Arte
A arte é um elemento primordial para a religião e ao mesmo tempo para fazer entender o mundo espiritual.
Desde o começo, nunca consegui ver a arte em simplicidade como um mero comercio estético, de ter, ver, fazer, comprar e vender. Sempre vi a arte com incontáveis complexidades, tais como uma plataforma, ferramenta, meio e caminho de expansão dos diversos estados de consciência, exercício de dialogo sensorial, linguagens simbólicas coloridas não verbais e códigos milenares de aprendizado, inclusão, questionamentos e aperfeiçoamentos vibracionais, espirituais e "etéricos" perante todos, tudo e a todos multiversos.
Uma grande perda, que o mercado de arte e antiguidades consumidor hoje no Brasil, em geral, comete. Um imoral crime histórico, artístico, museológico e estético. Pois os especuladores, só visam o teor da prata e o peso, para encaminharem para o desmanche a fogo...um crime, que as próximas gerações vão cobrar, do tanto de belo e artístico que destruíram no mercado brasileiro por mera cobiça venal. Entendo que precisam vender mas dobrar o valor de peso das obras de arte em prata, é uma forma digna de valorizar a arte da prata e afugentar os incorretos especuladores, em nome da arte.
A boa arte deve ser sempre apolítica, satirizar, denunciar, gritar e criticar mas tudo de forma sutil e inteligente, nunca bater de frente contra nenhum regime e instituição. Na verdade é isto que difere e ressignifica os verdadeiros artistas universais de todos os tempos dos meros manipuladores de tintas, movimentos e idéias artísticas, oportunistas de ocasião.
Até para uma profissional e duradoura restauração de uma obra de arte, o particular precisa de um acompanhamento de quem tem vários anos de experiência no mercado de arte e de cultura. Por que assim, pode deparar com um mero recuperador, que vai fazer atrocidades estéticas com o item, ficando aparentemente bem bonita mas perdendo grande parte e muitas vezes, o seu total valor como obra de época, histórica, de arte ou item colecionável. O pior é que certas ações em alguns casos, são irreversíveis. o proprietário deixa de ter uma obra de valor para ter apenas uma bugiganga, decorativa mas sem valor algum.
