Andando na Mesma Direção
Trocou de namorada mas não trocou de amor, continua amando a mesma e tentando, inutilmente, se encontrar nos braços de outra.
Se diversas pessoas gostam da mesma coisa por motivos diferentes, então pode-se dizer que, na verdade, elas gostam de coisas diferentes.
Tatuado com açoite
Passam os carros, passam os anos
Uma mesma vida com outros planos
Crescimento alheio às megalópoles
Impaciente com as conversas moles
Mesma rua da infância sem crianças
Não há brinquedos, novas andanças
Habitante do arquipélago da lacuna
Que nos jornais não renderia coluna
O pessimismo é fruto da observação
Fecham-se os olhos, cai outra noite
Continua sendo perdoável ter razão
Ainda que esteja tatuado com açoite
Supera e se recolhe à sua caverna
Existe tranquilidade mesmo sazonal
Não alimenta crença na vida eterna
Otimismo deveras querer ser imortal.
Evite jogar em jogos de azar rotineiramente, pois estatisticamente a chance de ganhar é a mesma de um meteorito cair na sua cabeça, ou seja, quase nula!
Ame a si mesma e seja feliz. Homem nenhum vai poder te fazer sentir feliz se o que for importante pra ele não significar nada pra você.
A força necessária para lutar pelo que se quer, é a mesma força necessária para se manter longe.
Quanto mais força fazemos para ficar longe, mais perto queremos estar!
Indiferente de quem for, uma pessoa só pode ser ajudar se ela mesma quiser ajuda, caso contrário não importa quem seja, não terá efeito.
O Sol surge no horizonte, assim como um novo começo surge entre as brumas, da mesma forma se inicia um novo ciclo.
O ato de multiplicar!
Da mesma forma que incentivamos a multiplicar vosso gesto de amor e carinho, ao próximo, em uma corrente infinita, também lhe proponho buscar conhecimento, para que possa manter a energia constante, e que tua luz brilhe cada vez mais, tornando vossa atitude, um exemplo a se seguir.
Se cada um fizer a sua parte, juntos seremos um só.
André Luiz.
Não posso – nem quero – viver preso à mesma rotina todos os dias, como em um ciclo interminável, apenas para chegar ao fim da vida sem ter feito nada de significativo.
Se você tem algum tipo de relacionamento onde não ama o seu parceiro (a) na mesma sintonia que ele ou ela, é melhor terminar, pois a pior coisa que você pode fazer é alimentar um sentimento em outra pessoa que não existe. Ser verdadeiro em um relacionamento é só para aqueles que não tem medo de serem autênticos, a verdade pode até doer mas ela liberta.
”Pensar demais e sentir demais são caminhos distintos para a mesma angústia. O que muda é como lidamos com ela.”
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
A fé não anula nenhuma preposição universal e científica, da mesma forma que o fato de eu não crer em algo não influencia na existência ou não disto.
Nenhuma pessoa lê um livro duas vezes, pois na segunda vez não é mais a mesma pessoa, e não é mais o mesmo livro!
