Antigo
Quando se trata de amor o mundo fica de pernas para o ar. O antigo metamorfosea se em algo novo e inesquecível e foi exatamente no velho e bom azul que eu encontrei a revolução do meu mais íntimo ser. O mesmo azul que sempre esteve cobrindo minha cabeça dos raios castigante do sol enquanto dá formas geométricas as fofíssimas nuvens. Essa cor abençoada que sempre foi a minha favorita e eu nem fazia ideia do por que. Hoje na certeza deste porque, me inspira mais que antes, pois em teus olhos, essa cor me faz flutuar pelas asas da imaginação enquanto eu simplesmente me rendo embarcando na montanha russa chamada amor.
Eu teimo em preferir os que constroem a história, ao invés dos que acham que o antigo é descartável.
Preciso de rituais que me incentivem a abraçar o que é repetitivo, antigo e silencioso. Mas o que anseio é novidade e estímulo.
Terrivel a saudade de um "eu" antigo, nada além da idealização de um passado e da miopia diante do presente. Tudo o que fizemos e fazemos, sem exceção, é a construção do nosso ser. Nossa incapacidade de ser sincero consigo é a causa primeira de toda disfunção psicológica e, lamentavelmente, o epitáfio de tantos que não se suportaram mais.
De acordo com um antigo provérbio de navegação, abaixo da latitude 40° Sul não há lei, e abaixo de 50° Sul, não há Deus.
Todo dia mato o meu antigo eu, todo dia eu mato a fraqueza e a comodidade, só cheguei onde estou porque morri.
Um livro antigo cumpre uma dupla função: Alicerça, ainda que apenas moralmente, tanto uma biblioteca quanto o seu possuidor.
DESCONSTRUIÇÃO
Quando os pais e os avós
vão aos poucos morrendo
é como um prédio antigo
perdendo os pavimentos.
Mas não é ele que cai:
sou eu
desmoronando
por dentro.
PROFESSOR
Ao meu caro professor,
bem antigo do colégio,
que me ensinou a ler,
exercendo o magistério...
Aprender suas lições,
com o passar de gerações,
foi um grande privilégio!
Cada rei, num baralho de cartas, representa um antigo grande rei da História: espadas -- rei David; paus - Alexandre o Grande; copas ̶ Carlos Magno; ouros ̶ Júlio César.
[Em "Curiosidades do Mundo", Editorial Notícias Quarto Minguante; página 42].
A ansiedade é o mais antigo distúrbio emocional da humanidade, provocada, quase sempre, pela insegurança em si mesmo, temor ao futuro e a constante autocobrança de sucesso pessoal.
No Recife Antigo, o Arco da Conceição (1673-1913), foi demolido para o desafogar o trânsito.
Lamentavelmente o progresso atropelou a história mais uma vez, assim como o trânsito.
"Férias de um verão distante, lições de um antigo aprendizado, o sabor encantado das descobertas, essas não são meras lembranças do passado, são, na realidade, fragmentos de cada parte do que verdadeiramente importa, aquilo e como vivemos, memórias de quem somos, nosso único legado."
“Idas e Vindas”
Quando eu recordei do meu antigo amor, tive um lapso de emoções variadas, ora comemorando a chegada e outrora enlutando a partida. O primeiro amor foi algo monumental pois do nada percebi a sua presença e repentinamente a vi tomando contato de cada minuto dos meus dias. Parecia que todo aquele amor não caberia dentro peito, parecia que insuflava a cada vez que eu lembrava do meu amor, a cada respirar, a cada lágrima. Porventura sentiram algo assim?
Uma história de amor com começo, meio, e fim, ou fim dos fins, fim dos finalmente, fim dos fins dos finalmente, aliás nunca houve fim! Enquanto eu viver vai difícil, seria mais fácil eu tentar novamente do que pensar em colocar um fim... Nossas idas e vindas, nossas pazes e nossas brigas, somos vasos de barro trincados, mas que ainda se pode encher!
Somos a curva do “s” da saudade, somos a luz na escuridão, somos a brisa suave que no rosto toca e névoa amanhecida sobre a rosa; somos o fogo que transporta o amor toda vez nos vemos entrelaçados um ou outro, somos a ruptura que desvenda o perigo no precipício das incertezas, somos clareza no embaralhado das estrelas; somos como a lua e o sol onde vez outra um se opõe ao outro causando um eclipse de desalinho.
Mas fácil esquecer dos dias que não te conhecia do que esquecer do primeiro olhar quando me seduzia, tua cede louca por amor quando me dominava com vigor, encravando suas unhas no meu corpo de desejo, rasgando minhas vestes em busca de um beijo, um sussurro, um gemido, um silêncio do seu grito de prazer, ensopando felizmente com lágrimas nos meus cabelos.
Quem me dera poder morrer te amando, não me vejo vivendo um minuto sem ter você em pensamento; das lembranças e das histórias do amor vivido, quem me dera ter te amado mais, sem ter me importado por apenas ter sofrido! Não me ames, não me julgues, serei eu, seu amante dos desejos mais desnudos, e se por acaso percebas, tenha certeza, será sempre minha bela, meu amor e as minhas histórias de amor mau resolvidas!
Deutes Rocha Oliveira (14-04-2022)
O insolente provoca inveja, ciúme, e ira ao diabo; mas por outro lado, este antigo inimigo, fica cheio de orgulho por ter um discípulo.
Despertar.
Acordei pouco inspirado,
Estava travado,
Em meu pensamento,
Em um momento,
Antigo, guardado no porões
Do inconsciente.
Veio à tona de repente,
Como corrente, de vento,
Que abra a janela e o sol
Se faz presente.
E, ai, contente, olhei novamente,
Profunda e delicadamente.
