As Atitudes Destino
"Quando me desencontrei,
sentia o que não compreendia,
mas era como água,
pra quem tem sede,
liberdade,
pra curió voar,
um desejo,
assim meio perdido,
buscando abrigo,
onde parar."
A Igreja de Jesus não é surpreendida pelas circunstâncias, tomamos decisões (plantio) e as decisões que tomamos movem nosso destino pessoal e de toda comunidade (colheita), pois em Cristo somos sementeiras e não apenas sementes.
Quando a vaidade cega a visão é comum se encontrar em situações onde se imagina em condição de grande riqueza, fama ou influência, imaginando serem essas condições melhores, porém o melhor lugar para se estar é aquele permitido por Deus.
BENEFÍCIO
Resta-me compactuar com o mando do fado
Aceitar o que fadou pra mim, e então, assim,
Pouco a pouco outra sensação, cá no cerrado
Pois, a história de retornar, a dor é de festim
E, quantas venturas, emoções, num perdido
Da Cidade Maravilhosa silêncios tristonhos
Aperta e chora o peito, de um tempo partido
Pois, em cada saudade há pedaços de sonhos
E o meu poetar vagueia no revés eleito, feito
Vai despregando cada um dos secos espinhos
Deixando o sentimento planeado de bom jeito
Eu rogo a Deus que me permita mais existir
Fui mais, e muito mais tenho nos caminhos
Se passou, passou. Na gratidão quero sorrir...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27/09/2021, 09’55’ – Araguari, MG
#ESTRELA #SOLITÁRIA
Estrela perdida no fim da noite...
Brilho furtivo tal qual ladrão...
A sorte final lhe abandonara...
Enquanto lhe beija a solidão...
Tudo ilusório...
Ao som das músicas e cânticos...
Não se deixa burlar nesse sonho...
Noite sem lua...Vida sem amor...
Nem respiração de anjos...
Em labirinto de olhares se perde...
O que sobra de sua imagem...
Na taça que se esvazia à sua frente...
Antes da aurora novamente...
Nessa terra que nos rouba cada pedaço...
De nosso tempo e espaço...
Segue adiante seu destino...
Sonhando pela eternidade...
A ilusão de um encontro...
Seu lugar...
Não é entre os mortos...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria
ROTA
Há tanto desejo, há tanta poesia lá fora
E de que serve, ah paixão, tanta riqueza
Se aqui ao meu lado não te possuo agora
E na solidão: distância, aflição e rudeza
Na lembrança a dura saudade do carinho
De grudar-me nos teus beijos molhados
Atar-me ao teu cheiro suave e mansinho
E juntos, em um só suspiro, enamorados
Os dias vão, e vai cada segundo embora
No alvoroço palpitam as emoções vazias
Tudo se arrasta, e a aurora tanto demora
Mas, de que presta essa sensação remota
A incitar o doce afeto com cruéis utopias
Quando o nosso amor está em outra rota
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
27/09/2021, 19’27’ – Araguari, MG
Sou apenas a solidão...
Sou tão breve quando a vida que continua e termina por apenas por existir...
No brando sentido da alma perdida por ser uma tímida folha seca...
No profundo horizonte a poeira invade o espírito forasteiro...
Tão breve possível que debate na sua morte todavia perfeita paixão...
Sendo essa fúria a força do destino dando desculpa por ainda estar entre nós...
RECÔNDITO
Falei tanto de solidão, de devaneio
De sonhos, galanteios e desgraça
Em tudo fugaz, que vem e passa
No piscar de olhos, com que veio
Tal desventura e ventura e graça
Choro e riso, a liberdade e o freio
Tão pouca a sorte tive no sorteio
Tudo agridoce tal fogo e fumaça
O autêntico senso, é de mansinho
Penetra na alma, no amor orgulho
Tem olhar manso e melhor carinho
Se vem e devassa, é um engulho
Silencia, no doce poetar, definho
Suspiro, perfurando sem barulho
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
2018, 06 de outubro - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
“ Ás vezes,
o inesperado
bate à sua porta.
Mas
quando você pergunta
quem é,
ele responde:
Destino...
O tempo
O broto puro da terra sai
Enquanto a folha madura
De velha e triste se vai
No louvor de sua altura
O tronco se entrega à escuridão
Deixando felicidade alguma
O lento e súbito clarão
Dos anos que a terra consome
Do belo à sua podridão
A implacável fúria invisível
Ainda viva enquanto dorme
Faz o silêncio audível
O furacão que o céu tocava
Vai do branco ao torto cinza
A uma brisa fria que se acaba
E o destino que se realiza
Ergue a tumba de sua era
Velando a dor que avisa
A doce morte e sua adaga
Ao que um dia do sol vivera
Fadado agora à eterna amargura.
O Herói
Os tambores da luta gritaram
E os sinos da terra tocaram
Dos deuses a grande fúria
Veio o fim da eterna injúria
O menino da nuvem nasceu
Com a adaga divina em mãos
E quando a sombra cresceu
Lutou ao lado de irmãos
As árvores da vida choravam
E os rios da morte cantavam
O lobo noturno era atroz
E a flecha de fogo veloz
O homem do menino veio
E a adaga à espada luziu
O mal que era inteiro
Tornou-se um fraco vazio
As lanças e escudos se ergueram
A esperança num belo clarão
Os ossos das trevas tremeram
Perante o poderoso guardião
Por anos lutou pelos campos
Montanhas do medo livrou
Por mares e rios navegou
Quebrou os mais altos encantos
Dos reinos tomou a coroa
Dos homens virou o senhor
Da era tornou-se a proa
Das sombras tornou-se o terror
Mas o tempo sua glória abalou
Na vasta planície de ouro
Sua última batalha lutou
E sucumbiu a coroa de louro
Seus feitos e honra viveram
E o herói foi sempre louvado
Como o rei do trono dourado
Cujos anos nunca morreram.
Eu preciso, eu quero. Quero deitar-me, silenciar-me e talvez até gritar! Tenho medo, sim eu tenho medo. Vem, estou te esperando há dias; vou me levantar, erguer a cabeça e sair a sua procura. Espere-me, me escute, olhe-me com outro olhar, já posso sentir a ternura mais terna em seu olhar. Olhaste diferente desde o dia em que eu toquei-a com as minhas singelas palavras. Talvez não foram as minhas palavras que fizeram você ficar atraída por mim e sim o eco que grita em nossos corações desde vidas passadas e quem sabe essa não é a hora de fazer tudo valer a pena? Essa pergunta não pode ficar sem respostas, é claro que o destino vai se encarregar de respondê-la.
O homem não é nada programado, somos filhos do acaso e sem função como qualquer pedra, que por evolução acabamos possuindo um emissor de energia que ainda não sabemos controlar e que poderá nos conduzir para a vida fora da massa vulnerável do corpo ou transformá-lo por expansão das partículas em um veículo mais apropriado e eficaz. Podemos ser Deus também...
Aos homens medíocres, aos minerais, vegetais e animais, resta uma benesse transitória, dissolver-se, não pensar. Uma pedra é triste? Uma pedra tem decepções? Mas transitória é esta felicidade, pois o ciclo da matéria é continuo e somente quando a última partícula surgida no Universo tornada Deus conseguir se extinguir, retornar ao Nada, a angústia terminará.
Na vida temos q seguir em frente na nossa estrada, as coisas boas q buscamos a nos se agregarão por si voluntariamente, não adianta queremos forçar nada. Seguimos entao nossa trilha e o q tiver q vir virá, o q nao vier, é pq não era pra ser! cada um segue seu rumo!
