Árvore Ipê
Ipê
Seja marcante e belo como um ipê, seja único, seja o diferencial entre as árvores comuns, seja um ipê!
Ipê
A vontade da riqueza
E da pureza do amarelo
Se nossa alma fosse um castelo
Onde se vê as belezas do Ipê.
Eu já vi do branco, do rosa e do roxo na sede.
Eu lembro do amarelo e do verde.
Um arco íris de cores para ver
E se encantar com a beleza do ipê.
Vestuário de magia e alegria
Lugar de boas fotografias
Para namorar e entre família guardar.
Uma árvore de Ipê para ver da varanda.
Quem sabe eu possa lá te abraçar
Nas sombras do Ipê te namorar.
Escrever de amarelo nossa história.
Esse vento balançando nossa memória.
Quanta riqueza a gente tem para adquirir
Momentos na fazenda a gente curti
Olhando nossos ipês florindo a tarde que ri
E dentro da alma arde seu amarelo infinito por mim.
Um broa de fubá na mesa do café.
Um terço do dia bem vivido e rezado.
E o pé de Ipê faz sombra para os namorados.
Como é bonito essa doce lembrança agora registrado.
Na próxima estação lá estarei a namorar
A baixinha mais bela que meus olhos avistar.
Ela é dona desse ipê que não sabe o porque.
O mundo gira pra ela saber...
O tempo feito de mistério são muitos amarelo.
Ele muitas vezes ainda vai forte florescer.
E a gente ali vivo para tudo ver e sem saber.
Sonhos se realizando debaixo das flores do ipê.
terra
Onça-pintada
tamanduá, jacaré.
baobá, ipê amarelo
jacarandá.
seu zé, dona maria
padre José.
um pouco do todo
cabe em um poema,
mas não cabe no
seu mundo?
O zéfiro balouça o ipê.
Longe ritomba um trovão.
Detrás do zíper: o ocaso.
Noite e vinho
derramando sono nos meus olhos.
Ventania
Era dia de vento lento
Até que soprou
Soprou até
Sobrou até pro pé de ipê
Levou até não sei o quê
Que não se vê
Ventou até
Levou a paz e o pensamento
O tanto faz e eu tô atento
E eu tô à toa e eu vou até
Até que eu não fosse mais
Não dá mais pé
Assim, de momento
Levou-me a fé num pé de vento
Deixou-me aqui, por enquanto
De tanto que trouxe o vento
Pelo tanto que ele levou
Hoje é doce o desencanto
Surge um pranto que doeu
Doeu-me um tanto
e eu sozinho
Sentado ao pé do caminho
Parado
Procurando espinho. ou mais
e foi-se...foi-se até
Foi-se até não ser esquecida
Depois de ensinar a vida
Doer, sem mostrar onde é.
Edson Ricardo Paiva,
Em um rascunho de poesia no chão ao lado de toco de cigarro e uma flor de Ipê amarelo:
Faz sentido ter caído
Aqui desse lado
Talvez eu seja lido
É certo que serei pisado
EM AGOSTO
Um pé de jacarandá para o outro:
-- Não aguento esse povo me chamando de ipê!
-- Não liga! Faz pose para a foto. O importante é aparecer.
SETEMBRO
Se o amor chegar agora,
tem uma primavera brotando
em mim.
Se é com a seca que o ipê floresce;
É com a dor que a gente cresce.
Para que chorar se existe amor.
A questão é só de dar.
A questão é só de dor.
Chove chuva
chove de mannsinho
levando ao ipê florido
terno gesto de carinho
Ouço pássaros a cantar
prá lá e prá cá a voar
eu de cá olhando
não deixando de admirar
Chove chuva
Chove sem parar...
Editelima60
crônicas da fronteira. A lenda do pé de Ipê.
Era uma vez, em uma vasta mata que existia na região de fronteira de Ponta Porã com Oedro Juan Caballero, quando não existia estas duas cidades, onde os espíritos da natureza e os guardiões das plantas medicinais conhecidas pelos nativos como yuyos reinavam.
Certa vez uma grande tribo de guerreiros que vivia em harmonia com a a natureza e a terra fez um oacto para selar a uniao entre duas grandes nações que existia na região nestes tempos.
Nessa tribo, havia uma linda moça indígena chamada Jaciara, filha do grande chefe guerreiro. Jaciara era prometida ao filho primogênito da tribo vizinha, um casamento arranjado para selar a paz entre os dois povos.
No entanto, o coração de Jaciara pertencia a outro. Ela estava apaixonada por,Tekohá o jovem filho do xamã da tribo. Tekohá era conhecido por sua sabedoria e conexão profunda com os espíritos da floresta. O amor entre Jaciara e Tekohá era puro, mas impossível, pois ela estava destinada a outro.
No dia do casamento, Jaciara, com o coração pesado, decidiu fugir com Tekohá, eles correram pela floresta, mas foram perseguidos pelos guerreiros das duas tribos. Uma grande batalha se seguiu, onde Jaciara e Tekohá lutaram bravamente pela vida, amor e felicidade. Infelizmente, foram capturados e mortos como castigo.
O xamã, devastado pela perda de seu filho e da jovem que ele considerava uma filha, lançou um poderoso feitiço para salvar as almas dos amantes. Ele invocou os espíritos da floresta e os guardiões da natureza, pedindo que transformassem o local de seus túmulos em um símbolo eterno de seu amor.
Com o tempo, no lugar onde Jaciara e Tekohá foram enterrados, nasceram três pés de Ipê. Um Ipê branco, representando a pureza e a beleza de Jaciara; um Ipê amarelo, simbolizando a coragem e a força de Tekohá; e um Ipê roxo, representando o fruto proibido de seu amor impossível.
Assim, a lenda do Ipê nasceu. Todos os anos, na primavera, os Ipês florescem, lembrando a todos da luta pelo amor e felicidade de Jaciara e Tekohá. As flores dos Ipês enchem a floresta de cores vibrantes, um tributo eterno ao amor que transcendeu a morte e se tornou parte da própria essência da natureza.
Gostaria de ser uma
sementinha de vagem
do poético Ipê-amarelo
para crescer e florescer
como flor nacional
no seu afetuoso peito,
E tornar-me sua maior
amorosa anunciação
e total celebração
além do calendário
e da convenção
sempre que for preciso,
Porque amar também
é a respeito disso.
Carregadas pela ventania
desta tarde azul pela metade
as flores se desprendem
do Ipê-bicolor-damasco
e vão formando um tapete
para mostrar que é por
este caminho que o amor
de mãos dadas comigo
irá passar quando prontos
estivermos para o destino
no mesmo passo nos alinhar.
Os meus cabelos cobertos
de pétalas poéticas
de Ipê-Amarelo-do-Brejo,
Você achando graça
e me chamando de sua fada,
Assim eu quero,
assim será, nos prevejo
e estar perto de realizar
este meu mais lindo desejo.
O vento dança o baile
junino com o Ipê-Verde
no meu caminho,
Todos os dias tenho
um grande motivo
para trazer você
com festa e carinho.
O Ipê-Branco cobre o chão
com o seu véu floral,
As flores caem e se emaranham
com os meus cabelos,
Repleto de encantamento
o meu olhar envolvido com o seu
convida ao paraíso secreto
com um quê de levitação e poético.
O vento do mês de Junho
soprou a mais radiante
flor do Ipê-Rosa e levou
para as mãos de Deus.
In Memoriam a Irmã Guilhermina Heinzen.
A inefável poesia
que o Ipê-Tabaco
convida a ser,
Porque sei que
és um coração raro,
És a minha fortuna
poética que nem
mesmo o tempo há deter,
Todos os dias você
não para de me querer.
