Amor Iludido
Carta para N.S.L.
A verdade é que nunca houve amor entre nós. Não de sua parte, pelo menos. Você não me amou quando cruzamos fronteiras e paisagens juntos, nem quando arriscamos construir um lar compartilhado. Você não me amou quando o caos engolia o mundo, nem quando dividimos o mesmo teto. Eu nunca fui sua âncora, nunca sua família. Para você, eu não passava de uma distração conveniente, uma relação transitória para curar feridas de outro tempo. Você amou outros, mas a mim... a mim você apenas utilizou. Sugou-me, sobretudo, emocionalmente, como quem busca tapar o vazio deixado pela ausência de um pai, como quem tenta desesperadamente preencher buracos de uma autoestima quebrada. Talvez, no máximo, você tenha amado o reflexo do que eu te oferecia: minha dedicação, minha ternura, meu zelo. Mas amar a mim, ao meu eu mais genuíno, isso você nunca fez.
Eu, ao contrário, amei você em sua inteireza. Amei até as rachaduras da sua personalidade, os seus muitos defeitos, as suas sombras. Agora, olhando para trás com o olhar frio da razão, percebo que deveria ter encerrado essa história muito antes. Deveria ter abandonado tudo naquela fatídica tarde na estação de trem em Veneza, quando você despejou sua amargura em mim. Ou nos momentos em que você, sem motivo, se recolhia à sua frieza cortante. Ou, quem sabe, nos anos em que eu não podia expressar nem um pensamento sem que você revelasse seu lado mais cruel, mais insuportável. No fundo, eu sabia. Naquele dia em que a verdade queimou como um grito preso na garganta, eu me perguntei — e a resposta agora é cristalina — sim, você é um monstro. Um monstro não apenas em alma, mas um ser cuja maldade se reflete agora em sua face, corroendo-a lentamente.
Você viveu atormentada pelas dúvidas sobre seu propósito, mas devo admitir: encontrou sua vocação. Você é uma mentirosa extraordinária. Uma ilusionista perfeita. O que você fez comigo, transformando amor em ruína, é prova disso.
Não desejo sua queda, mas tampouco desejo sua ascensão. Para você, não guardo nem o menor vestígio de querer — nem bem, nem mal, nem absolutamente nada. Esta carta é apenas um exorcismo, um ato de purgar as memórias pútridas que você deixou impregnadas em mim, uma tentativa de varrer sua sombra de minha mente.
Dedico estas palavras em memória de alguém que um dia foi meu porto seguro, um amigo que confiava sem reservas, brutalmente traído por quem mais deveria protegê-lo. Descanse, querido amigo, embora seu legado seja agora enterrado junto com a mágoa de sua partida.
*13/04/2019
+13/06/2024
É uma ironia que chega a doer como faca: você partiu no mesmo dia em que chegou ao mundo, ambos marcados por um número que pareceu persegui-lo como uma maldição. Que o número 13, tão presente em sua história, não cruze mais meu caminho como cruzou o seu.
Que o destino leve para longe sua lembrança, e que o vazio que você deixou, ainda que enegrecido, seja minha liberdade.
O sentimento verdadeiro de amor ou de amizade,
Demonstra afeto, empatia, sintonia e dedicação...
No entanto, não existe sinceridade de verdade,
Quando se descobre a traição, mais uma falsa ilusão...
Não será a última facada
Deixo meu amor por ti neste ano,
Que o novo ciclo seja um rumo ao verdadeiro amor,
Ao motivo da minha real felicidade.
Nosso amor é real, mas inalcançável,
É doce e melancólico, como um sonho fugaz.
Tu me trazes a alegria e a dor em um mesmo sopro,
E sei que meu coração clamará por teu nome,
Ansiará romper o peito apenas para te buscar.
Mas preciso te esquecer, preciso caminhar adiante,
Soltar-te das amarras da minha alma,
Por meu próprio bem, pela minha redenção.
Meu coração suportará esta facada,
Não é a primeira, tampouco será a última.
Pois há força na dor e vida após a perda.
"Mais uma vez, meu coração se iluminou com a presença do amor, no entanto, estou disposto a abraçar o meu destino, pois percebi que suportar a ilusão de ter alguém é mais doloroso que aceitar a verdade, como diz o ditado, é melhor aceitar a verdade, por mais difícil que seja, espero... que doa menos".
A dor é como uma boa lembrança
Meu primeiro amor, como castigo
pela distância, tu foi-se embora
Era tão tarde quando acabamos de conversar
Sinto falta da minha luz do luar
De sussurrar pelo seu ouvido palavras
bonitas e te deixar constrangido
Como queria inventar questionários que
fossem tão interessantes para ti, para
que pudesse voltar a falar comigo
da mesma forma
Como você era tão ocupado?
Passei frio para lhe acompanhar
Tudo eu fazia por um sorriso seu
Valia ouro
Era raro
Era bonito
E me aquecia
Me aborrece saber que grande
parte foi uma ilusão minha
Te inventei nos meus sonhos
E me machuquei por isso
- Mentiroso
Se te amo
Por que tua lembrança em mim dói?
Achei que fosse tu o meu super-heroi.
Fui um amor verdadeiro ou um simples namoro?
O amor seria o verão se não o outono?
Se te amo
Por que lembranças são como gatilhos em minha mente?
Já que um dia foi tu o motivo de um sorriso ardente.
A ti minha escrita ja foi feliz, hoje soa como uma cicatriz. Estou curado?
Se te amo
Por que de mim se afastou? o amor não é aquele que permanece?
Ou não, ele esvanece.
Se te amo
Por que não entendo o amor?
Ja que dizem coisas
que são contrárias as que um dia alguém me falou.
Se te amo, acho que não sei amar, Porque amar é felicidade, bem estar.
Se amor não existe, aqui não devo ficar.
AMAR O AMOR
Amar o amor que entrou como paixão, demostrar o amor que queima no coração, sem ter medo de amar, pois, amor muito amou, e no pouco conquistou, um espaço neste lugar.
Amar o amor que nunca amou, sabendo que eu posso amar, e que a vertente do amor é verdadeiro, pois, amar o amor que não soube amar, vale mais que amar nenhum amor.
Amar nem sempre é perfeito, nem sempre é verdadeiro, mas sei que o mar, esse não para de ir e voltar, pois amar também envolve se libertar, amar envolver se deixar levar, levar-se pela lua que movimenta a maré, a maré do saber amar.
O AMOR NO OLHAR
O amor se instalou naquele longo olhar, e quem poderia imagina, que o próprio amor faria os olhares terem medo de ser cruzar. Quando o amor é muito intenso, a natureza do errado se apaga, a tentação vira certeza, e nem todos estão prontos para dominar a si mesmos. Não existe possibilidade de amor entre o olhar daqueles que se fingem de cego, e daquele que decide se entregar com medo. Do amor que amou e que teve medo de amar, lhe resta a saudade dos olhares, daquele que nunca assumiu, que o olhar sabia amar.
Amor chama
Por mais que o tempo por nós
passe, sempre fica dentro do
peito algo que se pode usar,
ter, sonhar,sem que venha a ser
uma ilusão qualquer.
A vontade de novo voltar a se
ter algo com o que possamos nos
preocupar, renova-nos só em
pensar.
Quem vive o amor, nunca morre,
deixa para o mundo a sua chama,
luz que acenderá outros corações,
que iluminará outras mentes.
Enquanto no mundo amor houver,
haverá uma chama a nos iluminar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. Cabo Frio, R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Desde do momento em que tudo se tornou disputa de ego, o amor nunca mais pisou ali. Competiam o desinteresse, abraçavam o desapego, perdiam os sentimentos fingindo não senti-los. Quem via a casca dura do caramujo, não sabia o quanto era mole, até que a morte o recebesse.
Tempos difíceis em que as pessoas estão desacreditadas no amor, buscam fugas em bebidas, drogas, vícios, prazeres momentâneos afirmando ser independência o que é desespero e incompreensão. Suas escolhas estão em aparências, status e futilidades e quando enfim entram em um relacionamento, estão sem nenhuma confiança, razas, inflexíveis, melindrosas, tudo que vê no atual parceiro(a) já relacionam de forma impensável a traumas passados reagindo injustamente projetando na pessoa atual o que não lhe cabe, de modo a ir adoecendo e estragando o relacionamento atual e o ciclo se repete.
O amor é uma chama ardente que ilumina ou destrói, trazendo tanto felicidade quanto dor, precisando de sabedoria para lidar com seus altos e baixos.
O AMOR DAS PALAVRAS
Eles eram iguais; ambos tinham três letras, uma única sílaba, também comunicavam e expressavam sentimentos, respondendo qualquer questionamento objetivo que fosse feito.
Eram tão parecidos! Tão iguais! E mesmo assim não podiam viver, o seu estrondoso amor.
Havia uma distância grotesca entre a semelhança que lhes perseguiam. Ainda que se encontrassem extremamente apaixonados, a sentença da vida fazia questão de separá-los toda vez.
Quando o "Sim" se declarava, o "Não" o rejeitava, e ao vê-lo fugir perdidamente — negado pelo seu grande amor — o "Não" se via assustado e apavorado; pedia, então, para que seu amado voltasse, e ele sempre dizia que "sim".
Acontecera tudo novamente. Outra vez se declarava e por enfim decepcionava, ao ouvir mais um "não" de quem tanto lhe amava. Não cabe aqui julgamento ao "Não"! Ele o amava tanto que lhe ofertava a única coisa que tinha na vida, o seu próprio "não".
Um dia, o "Não" entendeu que fazia mal ao "Sim", pois sabia que ele sempre aceitaria quando lhe pedisse para voltar, foi assim que fugiu descomungado! Por amor ao "Sim", negou o seu próprio amor.
CHATICE
mas que repetitiva chatice! Cá comigo
compor um amor sem eira nem beira
o qual tenho cantado, cheio de asneira
e sempre lamentando como um castigo
se penso que do coração digo, só digo
algumas baboseiras de dor hospedeira
nos versos de uma sofreguidão inteira
ah, como posso ser este meu inimigo
e mais que duas frases duma fantasia
de um sussurro na poesia sentimental
é a inspiração tão pálida e tão vazia...
e nem mesmo a sensação é especial
vem carregada de culpa e de utopia
sem alegoria, e sem o tal conto real!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 outubro/ 2021, 04’55” – Araguari, MG
Pt.saudações
Eu queria trovar, sem privações
Cantar o amor cheio de sensação
Não pastei sentido, nem emoção
Vivi na mesma, falto de ambições
E eu não fui um bardo do acaso
Se tive o choro, o riso e a paixão
Tive a afeição, uma outra razão
Problemas mais e mais descaso
E debaixo do medo me condeno
Da dor precária dum sofrimento
Sentimento presto e tão pequeno
Tentei ser romântico no plenário
Então, assim, em nada fui pleno
No romance, raso. Um solitário!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13’46”, 17/10/2021 – Araguari, MG
ainda falarei de amor e das violas que desencantou meu coração
o orvalho lacrimeja o amanhecer
na neblina a canção se perdeu
pela noite de sereno de ilusão
e o poeta na madrugada se esqueceu
de conquistar o que magoa seu coração.
A beleza das estrelas na imensidão
embelezou aquela injusta traição
maldita a boca que te beijou.
ainda falarei de amor e das violas que desencantou meu coração.
Se para esquecer um amor é preciso outro amor, prefiro morrer na solidão.
os meus lábios esperam pelos seus, o seu corpo, ah, o seu corpo, sou obrigado a dizer adeus, mas não importa a ilusão, se para esquecer um amor é preciso outro amor, prefiro morrer na solidão.
Um Beijo No Quadro
Sonhei acordado com um beijo molhado,
que foi dado com muito amor e desejo
Pela sala eu caminhava sozinho
nas mãos uma taça de vinho
era como seu carinho naquele ensejo
Seu sorriso clamava meus lábios
e eu um bobo, no amor nunca fui sábio
me entreguei mais uma vez à ilusão
De-repente a chuva no telhado
me despertou, me vi em frente ao quadro
onde sua imagem sempre destrói, apaga minha solidão.
23/11/2014 W. Lira Franca
"Volto a anos atrás.
Imensurável alegria, tais lembranças me traz.
Quando o amor mútuo, a ambos satisfez e hoje não mais satisfaz.
Ilusões, desilusões, falsas ou reais?
No fim, tanto faz.
O importante é a felicidade, que até mesmo, os falsos amores nos traz.
Falando em ilusões, a felicidade é a mais intensa das tais.
Pois não existe felicidade sem amor e não existe amor sem a calma que o teu beijo me traz.
Tento ver meu futuro mas só olho pra trás.
No passado, se faz minha prisão, em um olhar que fez e que faz, com que minha vida não me pertença mais.
Queria voltar, a cada noite mais, a anos atrás..."
