Aprende que Nao Importa o quanto Vc se Importe
Nada na vida
muda tanto a gente
quanto as coisas
que a gente sente
Enquanto o tempo passa
Lenta e velozmente
A gente aprende
Com as mentiras
Que o tempo conta
E o tempo
Conta mentiras sem monta
Meu Deus, como o tempo mente
Sem se importar
Com a tristeza que a gente sente
Dizem
que não se pode aferir
Pois a emoção
é algo abstrato,
Coisa que não se mede
Porém, Também mente
e mente estratosfericamente
Quem diz que os sentimentos
são inatingíveis quantitativamente
Nunca mais eu pude
me expressar tão bem
como no tempo de criança
Quando eu podia
ignorar as regras
"Mãe, eu gosto de você até no céu
e meu é maior que o mundo"
Todo mundo morria de rir
enquanto eu vivia chorando
mas me vinha
aquela ideia
de vez em quando:
Quando crescer, serei poeta
e quanto melhor
eu souber escrever
menos eu vou usar
a forma correta
criaram tanta regra pra gente
me impedindo de ser feliz, realmente
Três toneladas de felicidade
dez quilômetros de alegria
quinhentos graus de entusiasmo
Setenta libras de amizade
porém, veio a justa forma
E transformou
tudo em marasmo
desisti de ser poeta
Tentando usar a forma correta
Pra falar sobre o que sentia
E enquanto tempo
Eu perdia e perdia
os anos me consumiam
enquanto os dias eu contava
os sentimentos me transformavam
nada muda tanto a gente
Quanto aquilo
Que a gente
Não sente.
Edson Ricardo Paiva
Hoje
Eu gosto de saber
O quanto é curta a vida
Longe
Encosto meus ouvidos
Na parte estreita
Escondida nas dobras do tempo
Pois o tempo sim, se curva
Estronda uma trova
Um dobrado
Apito de trem
Um grito que me vem
do outro lado
Prova
Que apesar de ser
Curta a vida
A vasta estrada continua
Basta saber
O túnel
Que deve ser atravessado
depois da próxima curva
Onde existe um rio de águas turvas
Ou uma linda alameda
Que culmina
Em límpida queda d'água
e envereda
Noutra estrada
Esta, bem colorida
Onde se vive
Pro resto d'outra vida.
Edson Ricardo Paiva.
Ao longo
de todo o percurso
Há coisas
que se movem
Tão devagar
Quanto a ferrugem
Mas o curso de tudo
As cores da luz
O ar, o vapor
A percepção
de que um dia pode voltar
A doer
A dor que nem mais doía
Esteja ela onde estiver
No movimento calado
A paisagem desbota
O lento acinzentar das folhas
No voltar atrás
O pranto que brota
Na incerteza, as escolhas
A beleza, o declínio
Nem se nota
O fascínio que não mais exerce
A quase ausência de pressa
Nessa fase da existência
A tocha nas mãos do Sol
A graça do tanto faz
Fragmentos de rocha
Calçamentos de estrada
Um muro, o quintal
As roupas secando no escuro
O varal
Até mesmo o número três
Nem sempre se encontra
Tampouco se os acha
Depois do número dois
Pois esse não volta mais
Quando o nada é tanta coisa
Pelo menos uma vez há de se ver
Assombrações na madrugada
A graça da vida
Tempestuosa, no breu na noite
Procura
Tudo passa
No curso das águas
Move pedras profundas
Pra que essas um dia
Se confundam
Com aquelas que o Sol rachou
O tempo, que resfria o próprio Sol
O encontro da noite com o dia
Solidão da madrugada fria
Até que se quede o Céu.
Mas, tem coisas
Que não há de se ver jamais
Nem no fim
Por que é que será
Que tem coisas na vida
Que pra sempre serão assim?
Edson Ricardo Paiva.
"A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia"
Edson Ricardo Paiva.
"Vida, doce vida
Que passa tão depressa
Quanto um verso pra lua cheia
O dia vem
Bem pouca gente olhou a lua
E o luar...ninguém."
Edson Ricardo Paiva
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
A noite clara a sombra ilumina
A lua se eleva, numa leve claridade
Tão breve quanto a verdade
As sombras se aclaram por uns instantes
Verdades de mentira, a mente as cria
A noite escura tira a luz, que à sombra iluminava
E então, nesse momento, minh'alma repara
Que os olhos, quando bem fechados
São capazes de olhar pra si mesmos
Pode ser que melhor do que antes
As noites sem luares são assim
Iguais a você, iguais a mim
Pode ser que elas peçam canções ao vento também
Sobre claro e escuridão
Canções sobre o mar e as estrelas do céu
Se a gente pudesse pisar lá no chão das estrelas
Se desse pra se ver de lá
Talvez então soubéssemos
O quão longe estamos de nós mesmos.
Edson Ricardo Paiva.
O quanto eu desconheço o amanhã.
O que ontem
A serena silhueta da janela
Pensava saber
Hoje, a olhando assim, de longe
Aparenta ter certeza que não sabe
O tempo trouxe uma surpresa
Mas ainda não mostrou como se desembrulha
De longe, apenas vejo
A sereninade, que antes não havia
Hoje, apesar de cair com mais facilidade
Tende a demonstrar mais equilíbrio
e menos pressa
Aparenta ter mais fé
e menos crença nas promessas
Chega mesmo a transmitir-me
Uma certa impressão
De que hoje ela até pense, antes de agir
Mas não sou de me deixar levar por impressões
Eu só conheço o tempo, pois conheço o ontem
Eu conheço o tempo e reconheço
O quanto eu desconheço o amanhã
No mais, tudo são só divagações
Que hoje, olho de longe
Eu só conheço o tempo e as coisas que ele faz
As folhas caem, as folhas secam
O tempo trouxe uma surpresa, uma fagulha
O que ainda não se sabe
Somente o tempo sabe o jeito certo
Que se desembrulha
Tudo mais é chama.
Edson Ricardo Paiva.
às vezes passam-me pela mente
pensamentos leves como pluma
e tão inconsistentes
quanto espuma de sabão
desejos tão pequenos
que caberiam na palma da mão
dos grandes planos e grandes projetos
desisti quando percebi
que talvez pudessem dar certo
tive medo do meu egoísmo
ao observar alheios egocentrismos
troquei a possibilidade
de sucumbir à vaidade
e ser alguém que aparentasse
ter mente de propriedade
e que na verdade
fosse apenas um ser abjeto
portanto, optei por ter apenas
aquilo que pudesse carregar
e conviver com pessoas
que fizessem as perguntas
que eu soubesse responder
optei por caminhar
pelos caminhos aonde
não tivesse precisão de me esconder;
e escolhi estradas pedregosas
as pedras são menos perigosas
que o veneno que porventura
pudesse brotar no coração
esta vida é muito breve, não vale à pena
tudo que tenho no mundo
é aquilo que se escreve
quem sabe eu agindo assim
um dia a terra me seja leve.
"Quanto mais um povo reelege um mesmo grupo, quanto mais um povo reelege um mesmo governante, mais poderoso e mais perigoso ele se torna"
Quanto mais, em minha vida
Eu procurei descobrir
O valor, o sentido e também
Uma forma de viver sob a Luz
Tanto mais eu descobri
Que não decido meu destino
Há uma força maior
Muito superior a mim e a tudo
E então, simplesmente me leva
Me serve de escudo
Me afasta das trevas
Mas me fez viver a vida toda
sob a cruz
Cruzou meu destino
Com pessoas
A quem eu não queria conhecer
Fez-me cruzar
Com projéteis ogivais
de ponta em cruz
Levou-me a cruzamentos
sem saída
apenas para ver me decidir
e conduzir-me novamente
a caminho de outra cruz
A Cruz que carreguei
Se chama vida
Lugar de pouca Luz
Se fui feliz
Este não era meu destino
Não nesta vida
Aonde já se encontrava
escrita e decidida
Espero ao menos
Que algo tenha valido
Nesta escura busca
Aonde me parece
Ter sido apenas eu
A entender o sentido
da Cruz que Deus me deu.
Quanto menos sentido faz a vida
Mais necessário se faz vivê-la
As descobertas diárias e casuais
Me impulsionam querer
Aquilo que eu sei
Que não alcançarei jamais
O vento sopra em todos os sentidos
Todas as emoções que podem ser sentidas
Passam por mim
Deixando o coração assim...ressentido
Perdidas as experiências vividas
Hoje parecem ser melhores
Que no tempo em que povoavam minha vida
Que passa assim...sem sentido.
Quanto mais distância toma
Mais podemos enxergar as formas
disformes e tortuosas
das normas que cumpríamos
descobrindo assim
O quanto é bom chegar ao fim
um tempo em que vivemos
de alegrias fictícias
Saber que nunca houve
Primazia e nem primícia
chegar ao dia
Em que finalmente a gente pode
escrever a mais bonita
Poesia infinita
dedicada à tristeza que acabou.
Vivemos em tempos em que a beleza superficial é tão desejada que já ninguém percebe o quanto se tornou banal. Tão banal quanto pisar folhas secas no outono. O verdadeiro conteúdo, porém, vive na árvore que permanece de pé depois de perder tudo o que a ornava. Nua, é essencial. São as raízes, e não as folhas, que sustentam a vida. É sempre dali que brota a única beleza que resiste ao tempo.
Os neutros são tão perigosos quanto os degenerados, pois, ao se calarem diante do caos, tornam-se cúmplices invisíveis da destruição. Enquanto os degenerados agem para corromper, os neutros, pela omissão, sustentam o desequilíbrio.
A neutralidade em tempos de crise não é sinal de prudência, mas de conivência. Quando a injustiça prevalece, o silêncio não é paz — é consentimento. Que tenhamos coragem para escolher um lado, pois a verdadeira ameaça não está apenas nos atos malignos, mas também na indiferença dos que assistem e nada fazem.
Silenciar diante do erro é perpetuá-lo; ignorar a dor do outro é contribuir para que ela se multiplique. Não basta sermos contra o mal em pensamento — é preciso posicionar-se, levantar a voz e agir.
A neutralidade é uma ilusão perigosa, pois quem não se posiciona contra a escuridão já fez sua escolha, mesmo sem perceber. Que nossas ações sejam luz em meio às sombras, lembrando sempre que o silêncio também é uma mensagem — e, muitas vezes, é a mais mortal de todas.
O Quanto crer para valer
Por: Amauri Valim
Ainda se acredita na cura pela força através da espiritualidade que faz parte de um sistema enraizado, na genética, no sangue. Quando não comporta em si um sentimento de maravilhas resta atribuir a alguma graça divina, que parece mais uma evocação mecânica do “graças a Deus, do se Deus quiser”. Assim nunca se sabe com exatidão o que é graça o que é força. Observa-se que o corpo possui processos mecânicos assim como a mente. Quando uma imagem espiritual de uma divindade é reproduzida cria-se uma espécie de exorcismo dos males. Mas quando não suporta a dor e o sofrimento resta recorrer a alguma avaliação clinica; graças às especialidades científicas doutoradas em salvação. Em uma crítica sobre o organismo humano por suas dores e sofrimentos cabe uma análise do poder que nele se encontra, e do poder que se busca para a salvação das ameaças diabólicas percorridas no cotidiano. Pode-se observar o modo como um cavaleiro cuida de seu animal, agradece a “Tudo” o que ele confia, mas para garantia amarra-o. Se a mula é amarrada a mula não escapa. Assim se rezar para chover choverá. Se rezar para acalmar a tormenta ela acalmará, e por fim se nada o fizer o mesmo acontecerá. O status da tradição religiosa traduz uma única verdade sobre tudo, o que parece não ser condizente com a psicanálise de Freud que pressente abalar os saberes estéticos sobre a criação, e nem com a análise crítica de Nietzsche em seu livro “o Anticristo”. O processo de salvação não parece ir além do surrealismo dentro dessa estética difundida. Essa de Queiróz satiriza de uma forma elegante os poderes das divindades contra os poderes diabólicos. A estética religiosa é surrealista, é o mesmo que sonhar com a aparição de um “artista”, mas que não tem hora pra chegar. E assim somos adultos com fantasmas entranhados desde criança sem nenhuma comprovação das veracidades sobre “Tudo”. Como explicar o complexo do desconhecido sem chegar à conclusão por uma única fonte verídica e uma única verdade. Acredita-se que a verdade deva ser mudada sempre, não se tratando de posição diretamente antirreligiosa, mas de uma posição que percorra a partir da análise dos padrões da crença. Não é exatamente crente aquele que acredita que a religiosidade não possa proporcionar uma vida sadia, mas pode-se crer que a religiosidade muda comportamentos que por consequência tornam os hábitos saudáveis de vida, por atender os anseios dessa estética. Belzebu é um dos personagens mitológico criado e cultivado no imaginário comum humanamente espelhado no cristianismo, dotado de estratégias inseridas em seu comportamento. Belzebu sobrevive pela alimentação dada dos espíritos fracassados e malignos. Porém com uma semelhança de poderes altíssimos que lhe é dado pelo próprio homem que o teme, tudo é fortalecido pelo quanto se crê. (A. Valim)
- Relacionados
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- Não Vivo Sem Você
- Poesias sobre Amor Não Correspondido
