Árvores
Durante o inverno, as árvores se despojam de suas folhas como parte de um ciclo de renovação, assim como cada uma das minhas perdas sinalizam um novo começo.
A máquina humana foi projetada para consumir alimentos simples, que brotam da terra e das árvores, temperados com sol, água e descanso absoluto ao final do dia de trabalho. O segredo da saúde e da longevidade reside na arte de combinar ingredientes harmoniosos na criação do elixir da vida.
O corpo humano foi feito para usar alimentos simples, que nascem na terra, nas árvores, temperados com sol, água e repouso absoluto no fim do expediente. O segredo da saúde e longevidade está na maneira de combinar os ingredientes harmônicos na preparação do elixir da vida. Ao contrário do que nos fazem acreditar, envelhecer não é sinônimo de doença; envelhecer faz parte de um ciclo da vida.
Pessoas que não se alimentam para viver, mas vivem para comer, cavam a sepultura com os próprios dentes. Os maus hábitos alimentares são uma das grandes causas das doenças. E os medicamentos que aliviam os sintomas sem tratar a causa deterioram o corpo, levando à morte precoce.
As células não reconhecem os componentes artificiais dos medicamentos e o próprio corpo começa a trabalhar no sentido contrário ao que faz a regeneração das células. Ao contrário da alimentação natural que faz uma simbiose com o corpo biológico. Este é o segredo do elixir para a longevidade da vida com saúde e bem-estar.
As vezes para construir uma casa deve-se derrubar algumas árvores, mesmo que sejam frutíferas, essa é a lei do sacrifício.
Da janela da minha casa vejo meu quintal...
As árvores, as montanhas e o azul do céu que corta seus cumes,
Tudo que está além da minha casa é o meu quintal...
Posso andar, navegar, sobrevoar... basta apenas sonhar...
Da janela da minha casa vejo teu olhar refletido no meu pensamento,
Teus olhos cor de folha de abacateiro...
Mais fácil penetrar na profundeza do mar
Do que entender o silêncio do teu olhar.
Da janela da minha casa contemplo o mundo
Com ar de filósofo...
Fica parada.
As árvores à frente e os arbustos ao teu lado não estão perdidos.
Onde quer que tu estejas, chama-se Aqui,
e tu deves tratá-lo como um estranho poderoso,
deves pedir permissão para conhecê-lo e ser conhecida.
A floresta respira. Escuta. Ela responde:
Eu criei este lugar ao teu redor,
se tu deixares, poderás voltar dizendo. Aqui.
Para o Corvo, não há duas árvores iguais.
Para o Rouxinol, não há dois galhos iguais.
Se o que uma árvore ou um arbusto faz te é desconhecido, certamente tu estás perdida. Fica parada.
A floresta sabe onde tu estás.
Tu deves deixar que ela te encontre.
- David Whyte
É por Sua questão que vivo!
Sim, Tu, que fizestes questão de colocar as flores no topo das árvores,
Tão vibrantes e delicadas, que em meio ao asfalto resistem;
Tu, que fizestes questão dos bichos, belos e livres;
Tu, que deu a cada folha nervuras e viços diferentes,
Que das ondas, fez dos mares às canções
E do ar, do vento, à voz
Dando ainda ao céu, mil tons de cor e infinito,
Da mesma forma, fizeste questão de mim, e por isso eu o amo e o compreendendo.
Eu conheço tuas questões, que fizestes questão! E por isso o amo infinitamente.
Quer resplandeçamos juntos no além, ou não, pelos olhos do que amo, já o vi cem vezes.
Te conheço, e repouso em seu peito junto ao calor e batimentos do coração dos que vivem, e por eles eu vivo.
Sim, nós estivemos juntos tantas vezes, por tantos dias e noites, que como em um sonho se vão.
Tudo é lembrança e o único gosto que sinto em minha boca é vento.
As mesmas ruas, os mesmos lugares, as mesmas pessoas, no meu caminho: Você.
Essa força, que prende meus pés ao chão, não pode conter meus pensamentos.
E assim, atravesso todas as camadas do céu e rasgo o impossível.
Eu enlouqueço e me contorço como um nervo estremecido, que sou.
E ainda que eu não seja nada, sou muito, apenas por existir.
Para sempre, sua filha amada.
Natali Azevedo.
Uma rede entre árvores, pássaros a cantar, muita sombra e água fresca, e todo o tempo para desfrutar.
Amigos não estão à venda, nem se podem comprar. Amizades verdadeiras são como bosques de árvores frondosas que sempre devemos cuidar.
Tenho plantado árvores
Tenho plantado árvores
sem saber o nome das mudas.
Algumas nascem tortas,
outras largam o caule no meio da tarde,
como quem desiste do dia
antes que a manhã termine.
Não escrevo placas,
não celebro datas.
Apenas volto, às vezes,
com um copo d’água e um silêncio,
como se ambos fossem sementes.
Plantar me parece um jeito
de conversar com o que virá depois de mim:
alimentar com frutos e sombra,
como quem deixa recados
em folhas verdes,
numa língua que ainda será inventada.
Às vezes, passo semanas sem voltar.
E, quando volto, há silêncio também nas raízes.
Outras vezes, encontro uma folha nova
que não me esperou para nascer.
As crio em pequenos vasos,
pensando protegê-las do mundo.
Mas elas anseiam pelo chão —
há raízes que não suportam cerâmica,
há vontades que só entendem o barro.
Tenho aprendido que a terra escuta melhor
quando não a interrompemos.
E que há gestos que não florescem
para nós.
Tenho plantado árvores
como quem aceita não entender tudo,
mas ainda assim insiste.
Como quem planta uma pergunta
e colhe, com sorte,
a sombra de uma resposta.
Uma estrela entre as árvores brilha,
Um luar entre as nuvens espia,
A noite me inspira.
Meu amor bem vindo,
De coração bem lindo,
Sufoca-me no calor infindo.
Que possamos aprender a deixar partir, assim como as árvores aprenderam a abrir mão de suas folhas a cada troca de estação. Porque tudo tem um tempo de validade, e tomar doses de sentimentos vencidos também faz mal à saúde.
