Anoitecer
Luz da campina ao alvorecer
Aclamam o anoitecer
Terra de maldição
Regozijam a solidão
Meu amor onde vou
Desnorteado estou pelo caminho
Há de ver o desembarcadouro lá no finzinho
Quero fogo para toda essa minúcia
Se desfazer de toda essa balbucia
E continuar a rimar
A fera vem botando para correr sem findar
Quer que todo mundo desapareça
Queimando os planetas para que esmoreça
Respirando gás
Rasgando a paz
Céu de brasa, portão da voragem
Queda sem fim na perdição sem coragem
Que seus filhos encontrem
E sejam cegos a dor e o sorriso
Para não se esbarrarem no salão
E que pelos portais da alma as correntes da animália
Possam segurar na eternidade minha anomalia.
E se um dia me hei de ser pó, cinza e nada...
Que seja o meu anoitecer uma nova alvorada...
Ao me perder, que me encontre em outra estrada...
Espero que ela seja calma e brilhantemente iluminada!
Pedro Marcos
hoo baby, seja minha luz, meu mundo negro é sombrio ao anoitecer.
preto no branco.
branco no preto.
as rosas com o tempo secam.
toda a carisma se vai.
diante da ironia de viver, todos os dias olho para o horizonte.
a luz lentamente desaparece, nos resta a lua, iluminada por lembranças.
pouco tempo nos resta, não ira amanhecer novamente.
há sentimentos que surgem com a lua mas desaparecem com o sol.
Toda vez que entro no jardim mim encanto com as flores em geral, cultivo porém no anoitecer uma flor em especial que chamo de morena, pela sua sutileza quando na luz do luar estarece uma beleza que só se compara a mais bela das mulheres que é você com seu jeito meigo e encantador que fascina meu olhar e coração.
A beleza do anoitecer, é a certeza que vencemos a nossa luta diária. Que as nossas preces foram atendidas e nossas esperanças renovadas por mais um dia. Boa noite!
vou gritar para a lua
quero seu amor...
vivo ao anoitecer
morro ao amanhecer...
sinto seu coração bater,
ninguém compreende
que somos a musica,
em que tudo vivemos
nesse momento...
tenho seu amor eterno.
A cada amanhecer, a cada entardecer e a cada anoitecer: seja grato a Deus por todo este tempo, pois é o Senhor quem concede a vida.
ANOITECER NA PERIFERIA
PARTE III – epilogo.
É chegada a hora, a tarde vai-se embora.
E o anoitecer vem chegando às periferias.
A noite vem se apresentando e, com ela, os transeuntes.
Passando de um lado para o outro, uns vêm das fábricas.
Outros vão para as igrejas e muitos já estão ingerindo geladas.
NOITE
Cai a noite no planalto
Vinda de lugar algum
Estrelas lá no alto
O anoitecer no dejejum
De um quarto vazio
Além da janela, a cidade
Brasília, num luzidio
A magia é divindade
Ruas desertas, silêncio vadio
O dia foi embora, majestade
Sentado num canto, já é tardio
Cai a noite na cidade!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Brasília
Pôr do sol, sol-pôr, anoitecer, entardecer, ocaso
No verão é sincero
No outono é preguiçoso
No inverno é passageiro
Na primavera é copioso
Delicado ou disparado seu retorno é fogoso
Estarei aqui por você
Amanhã esteja aqui quando o dia clarear,
Esteja aqui quando anoitecer,
Preciso de você,
Por favor não me faça sofrer,
Por favor não me deixe sem você,
Esteja aqui quando eu sorrir,
Esteja aqui pra enxugar as lágrimas a cair,
Me abrace como se não houvesse amanhã,
Me abrace como nunca fosse me soltar,
Por favor esteja aqui quando o sol nascer,
Esteja aqui quando precisar de você,
Pois eu sempre estarei aqui por você,
Estarei aqui por te amar,
Estarei aqui sempre que precisar.
Quando os olhos fecharem ao deitar de cada anoitecer, e uma nuvem de pensamento aparecer, interromper o descanso, abaixo do pano tentando entender. O que aconteceu? O dia foi complicado, momentos inesperados, comportamento desajeitado. Eu queria pronunciar, mas cada palavra pensada, ao proferir torna-se uma piada. Tudo elaborado, fato por fato explicado, abrir a boca e dizer, és o problema que enfrento a cada aparecer...
Como é bom SENHOR chegar ao anoitecer com TUA proteção...e entregar nosso descanso ao Senhor da criação.
Letras Em Versos de Edna
Sou um inquisidor que, atrevidamente, invade lares e escritórios, ao alvorecer ou ao anoitecer, sem pedir licença, apresentando ideias, convidando ao debate e instigando à reflexão.
O SILÊNCIO
POR: José Luiz Mak.
No anoitecer encontro o silêncio das ruas, o barulho tímido das folhas e o som distante da cachoeira, que cobre com um véu de espuma branca as mais escuras pedras do lago.
O silêncio da noite me faz lembrar as muitas em que passei a tua procura, passos largos enfrentando a chuva e o frio.
O vento no rosto corta como uma navalha me tirando a paz, aquele lenço guardado no bolso do jeans molhado com a cor do seu batom, manchado de inúmeras carícias em seus lábios.
As estrelas aparecem tímidas ao céu, um pequeno filete de luz da lua me envolve o rosto tomando a parte mais bela.
Os olhos já encharcados pedem desesperadamente por sua silhueta próxima ao meu peito.
Por dentro meu coração arrebentando, como uma orquestra no auge de sua maior nota em uma sinfonia tocada para uma multidão.
Sentimentos envolvem o encontro das almas frias já decompostas pelo tempo.
Cigarras caluniando o orvalho que toma conta das folhas já cansadas do vento.
Fingindo ter vida, a solidão me toma por completo, olho ao redor vejo o final da rua e você não vem.
Abri mão da própria vida, fui cúmplice de meus próprios erros, doei o que deveria receber.
Fui refém da esperança e percebi que estava cada vez mais distante.
Durmo todas as noites com seu nome em minha mente, esperando acordar e poder sentir o teu perfume em minhas entranhas.
Olho o quarto vazio, meia luz em um tom romântico lembra o suor de nossos corpos.
O silêncio da noite me trás as lágrimas e a certeza do final da música em minha garganta.
