Arrancar do meu Peito
Obscuro dia chove e faz frio
meu peito tem a dor ver a fumaça encobre o sentimento
diria bom dia seria uma afirmativa nada mais do além
sobre esses motivos me calo na solidão...
a vejo ao longe tenho mais um tempo tenho ir,
mas não consigo sair, pois a noite foi convalescente,
as horas pararam quando amanheceu,
tortuoso momento que encontro teu amor.
paro penso na despedida de declarar esse amor,
definho em meus pensamentos que vagam sem destino.
nos dias que passam na gloriosa vida.
Madrugada fria, lá fora a coruja pia, meu gato aqui dentro mia, no meu peito uma agonia
Pela janela vejo morcegos, nas redes vejo amores cegos, pela tela de meu celular
Pensei em te ligar, mas olhei pro relógio, muito tarde, melhor não incomodar
É, nossa ultima briga foi tensa, o encontro de um tornado com um vulcão, cara, pensa
Quando percebo já e de manhã, fiquei pensando nela, ouvindo blues e Djavan
Deito-me no colchão, celular modo avião, na minha mente só desilusão
FILHO
Escrevi um poema que não lembro mais que dizia no refrão que: “Você deitado no meu peito ainda é o melhor lugar do mundo”, Ele então sorriu e disse: Também te amo Pai.
A cada sorriso, um baque em meu coração.
Uma maré intensa,
Invadindo meu peito.
O preenchendo com amor.
Alma 1979
Esse calor que arrebata meu peito
Me mostre o caminho sem jeito
Meus pés nos espinhos de fogo
Minha alma ardente é um jogo
No teatro da vida há monólogo
Sem pensar duas vezes me afogo
Meu amor me encontre agora
Me mostre a flor-da-aurora
Nos velhos tempos de outrora
Nos meus olhos celestes se perde
Na minha alma não há o que preste
Sem chão estou apaixonada
Minha pele arde e me agarra paradoxalmente
Minha face envolve sua mente
Você se perde no tempo subitamente
Distopia
Que dor é esta que esmaga
Meu peito?
Seria saudade?
Cansaço?
Medo.
Que palma é esta sobre
Meu coração?
Seria paixão?
Ou poeira cinzenta entre
O sim e o não?
Venha a mim, Amor
Traga consigo a dor.
E deixe-me a admirar
Esta lua nebulosa, formosa...
Refletindo o calor em seu olhar.
O fogo ardente
Queima-me incontrolavelmente.
Morrerei a esmo com teu corpo quente.
E venha-me o sol, com seu nascer e seu se pôr.
E venha-me o vento, socorrer-me novamente.
O que diria Citera se me visse neste estado?
Seria faça e refaça
Cada mimo e toda graça.
Viria também Endimião
Mas dessa vez, abandonado em Plutão.
Coração
"Aqui dentro do meu peito vive um coração magoado, atormentado pela ilusão em querer ser ouvido.
Aqui bate um coração que grita constantemente, pulsa dia após dia na esperança de ser ouvido.
Esse coraçao está cansado, perdendo as forças pra continuar, quase silenciando.
Já não sabe o que fazer, precisando muito que alguém o escute.
Aqui dentro do meu peito há um coração solitário, não quer saber de acreditar em mais ninguém, pois de tanto gritar em vão já perdeu a vontade de viver.
Esse coração está desiludido, não há mais sonhos, não há mais nada, restou apenas a tristeza.
Aqui bate um coração doente, morrendo aos poucos sem ao menos ter a chance de dizer o quanto ama alguém.
Ah! Se esse alguém ouvisse as batidas desse coração, entenderia o quanto de sofrimento existe aqui dentro."
(Roseane Rodrigues)
É como se as lâminas mais afiadas que existem
Cortassem o meu peito ao mesmo tempo para te tirar de mim
É como se tudo que eu iria viver não existisse
Sem futuro
Sem passado
Apenas o presente
Que com essa dor insuportável e sem você é apenas uma solidão
Após uma paixão construída somente com obsessão
Você me abandonou no meio dessa confusão
Compulsão
Cadê você?
Eu não consigo mais me ver
Eu sinto tanto a sua falta
Eu sinto tanto medo
Tanto
Tanto
Tanto
É sempre demais
Com você aprendi
Que com só o demais eu sobrevivi
Ciúmes demais
Drogas demais
Vadias demais
Sempre demais
Pois o demais me faz transbordar
Hoje consigo questionar
O quanto de coisas boas que saíram nesse transbordar
Você me fez quebrar
Por favor
Pelo menos volte para me ajudar a juntar
Os cacos perdidos do coração que um dia te dei
É tudo tão confuso
Teu colo é obscuro
Teu peito foi casulo
Pra o meu imenso pesar
Sempre no avulso
Pisando inseguro
Do que ali podia encontrar
Com medo do teu mar
Fui pisando confiante
Até afundar
Puxou meus pés
Me roubou a respiração
Me matando aos poucos
Nesse mar de ilusão
Deus, pai maior, retira de mim essa decepção, essa impaciência que angustia meu peito, me causa insônia, tirando as esperanças dos meus sonhos.
FERIDA ABERTA
Já tentei costurar a ferida que está aberta em meu peito, mas ainda não consegui. Há muito tempo tenho tentado me curar dessa dor, mas não obtive êxito. É algo mais forte do que eu, não tem como explicar o que está dentro do meu ser. É difícil, delicado e muito complicado ser curado de algo que atormenta e tira o sossego. O tempo passa lentamente e é como se estivesse sarado, adormecido, sei lá, mas de uma hora para outra desperta e me consome. Em muitos momentos eu tento ser forte, finjo que não dói, até esqueço. Às vezes eu penso que sumiu de vez e que não vai doer nunca mais, porém, quando me dou conta, lá está a ferida aberta e o sangue jorrando novamente.
Carrego trovões em minha vida.
Carrego angústia em meu peito.
Carrego o cinza em meu mundo.
Carrego infelicidade em meu coração.
Carrego apenas uma vida sem compaixão!..
Queria poder calar meus sentimentos mais eles gritam em meu peito,me agonia causando a dor da ausência. Cada dia se torna mais difícil.Vou vivendo um dia de cada vez na esperança que essa dor passe...
A MINHA CAMA
A minha cama é de flores
De pétalas entre a folhagem
Que o meu peito se desnuda
Rasgo a terra de secos torrões
Nas noites escuras de solidão
E desfaço do meu corpo
Como uma folha seca ao vento
Onde tenta fugir desse pecado
Que me prende o coração
E amolece em cada hora
Que a minha alma te beija
E em cada linha do teu corpo
Tem a luz brilhante da tentação
Mais forte que o vento
Você é o quinto elemento
É como o sol no meu peito
Luar no sorriso
Tempestade no sertão
Alguém que com seu beijo me cala
E com apenas um olhar
De todo seu amor me fala
E possui meu coração
Meu coração bateu forte no peito
O sangue foi bombeado com mais força
Ficou mais acelerado que o normal!
Somente porque te vi!
No peito uma saudade em fila, assim as lembranças em ordem cronológicas adentram meu coração, onde guardo seu legado deixado por herança...
Chegastes de mansinho, ocupando teu espaço.
Fizestes tua morada, em meu peito teu ninho.
Docemente te aconchego e em teu sorriso me desfaço!
