Aniversário de Morte
Os poucos anos me ensinaram a mentir como ninguém,me afundaram em um mundo onde a morte é sinônimo de vida
Por favor, me dê mais cinquenta anos de trabalho e diversão, depois uma morte instantânea quando estiver dormindo.
Durante noventa anos, por dezenas de vezes ele desafiou a morte para um duelo. Ela, no seu livre-arbítrio (ou covardia) nunca aceitou o desafio. Só apareceu, sorrateira, quando ele estava dormindo.
Há 2018 anos nascia Aquele que traria a paz aos homens na terra. Ainda hoje choramos sua morte sem praticar seu legado.
Eu sonhava em dar tudo o que falta aos 18 anos, mas quando completei percebi que além da morte a infância é o melhor sítio para relaxo.
POETAS NÃO MORREM
Dizem que os poetas morrem...
Esses dias mesmo disseram-me 30 anos da morte de Drummond.
Não entendo, estou aqui com ele!
Não sou espírita! Estou aqui com ele!
Posso ouvi-lo, senti-lo, aprender com ele, ver suas palavras se materializarem nas mais puras e inteligentes lições de vida.
Como pode um defunto fazer tudo isso?
Drummond vive!
Os poetas não morrem!
Não se deseja a morte a um inimigo, mas também não se pode desejar longos anos de vida a ele.
Então, o que se tem a fazer?!
O homem de 8 mil anos
A morte me esqueceu
Ou foi quando a matei?
Não sei, mas sei que estive lá
Quando eu e um amigo peludo
Descobrimos o fogo
Vou admitir que não fui sábio topei e mim queimei
Na época era cheio de árvores
Os anos se passará inventei alguns martelos, facas
Aí ocorreu algo e cair em uma água congelada.
Acordei anos depois quando encontrei um homem chamado Jesus
A vida daquele homem foi incrível
Isso foi à 1960 anos atrás.
Quando ele morreu aconteceu vários reboliços
Fui até um homem que conhecia, viver por lá
Não tinha me adaptado ainda,
Ocorreram guerras e disseram que eu era filho de uma deusa
Talvez Atena deusa da sabedoria
Ou Artêmis deusa da vida,
Já que achavam que não morria
Em minhas mãos derramaram muito sangue
Teve até umas coisas que mudaram
A coisa que mais me incomodava era o mundo quase sem vegetação ao meu ver
Passou muitos anos até conheci a infeliz
Peste bubônica lá em 1347 durou 6 anos
Matando 75 milhões de pessoas fiquei doente mas não morrir
Aí minha fama cresceu
Fui colocado em guerras como "o homem que não morri"
Não deixei claro um detalhe eu evoluir
Não cresci como os primatas
Pelo tempo fui aprendendo várias línguas
São exatamente 30 idiomas
No ano de 1600, me batizaram de Jason Christopher
Em 1700 conheci um amigo chinês chamado Li Ching Yuen na época ele tinha 23 anos
Hoje ele já faleceu com 253 anos
Por incrível que pareça eu tenho uma cara de um homem de 58 anos mas meu corpo está debilitado por conta das guerras
Servir a primeira e segunda guerra mundial, foi uma carnificina
E sem esquecer da guerra fria
Antes das guerras fui pra unidade 731
Que fui muito maltratado porém só com venenos letais que não deu resultado
Fugir para longe dali também já não queriam que eu estivesse por lá
Fui convocado a entrar na área 51 que teria que viver minha vida por lá
Tinha até um projeto aqui na área 51 pra fazer a área 52
Acho que não serei lembrado por ninguém
Ninguém quer alguém que viveu tanto assim
Teria muitos segredos desvendados
Antes das guerras do século XX
Conheci o físico teórico Albert Einstein
Que também me aconselhou do que viria, logo perdi meus melhores amigos
Einstein com 76 anos e Li Ching Yuen com 253 anos
Fui posto na área 51 e o capitão que não posso dizer seu nome
Disse que pelos meus exames só falto 3 semanas de vida
Einstein e Li Ching Yuen por coincidência
Mim aconselhou que eu deixasse meu legado e minha história
Por isso escrevi minha história
Mais claro é muita coisa então tentei resumir
E não falar sobre tudo
As matas sumiram foi triste
Já é 1960 o tempo passou
Hoje já tenho 8 mil e 80 anos
Vou entregar essa carta para um colega
George Roerich que pedi que escondesse
Talvez alguém possa ver
Espero que eu seja um marque na história
Tchau o soldado está chegando!
A ARTE DE SER VELHO
É curioso como, com o avançar dos anos e o aproximar da morte, vão os homens fechando portas atrás de si, numa espécie de pudor de que o vejam enfrentar a velhice que se aproxima. Pelo menos entre nós, latinos da América, e sobretudo, do Brasil. E talvez seja melhor assim; pois se esse sentimento nos subtrai em vida, no sentido de seu aproveitamento no tempo, evita-nos incorrer em desfrutes de que não está isenta, por exemplo, a ancianidade entre alguns povos europeus e de alhures.
Não estou querendo dizer com isso que todos os nossos velhinhos sejam nenhuma flor que se cheire. Temo-los tão pilantras como não importa onde, e com a agravante de praticarem seus malfeitos com menos ingenuidade. Mas, como coletividade, não há dúvida que os velhinhos brasileiros têm mais compostura que a maioria da velhorra internacional (tirante, é claro, a China), embora entreguem mais depressa a rapadura.
Talvez nem seja compostura; talvez seja esse pudor de que falávamos acima, de se mostrarem em sua decadência, misturado ao muito freqüente sentimento de não terem aproveitado os verdes anos como deveriam. Seja como for, aqui no Brasil os velhos se retraem daqueles seus semelhantes que, como se poderia dizer, têm a faca e o queijo nas mãos. Em reuniões e lugares públicos não têm sido poucas as vezes em que já surpreendi olhares de velhos para moços que se poderiam traduzir mais ou menos assim: "Desgraçado! Aproveita enquanto é tempo porque não demora muito vais ficar assim como eu, um velho, e nenhuma dessas boas olhará mais sequer para o teu lado..."
Isso, aqui no Brasil, é fácil sentir nas boates, com exceção de São Paulo, onde alguns cocorocas ainda arriscam seu pezinho na pista, de cara cheia e sem ligar ao enfarte. No Rio é bem menos comum, e no geral, em mesa de velho não senta broto, pois, conforme reza a máxima popular, quem gosta de velho é reumatismo. O que me parece, de certo modo, cruel. Mas, o que se vai fazer?
Assim é a mocidade- ínscia, cruel e gulosa em seus apetites. Como aliás, muito bem diz também a sabedoria do povo: homem velho e mulher nova, ou chifre ou cova.
Na Europa, felizmente para a classe, a cantiga soa diferente. Aliás, nos Estados Unidos dá-se, de certo modo, o mesmo. É verdade que no caso dos Estados Unidos a felicidade dos velhos é conseguida um pouco à base da vigarista; mas na Europa não. Na Europa vêem-se meninas lindas nas boates dançando cheek to cheek com verdadeiros macróbios, e de olhinho fechado e tudo. Enquanto que nos Estados Unidos eu creio que seja mais... cheek to cheek. Lembro-me que em Paris, no Club St. Florentin, onde eu ia bastante, havia na pista um velhinho sempre com meninas diferentes. O "matusa" enfrentava qualquer parada, do rock ao chá-chá-chá e dançava o fino, com todos os extravagantes passinhos com que os gauleses enfeitam as danças do Caribe, sem falar no nosso samba. Um dia, um rapazinho folgado veio convidar a menina do velhinho para dançar e sabem o que ela disse? - isso mesmo que vocês estão pensando e mais toda essa coisa. E enquanto isso, o velhinho de pé, o peito inchado, pronto para sair na física.
Eu achei a cena uma graça só, mas não sei se teria sentido o mesmo aqui no Brasil, se ela se tivesse passado no Sacha's com algum parente meu. Porque, no fundo, nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço, lendo Michel Zevaco ou pensando na morte próxima, como fazia meu avô. Velhinho saliente é muito bom, muito bom, mas de avô dos outros. Nosso, não.
É larga a rua dos anos, onde a luz pouco existe, o amor nos esquece, onde se sobe e desce e a morte nos apanha e nos acolhe em triunfo.
Com os anos a gente vai se acostumando com a ideia da morte. Difícil mesmo é lidar com essa tal despedida!
Passaram-se nove anos desde quando a morte dela se iniciou.
Desde ali todas as manhãs eram iguais. O sorriso estampado em seu rosto, e aquela felicidade momentânea, aquele medo de viver e de encarar os olhares ao seu redor.
Ela só queria estar em paz. Saber o que era a paz.
Ela tentou. Apelou para todos os lados.
Ninguém a ajudava. Ah, como isso a magoava.
Era tão fácil julgar. Todos tem essa facilidade. Mas não dão a mão amiga.
"Procura tratamento. Eu quero te ajudar. Você tem tudo. Para com a palhaçada. Isso é besteira. Mente vazia. Falta do que fazer."
- Disseram eles.
Ela guardou tudo isso.
Acumulou. Virou bola de neve. E puff...
Explodiu.
Ela se tornou pior do que era.
As mágoas a tomaram completamente... E não havia saída por onde ela olhava.
Era triste. Ela tinha o olhar triste.
Mas a julgavam por isso também.
Era tudo tão injusto. Tão incerto, tão incompleto.
Ó céus, quem dera se por um descuido, isso fosse passageiro.
Mas não foi. Então ela se sentiu livre pela primeira vez. E fez o que realmente curaria.
E lá se foi mais um futuro perdido.
Depressão não é frescura. Sorrir não é felicidade. Sejam gentis.
Por você eu suportaria todos os anos de dores e sofrimentos, eu iria com você até a morte e o traria de volta em vida, por que o amor é assim , colocar a necessidade do outro em primeiro lugar.
20 40 60 anos, uma hora a morte bate em sua porta.
Futebol aos domingos, baile as sextas, maquiagem aos sábados, unha nas segundas, tantos quando se entra no hospital não é algo que se arrependeu algo que se possa voltar atrás.
Como um conta gotas de um soro sua vida pingando ao fim, passa pela cabeça se a alguém que lembra de mim.
A vida que sempre foi sua pra fazer o que bem entender agora depende de outros que tem dúvidas do que tem que fazer.
Uma hora está mal clamando por ajuda, sedado agora ninguém lembra da sua luta, não escrevemos no prontuário o que fez ou deixou de fazer não importa quantos ajudou ou quantos na sua mão deixou de morrer, não vemos sua cor ou sua profissão, se é polícia ou ladrão, aqui não é jogo de criança.
Aqui é onde a ciência termina e começa a fé, porque não décimos se estará conosco no próximo plantão
Quando voltou do campo de batalha há dez anos, você estava à beira da morte. Mas agarrou-se com unhas e dentes a isto. Agora, isto deve ser devolvido ao seu proprietário legítimo.
Ayrton Senna do Brasil
Hoje faz 26 anos da morte do nosso grande Ayrton Senna
Numa triste manhã de domingo na Itália ele saiu de cena
Saudade do brilhante piloto e eterno ídolo brasileiro
que tanto encantou este país e o mundo inteiro
Sua determinação, coragem e amor pela nação
Até hoje nos traz motivação e inspiração
Ele foi um batalhador como é o nosso povo
Não desistia nunca, sempre tentava de novo
Nas pistas era muito rápido e arrojado
Detalhista, perfeccionista não gostava de perder
Sempre humilde e muito respeitado
Um campeão que tivemos o prazer de ver correr
Apesar da imensa saudade que bate forte neste dia
Vamos ficar com a lembrança do que ele sempre dizia:
“Sempre faça tudo com muito amor e com fé em Deus,
Que um dia você chega lá”
Graças a Deus, após 50 anos de vida não tenho mais medo da minha morte. Entretanto, a perda de um ente querido continua sendo um momento muito difícil para mim e até hoje não consigo lidar.
