Textos sobre ansiedade que resumem esse sentimento difícil
Sem Tempo.
1:00 AM
As luzes ainda estão acesas
2:00 AM
Minha visão ao teto, me faz presa
3:00 AM
A ansiedade se iniciou
4:00 AM
Pensamentos intensos para um só indivíduo
5:00 AM
E ao relar dos cílios, apenas suspirou
6:00 AM
E a manhã novamente começou
Enquanto minha vida exigia atentamente
Que eu me movesse, que eu fosse em frente
Qualquer coisa, compromissos, responsabilidades
Minha natureza sentia o prazo chegando
“Seria isso uma ameaça eminente?”.
Dentro de mim, pulsante, o medo e o escalar de algo que não era “eu”
Uma linguagem que eu não entendia;
Era como se eu fosse um barco, navegando em um mar profundo, desconhecido, um mar que também sou eu, que de repente, esse barco se afunda, e eu me perco em mim mesma.
No impulso de seguir
Gritava dentro de mim aquilo que não devia.
Escutei minha alma aos berros, eu só não queria, mas eu não entendia o que não queria
Meu corpo ia contra minha vontade, eu gritei, alto
Alto, e gritei, aos prantos, o medo invadiu,
Medo de tudo, de mim, da minha alma, do que sou e do que serei.
Dor
Sinto que minha força esgotou-se
Rompeu-se as amarras e fui ao chão
Queria caminhar nas ruas em escuridão
Fugir da excruciante dor, de seus açoites
Ainda que eu mergulhe em alto mar
Rapidamente ela me seguiria
Lá no fundo me dominaria
Ela sempre vai me encontrar..
As provações nos rasgam por dentro
Comprimem com força o coração
Causando um caos, e a solidão
Acelera drasticamente batimentos
Sentimentos de impotência e inutilidade
As mãos não alcançam, nada a fazer
Só Deus sabe o que irá acontecer
Resta confiarmos nele de verdade.
Lucélia Santos
As palavras fervilham em minha mente, ansiosas por serem libertas, mas minha coragem esconde-se nas sombras, impedindo sua revelação.
De minha forma corpórea,
...parecera, que fora arrancada a minha sombra!
Seria prudente,sob tal acometer emocional,questionar á minha alma,se ela estiver em uma bruma com a razão,confabulando arrancar a coroa de meus pensamentos?
Eu crio minha depressão, me isolo e reclamo de não ter ninguém, mas afinal não sou eu quem afasta as pessoas?.
talvez a noite não seja minha amiga, com ela as luzes se apagam uma por uma, ela traz o silêncio e leva embora todas as distrações… nesse momento a ansiedade já bate na porta, ao ponto de entrar, e eu estou deitado fingindo não escutar.
hoje continuei agindo normalmente, com um sorriso no rosto, como se minha saúde mental não estivesse saído por água a baixo diante tanto choro na madrugada anterior…
Eu tenho muito medo da minha mente, mas não é do presente. O que me tortura é sobre o incerto do futuro.
A frequência que Tu gastas comigo para me dar o que preciso é de tudo perfeita. Nem a minha pressa, ou ansiedade, tampouco a leseira me sustentariam a basta necessidade de ser.
Os que fingem bondade ou maldade não conseguem perturbar a minha mente, mas os que fingem alegria conseguem inquietar a minha Alma.
A ansiedade nada mais é que reflexo da insegurança.
Percebo que quando estou seguro de algo, não sofro por antecipação.
Angústia, exaustão, confusão, desespero, exagero, saudade, solidão, rancor e um pouco de ansiedade — Assim tem sido meus últimos dias — ou talvez todos, mas que nunca haveria reparado.
Nasceu a lua – Matou-me
O ano começa e eu estava decidida a entregar-me aos estudos. A ansiedade por conhecer pessoas novas e encarar assuntos mais complicados me fez está pronta em minutos. Peguei a mochila que por sinal estava completamente fora da padronização da escola e me dirigi ao meu pavilhão. Revi pessoas que marcaram minha vida, abracei-as e apresentei-me a pessoas novas. Eu era típica menina melosa que ama abraços e ursos cor de rosa. Não importava muito naquele momento. Estava perfeito. Até que olhei para a sacada do meu colégio e avistei alguém. Senti calafrios e sorri ao ser chamada por minhas amigas para voltar à conversa. Não me entendi.
A escolha da sala foi logicamente feita pela secretaria do colégio, mas por mais que eu tentasse não sentia nenhuma mudança. O comportamento dos meus colegas era o mesmo, os professores passavam e me cumprimentavam, permaneciam com os mesmos cortes de cabelos e estilos de roupa dos anos anteriores. As pessoas legais continuavam legais, as inteligentes continuavam inteligentes, as mais quietas continuavam sentando nos cantos da sala e os novatos tentavam se encaixar em um deles. Eu especialmente era viciada por disciplina e tentava buscar a ordem. As crises, as brigas e a falta de educação não tinham espaço perto de mim e logo percebi que eu fazia parte da “guarda de honra”. Vinquei-me, aperfeiçoei-me e acomodei-me no militarismo que tanto levanta o meu alto estima. Deves está a pensar – Ela estuda em um Colégio Militar. –Você está certo, meu caro!
Os dias foram passando e todos já estavam com saudade das férias. Entraram de volta no ritmo e a vida voltou a ordem. Eu não era mais a menina dos ursinhos cor de rosa. Passei a ser temida e troquei os vestidos pelo meu fardamento que aos meus olhos era tão bonito quanto o resto do meu guarda-roupa. Eu me dedicava aos estudos a cima de tudo e não desprezava nada que pudesse me acrescentar.
Como todo bom colégio tinha que haver boatos, e a escolhida tinha sido eu. Azar? A palavra “Azar” tinha virado o meu sobrenome no final do mês de Julho, quando as aulas voltaram do recesso de São João. Começaram diversos boatos e então decidi me queixar no “corpo de alunos” (Local responsável pelo comportamento disciplinar dos alunos). Foi daí que conheci a lua.
A ansiedade é o ápice involuntário dum querer ou dum desejo imenso de estar em paz com algo, alguém ou alguma situação. Às vezes, creio, ser este querer tão intenso que me resume a ansiedade, em nada mais, nada menos que uma vontade de viver um estado pleno de nostalgia !!!
O que existe entre a ansiedade e a depressão? Eu não sei.
Me ensine o que é ter medo, pois eu não tenho.
Qual o problema em arriscar, se vejo os perigos como uma coisinha simples?
O que há entre o oito e oitenta? Meio termo?
Me mostre como é estar em cima do muro, quero aprender a viver entre os polos, não exatamente em um ou outro, pulando de um para o outro.
