Árvores
Nossas emoções são como as árvores na estação do outono, onde as folhas caem para economizar sua energia, assim, precisamos economizar nossas energias não deixando o desequilíbrio nos derrubar
Observem as árvores! Cada uma tem algo especial a oferecer.
Assim, somos nós, cada um tem algo especial dentro de si.
Então, não permita que digam o contrário.
Você é um ser único e cheio de qualidades infinitas..."
O vento leva a nuvem e a desmancha
e muitas vezes a chuva cai,
a vida leva a gente e deslancha,
mesmo sem querer a gente vai...
Pingos, pingos, pinguinhos,
chuva calma e persistente
que devagar, bem de mansinho
é para todos um grande presente
Esperamos o outono chegar,
ver as folhas saindo em disparada
voando loucas, pelo vento levadas
e querendo junto aos galhos ficar,
O vento chega ousado dando beijos,
para uma, a uma, logo conquistar...
e a nossa alma tem os lampejos
de outros outonos, lembrar !
Outonos de beijos amorosos,
abraços que pareciam sem fim,
em tempos que eram mais ditosos,
nas manhãs em toques de clarins
Outros outonos de frias brisas,
mas que aqueciam o coração ,
agora, tudo rapidamente desliza,
já sem a mesma emoção
Despedidas do tempo, que, ingrato,
vai passando com muita pressa,
e a tudo leva quase de arrasto,
e deixa a saudade, o ontem, a promessa...
É muito bom ser feliz com o que podemos ter e da maneira que somos, desenvolvendo nossas qualidades e lapidando os defeitos para nos tornarmos cada vez melhores.
[Livro das manhãs]
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Aguardando a árvore acordar, ela precisa de um pequeno silêncio. A suas manhãs se faz com folhas ao chão, reflexos e luz do sol. Uma dimensão da eternidade.
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Livro: A eternidade das árvores 🌳
#CRIANÇA
Ingrato sinal do tempo que se esvai...
Quando se tem alma de criança...
Essa estranha malícia adquirida...
E essa pressa para tudo causado-me fadiga...
E em um mundo imaginado...
Em que tudo era esperança...
A terra eu podia sentir mover...
Com um sopro criava o vento...
Fazia castelos...
E neles eu morava...
A ingenuidade era minha companhia...
E feliz sempre cantava...
À noite o céu bordado...
Me fazia querer ter...
Um belo par de asas...
Um anjo eu seria...
E ao firmamentos eu voaria...
As flores para mim sorriam...
Brincava de bem-me-quer...
O dia inteiro sobre as árvores...
Por que fui crescer?
Em todos os cantos...
Eu brincava com o mundo...
E o mundo brincava comigo...
Não lembro-me quando tudo acabou...
Diante, agora, do que pouco sinto...
Não sei o que me sobrou...
Se um dia fui criança...
Só a saudade restou...
Ah malvado senhor do tempo...
Por que a ele não parou?
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Devemos ser como as árvores que passam por diversas transformações, ano após ano, mas sempre se mostram fortes em cada nova primavera.
