Aprendiz
"Não quero ser portador de nenhum absoluto, sei que sou relativo. Não quero ser referência para nenhum tipo de mensagem, sou aprendiz sempre. Não quero estar preso a dogmas, sequestrado por códigos de linguagem, por percepções únicas, restritas, amedrontadas, sem coragem de questionamentos, sem espaço para dúvidas, sem honestidade para o auto confrontar-se e enxergar-se.
Não quero ser nada além do que sou, consciente que minha busca pode ajudá-lo na sua, não porque sei mais, mas porque as experiências se conectam, se completam, se aplicam em determinados momentos que muitas vezes compartilhamos. Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe."
Meus maiores mestres em minha vida, me ensinaram pouca coisa mas de forma instigante e visionaria, semearam em meu espirito e em minha mente, uma avida curiosidade para que eu fosse buscar conceitos e ir aprender mais sobre o assunto. Parece me que os verdadeiros mestres não dão as respostas exatas mas ensinam o aprendiz, a busca-las e responde-las.
Eu aprendi a não julgar quando me julgaram, aprendi a perdoar quando precisei ser perdoada, aprendi dizer não quando o sim faltava com a verdade, aprendi que a justiça se faz com uma balança longe do céu quando vi pesar mais para o desfavorecido, aprendi que nada temos além de nossa palavra quando precisei ser quem sou, aprendi que está certo é um ponto de vista que não preciso provar a ninguém, aprendi que fazer minha parte é quando não espero mais dos outros, aprendi que prefiro doar quando percebi que o egoísmo se perde na vaidade, aprendi que beleza não é um padrão quando não perdi minha essência, aprendi que valores não tem conta bancária quando olho para a vida e vejo toda riqueza, aprendi que amor tento construir dentro das minhas limitações quando condiciono o sentir, aprendi que a fé liberta quando tentaram me impor um tipo de Deus, aprendi que pessoas são reflexos de suas dores quando tentei contar minha história, aprendi que poesia alimenta minha alma quando escrevo meus sonhos e devaneios, aprendi que música tocam meus momentos e assim uma trilha sonora, aprendi que no natal o Cristo é lembrado, mas esquecemos a cada segundo quando falamos de Jesus e não seguimos seu caminho. Eu aprendi que nasci para viver de aprendizado e que Feliz Natal é o tempo de renovar o Cristo que precisamos aprender dentro de nós. Eu aprendiz da vida eterna!
Se não tentam me convencer com grandes ideias e sim com tolices, será difícil - mesmo com todas as forças da tolerância - andar em comum acordo
Todo ser humano é falho, e cada um está em um processo de aprendizagem diferente.
Por isso não se julgue incapaz e tampouco pequeno.
Somos todos meros aprendizes de um Universo gigantesco.
Sonhos. Quer tê-los? Eu sempre.
Coloque-se no topo da sua cadeia alimentar,
opte por hábitos saudáveis ao corpo e ao cérebro, leia "As Paixões da Alma, de Descartes!
A limitação ao trabalho pode ser uma regra, e o mundo por regra não é estático.
Portanto, seguir essa roda viva é mais que imperativo, é essencial à vida.
alguém muito cheiroso
sentou aqui há pouco
no banco em que estou
vista pra janela
camarote de curioso-aprendiz
lugar de quem atira paixão
assobio de
bem-te-vis
Observar sem julgar é algo que tenho exercitado diariamente e, aposto que o Universo está orgulhoso de mim. Sou aprendiz da vida e não um amontoado de moléculas soltas ao sabor do vento. Viver também se aprende, sabia?
Homem sábio de verdade e Deus, reconhece a derrota e faz disso um aprendizado maior para as próximas batalhas.
Quando o mundo inteiro vai dormir
A paz enfim paira sobre mim
Os problemas que deixam de existir
As dores que somem daqui
O silencio é meu amigo
Me diz mais palavras que um livro antigo
Me traz a madrugada em sigilo
E tira de mim os meus inimigos
Esqueço das guerras por dinheiro
Luto apenas pelo que me é de direito
Sem tirar a paz dos que não tem jeito
Mas levar a paz no peito
A paz eu encontro no meu filho
Que vai fazer pelo mundo o que eu não fiz
Lutar pela paz sem os tiros
Usando de arma os poemas de um aprendiz
A paz se conquista com o amor,
Com o tempo mas também com sofrimento
Nada se perde se é por algo maior
A paz é mesmo um processo lento...
Enquanto o turista caminha ligeiro e distraído, muitas vezes concentrado em fazer fotos no celular, ou mesmo em conferir suas mensagens, preso a tudo que bem conhece e alheio ao desconhecido bem diante de seu nariz, o peregrino desfruta a caminhada como um eterno aprendiz. Presta a maior atenção no que é novo e em tudo que se renova, enquanto deixa as marcas de suas pegadas impressas no chão. Lembra, o tempo todo, que a jornada sempre vale a pena, quando vivida com muito interesse e entusiasmo.
Busque feedback sobre si mesmo. Você precisa ter coragem para pedir feedback. Precisa entender como pode aprender a crescer. É fundamental que você seja um eterno aprendiz.
Cada dia é um aprendizado a mais, mas por mais que nós aprendemos a cada dia, sempre vai ter o que aprender, nunca vamos aprender tudo.
Somente aquele que acha que já aprendeu tudo, que acha que sabe tudo, é que não aprende, mas não porque não tem mais o que aprender, mas por não se permitir aprender ainda mais.
Como diz um ditado "Xícara cheia não cabe mais nada".
Ensina-me a voar?
Quero te alcançar...
Ensina-me a viver?
Quero te conhecer...
Quero cair na tua rede
Quero viver da tua sede
Como mestre e aprendiz...
Então me diz,
Ensina-me a voar?
🕊
O fraseador
O poder da palavra poética está além da ideia. A sutileza do verbo é algo a ser mensurado com carinho e cuidado, sem ser quadrado. O resto é mera panaceia. É como “faca de dois gumes” agudos, poderosa, podendo trazer a paz airosa, ou a guerra subliminar, portanto, cortante de ambos os lados; ideias as quais advêm de além-cume, cujo azedume deve ser trasladado à fino perfume. Se for preciso seja normal ao mudar de ideia para que o bem suplante o mal.
Dizem que o amanuense deve ter nascido assim; uns dizem ter sido acometido por fatores congênitos advindo de negros querubins, outros, ter sido atacado pelo vicio de escrever, comparam-no a um jogador inveterado de doer, viciado em carteado, jogador de futebol alienado, de pseudovivaldino em cassino, de esquizofrênico das letras, enfim: de sonhador, sofredor de frenesim, afinado em complexo feminino, quiçá, um cigano transtornado em ladino ou afim, quiçá, exilado beduíno num deserto dependurado prá lá de Marrakesh longe de Bangladesh...
Amanuense é o escriturário da literatura extrafísica, que deve funcionar como filtro de pensamentos difusos, haja vista a grande responsabilidade indutora de suas palavras, recebidas dos orbes astrais. O mal e o bem são ideias que plasmam nas vidas reais, se a inspiração for boa, com certeza as obras também o serão. E se for maligna os atos as contraporão.
Pensando bem, o seu inocente jogo pode não ser prejudicial, bem como pode fazer muito mal, já que faz uso duma arma fatal, a mais forte que existe: a palavra sutil, a única que subsiste; mesmo que seja chiste da vida mortal; que tem o poder de induzir sem muito refletir, encaminhando à lavagem mental do seu leitor ideal e tudo isso se dá pelas suas frases escritas dentro da boa ou má inspiração restrita... Com o passar dos anos o poeta percebe que uma força estranha o domina, porém, começa a entender que essa força tem nome: Missão ou Sina que fascina, quiçá, seja divina. Então pensa consigo mesmo e analisa os fatos históricos dos sistemas caóticos: Haja vista o rumo da humanidade a qual segue peremptoriamente seus antigos líderes políticos, religiosos ou idealistas, e seus preceitos grafados em velhos pergaminhos de muita idade dentro de extensiva lista, e não há quase nada que se possa fazer para mudar o seu caminho, pois, entrega a própria vida em nome de sua visão mesquinha adquirida...
Disseram por aí, há milênios, que existem céus de eternas e gloriosas vidas, e infernos onustos de arsenais robustos, e o medo toma conta dessas cabeças bruscas as quais dentro de suas conveniências convexas agem de acordo com seus condicionamentos mentais anexos. Ao final vemos que a história registra a destruição do homem com seus conceitos e preceitos de tacanhos ideais imperfeitos.
O fraseador que se preza procura a auto-conscientização de suas escritas, para não se auto-corromper, até porque, deve crer piamente na responsabilidade do que tem de escrever. A mente humana é muito sensível à indução. Se a mente religiosa for talhada para matar ou morrer até de fome em nome de seu deus, com certeza o fará sem problema de consciência tal a ambivalência que considera nobre ao mais perfeito ateu. Temos visto isso ocorrer nos meios religiosos, e porque estamos falando de religiosidade neste contexto de simplicidade, simplesmente porque se não há o consenso do bem nesse ambiente santificado pelo desejo de ganhar a salvação de Deus qual a tem muito além, então quem dirá fora desse metiê à mercê do aquém...
O fraseador continua um pensador inveterado sem se importar com o que digam a seu respeito, certo ou errado, pois, aprendeu a cumprir sua missão de trazer ânimo, saúde e alegria à alma malfadada pelo seu pseudopecado e, que a considera de direito.
Assim crê em sua verdade extrassensorial, muito embora, não passe de mais um mero aprendiz de sua musa inspiradora real...
jbcampos
