Aprendi com Relacionamento
Sempre que posso
corto volta desse seu
olhar que me atravessa
pois aprendi
tardiamente
que mesmo que eu já tenha
passado por um caminho
não significa que eu o conheça.
"A minha Epifania"
Na trilha da vida, aprendi faz tempo,
Que a felicidade está em cada momento,
Não em festas, nem em comemorações,
Mas nos dias simples, sem pretensões.
Nos dias banais, no sol a brilhar,
E até na chuva que vem nos molhar,
Ela se esconde, nos surpreende,
Na simplicidade, sempre se estende.
A felicidade é um caminho sinuoso,
Com curvas, montanhas, desafios formosos,
É um estado de alma, de contentamento,
Colecionando instantes, em cada momento.
Uns são felizes com pouco, é verdade,
Outros com menos, longe da vaidade,
Mas há quem busque no frívolo e ilusório,
Na ostentação, no ego, no transitório.
Meus momentos felizes, guardo com afeto,
Lugares singelos, com o amor repleto,
Com pessoas queridas, sentimentos puros,
Emoções sinceras, sem artifícios obscuros.
Por isso, não busco a felicidade distante,
Nos dias marcados, na ilusão constante,
Mas em cada dia, em cada passo dado,
Na simplicidade da vida, no presente abençoado.
Caminho pelo jardim, olhando o céu,
As árvores balançam, em suave véu,
Sinto a natureza, em harmonia e calma,
Nesse momento simples, encontro minha alma.
Aprendi a nunca desistir daquilo que considero benéfico para os partidários, para aqueles que transformam seus sonhos em um benefício coletivo. E, nessa jornada, encontramos pessoas boas, aquelas que se dedicam sem esperar nada em troca. Da mesma forma, encontramos indivíduos rudes, com o coração cheio de vilipêndios.
Aprendi a não forçar nada. Ninguém me deve amor, carinho, reciprocidade e consideração. Nada que não seja espontâneo. Se não for espontâneo não me serve, se não foi dado de coração não me encanta, tem coisas que não precisão ser cobradas, se não recebo já é mais que uma resposta.
Sintonia com a natureza, minha essência.
Compaixão e compreensão aprendi a ter.
Contentamento é o que sinto em minha existência.
Na serenidade encontrei a felicidade.
Se teve uma coisa interessante que aprendi com meu pai, foi a ficar de castigo até entender por quê! Um dia entendi, era para ele ter ficado de castigo no meu lugar, e, se pudesse, eu no lugar dele!
A Maternidade Atípica é uma jornada de resiliência, onde cada desafio é uma oportunidade de aprendizado e superação.
Ser mãe de uma criança autista envolve momentos de dor, incertezas e medos, mas também desperta uma força inimaginável.
A cada pequena conquista, seja uma palavra nova, um olhar de compreensão ou um gesto de carinho, vemos o poder do amor e da dedicação.
Superar as dificuldades diárias e encontrar alegria nas pequenas vitórias transforma a dor em propósito.
Minha Filha Autista me ensina, todos os dias, o verdadeiro significado de paciência, esperança e amor incondicional.
Aprendi a viver,
Vida vazia,
Até que percebi que estava prestes ao fim
Um fim de anos,
Um fim de anos carregados ao relento
Até que percebi,
não tinhas cores
Cores vás sumindo,
Cores Vás caindo,
Não há mais nada,
Além de um breve nome (lembrança)
Vc me machucou
E nem se importou
Esqueceu do teu carinho lavando o meu mar.
Eu aprendi meu bem,
Não sou do teu harem,
Eu serei o grande amor da vida de alguém.
Aprendi com a vida que nem sempre é ganhar,as vezes é preciso perder para aprender como ganhar na próxima vez
No jogo das sombras, aprendi a ser um espectador oculto, sempre atento ao próximo movimento daqueles que acreditam estar escondidos.
Aprendi com uma de minhas mentoras que todo problema é só mais uma tarefa comum que você resolveu rotular de forma diferente.
"Todavia, aprendi que não é preciso suportar fardos para provar nada a ninguém.
Basta que contraponha-se liado ao construto existencial que crê".
Assim como todo brasileiro, aprendi nessa jornada que acreditar é o primeiro passo para transformar o impossível em realidade.
Aprendi a não me acomodar, desde o momento em que percebi que os meus desejos também são desejados.
O QUE APRENDI SOBRE O AMOR
Aprendi sobre um amor oculto, violento, persuasivo, escondido, que eu torcia para que o outro decidisse porquê, quando, como e quanto tempo duraria.
Aprendi sobre um amor errado, que deveria ser encaixado, para ser aceito e valorizado para que eu não ficasse desolado e parecesse cometer um pecado.
Aprendi sobre um amor passageiro, que se não fosse alimentado por dopamina, estética, submissão e dinheiro, seria um amor derradeiro ou feito de roteiro.
Aprendi sobre um amor raro, que eu devia agradecer pelo amparo, mesmo que no fundo não me entendia, mas que diante de tantos temores era muito mais do que merecia.
Aprendi sobre um amor ficção, que só na imaginação deveria me bastar, já que os traumas me tornariam insensível, como um bisturi capaz de cortar e cicatrizar sem deixar sangrar.
Aprendi sobre um amor verdadeiro, que eu desconhecia dentro de mim, mas que protegi por não me conformar com o amor em pedaços e crer merecer o amor inteiro.
Carta para a ''Garota de bom gosto''
Entre os três acordes que aprendi
Encontrei um conforto maligno
Que aquele pouco já bastava
E mesmo com esse aconchego
Tenho o desejo
De não sentir essa angústia
A distância que me separa da "garota de bom gosto"
Que em seu repertório de memórias
Esteja pelo menos a minha voz
Para que ela me reconheça
Sem nem ter visto essa figura que sou
E nesse dia talvez
Eu tenha nos dedos aqueles versos que tanto...
Ama.
