez seja acaso.
Talvez seja apenas o destino ensaiando o primeiro passo.
Mas existem loucuras que não pedem cura,
porque certas vontades têm sua própria ternura.
E se alguém perguntasse o nome disso tudo,
talvez a resposta se escondesse no absurdo:
não é apenas querer, nem simples paixão…
é quando alguém encontra morada dentro de uma inquietação.
O Que o Mar não Conta!
Talvez seja o mar que me faça lembrar,
talvez seja você que me ensine a sonhar.
Talvez seja a onda, talvez seja o luar,
ou talvez seja o meu peito querendo te encontrar.
Eu digo que é maresia,
que é o vento brincando em meu rosto,
mas quando penso em você,
há um incêndio escondido no meu gosto.
Finjo que é só poesia,
uma metáfora qualquer,
mas há oceanos inteiros
quando penso em você.
E o mar vai e volta,
como quem quer confessar
que certas vontades não sabem
nem nascer, nem terminar.
Há qualquer coisa nas ondas
que se parece com nós duas:
uma distância que provoca,
uma vontade que não recua.
E eu sigo fingindo
que é apenas admiração,
quando, na verdade, teu nome
já encontrou morada no meu coração.
Se alguém perguntar
por que eu olho tanto para o mar,
eu digo que gosto das ondas,
do silêncio, do azul, do luar.
Mas talvez o oceano saiba
aquilo que eu não digo a ninguém:
que quanto mais tento esconder,
mais fundo você vem.
Você é a maré que me alcança
sem sequer precisar chegar,
é o sal que fica nos lábios
depois que a onda vai embora do mar.
E talvez seja isso que assusta:
eu não precisei escolher.
Foi como o mar encontra a areia —
quando percebi, já era você.
Então deixo o oceano falar
o que minha boca não ousou:
se existe um segredo nessas águas,
é que meu coração se apaixonou.
Mas não conte a ninguém...
deixe o mar guardar também.
Porque se alguém perguntar,
eu vou dizer que é só poesia.
E se você entender...
bem, talvez seja só coincidência.
Ou talvez você descubra
que cada onda escrevia
o que eu não tive coragem de dizer.
Oceano - Djavan 🎶
Fome de Teu Mistério!
Não sei que nome dar
ao que acontece quando você chega,
se é vontade de ficar
ou uma fome que o peito carrega.
Porque eu não quero somente te olhar,
quero entender o que existe em você;
cada silêncio, cada jeito de falar,
cada pedaço que ninguém consegue ver.
Quero saber teus medos escondidos,
as histórias que ninguém ouviu,
os sonhos que moram adormecidos
no lugar onde teu coração se abriu.
Quero o teu riso sem pressa,
teu silêncio quando a palavra faltar,
essa parte de você que ninguém confessa,
mas que eu tenho vontade de desvendar.
Talvez seja por isso que eu te queira:
não pela beleza que os olhos podem ver,
mas pela parte mais verdadeira
que ainda existe atrás de você.
Há em mim uma fome delicada,
que não pede para possuir;
quer apenas chegar mais perto,
até aprender teu jeito de existir.
Quero te descobrir devagar,
como quem lê o mar sem conhecer a maré,
sem arrancar segredo algum do lugar,
apenas entendendo quem você é.
E talvez seja esse o meu perigo:
quanto mais descubro, mais quero saber.
Quanto mais perto eu chego de você,
mais distante parece estar o fim.
Porque você não é algo que se explica,
é algo que se sente antes de entender;
uma vontade que não se justifica,
uma fome bonita de conhecer.
E se um dia eu disser que te devoro,
não pense que quero te prender:
é que existe tanto de você que eu adoro
que meu coração quer aprender a te ler.
Inteira.
Sem pressa.
Sem tradução.
Até que o teu mistério
encontre morada
dentro da minha imaginação.
Talvez o vinho não aqueça nada.
Talvez ele apenas revele
o que já estava quente por dentro.
E você fica especialmente bonita nessa cor —
como se tivesse sido escolhida
para carregar todos os tons que eu não sei dizer.
Minha camisa da SZA em você,
o preto quebrando o vinho,
e minha imaginação completando aquilo
que meus olhos nem sequer tiveram permissão para conhecer.
Mas existe algo ainda mais curioso…
São os teus olhos.
Castanhos, eu sei.
E, ainda assim, quando me veem, parecem mudar de cor.
Aquele brilho que antes parecia apenas razoável
se transforma em alguma coisa quase impossível de explicar.
Como uma esmeralda cintilante
quando encontra a luz certa.
E talvez eu esteja enganada…
talvez seja só a minha maneira de enxergar você.
Mas gosto da possibilidade
de que, quando seus olhos encontram os meus,
alguma coisa também mude aí dentro.
E existe a tua boca…
Não preciso dizer muito sobre ela.
Talvez seja justamente o silêncio que diga mais.
Só consigo imaginar aquele instante tranquilo,
quando o espaço entre nós diminuiria devagar,
como se até o tempo soubesse
que certas coisas não precisam de pressa.
Um beijo calmo,
daqueles que não pedem explicação,
apenas deixam uma pergunta no ar:
“E se a gente tivesse deixado acontecer?”
Curioso…
Será que você sente alguma coisa parecida
quando percebe que existe alguém
pensando demais em uma simples imagem sua?
Ou será que certas ideias
só ficam perigosas
quando existe a possibilidade
de serem compartilhadas?
Porque talvez o verdadeiro mistério
não seja aquilo que eu imagino sobre você.
Talvez seja descobrir
o que você imagina quando pensa em mim.
E é justamente nessa diferença
que mora a minha curiosidade:
entre aquilo que eu digo,
aquilo que você entende
e aquilo que nenhuma de nós
tem coragem de dizer.
Eu não esqueço, porque esquecer seria fugir da minha própria história; então, eu fico.
Fico ao lado da dor, do sofrimento, das derrotas e dos adeus. Fico até conseguir olhar para tudo o que vivi e aprender a me tratar com mais cuidado.
A empresa não é a tua carteira;
A gestão começa por saber exatamente quanto é teu e quanto pertence à empresa.
Você não precisa encerrar tudo com explicações perfeitas. Não precisa de uma última conversa, de um último sinal ou de mais uma tentativa.
Entenda que os vínculos mais fortes não são construídos nos dias fáceis;
Por isso, nunca se esqueça de quem segurou a sua mão quando você já não tinha forças para continuar.
Assuma a culpa e desapareça. Seja o vilão e saia da história.
Lembre-se: não adianta implorar para que as pessoas entendam o quanto as atitudes delas machucam você ou o impacto que tiveram na sua vida.
Não adianta tentar se explicar para alguém que acredita que o problema está na sua reação, e não nas próprias atitudes.
Então pare de buscar explicações, reconhecimento ou um encerramento vindo de pessoas que sequer são capazes de assumir a responsabilidade pelo que fazem.
A bíblia são livros contendo 428 MENTIRAS 463 CONTRADIÇÕES, e não de estudo porque o CONHECIMENTO se resume em VERDADE e não MENTIRAS.
Encontrar firmeza naquilo que não muda — a fé e a presença divina — permite atravessar as fases difíceis com a certeza de que elas também vão passar, sem perder a base DEUS
Não confunda paciência com submissão.
Paciência não é permanecer onde você desaparece. Não é aceitar o desrespeito em nome da esperança, nem chamar de maturidade o hábito de engolir o que machuca.
A paciência continua de mãos dadas com a dignidade. Ela sabe esperar sem se abandonar. Sabe que algumas coisas amadurecem devagar, mas também reconhece quando o tempo deixou de cultivar e começou apenas a adiar o inevitável.
A submissão é mais silenciosa. Ela costuma vestir a roupa da compreensão enquanto vai apagando a própria voz. Um dia você percebe que não está mais esperando o outro mudar. Está esperando voltar a existir dentro da própria vida.
Existe uma diferença enorme entre dar tempo a alguém e entregar o próprio tempo a uma ferida que já decidiu não cicatrizar.
A primeira é um gesto de amor. A segunda costuma ser o jeito mais lento de desaparecer.
