Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
A vida é assim, acreditar ou descrer.
Entre ser ou não ser, seja mais você.
Mas nada cai do céu,
É preciso correr atrás, ganhar créditos,
Na moral e no respeito, querer mais.
Conquistar seus méritos.
Entender que uma trajetória não se faz
Sem derrota e vitória.
É preciso fazer por merecer a sua glória,
Afinal, de vento em popa
Ou aos trancos e barrancos,
Essa é a sua história.
É fácil mentalizar você
Em uma montanha de pensamento,
Eu hesitei em te dizer,
Que entre quatro ou três doses,
Hipoteticamente eu desejo te ter,
Estranhamente, entre parêntesis, vem um talvez...
Cinco ou seis tragos,
Eu me tranco no quarto,
E viajo,
Em um clima tropical,
Brisa do mar, vento aberto,
Por um momento te materializei,
Dizem que o poder da mente,
Faz de qualquer um, um delinquente,
Que delírio, já diria Sartre,
Alucinação,
Por um pensamento,
Se eu peco com isso?
Já não posso afirmar que sim ou que não.
Mas me pego pensando se vale a pena viver com ou sem emoção...
Pobre dos sã, que ao julgar o louco,
Se faz de culto, mas se vive tão pouco,
É uma linha tênue, entre o acaso e o acontecer,
Mas se te fiz um poema, acho que vale a pena, sonhar em te viver.
Sobre Encontros ...💞
Acredito que somos o encontro bonito.
Entre o olhar e o coração
A soma dos afetos.
Um querer bem.
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©Aline Hikelme
©Textos de autoria de Aline Hikelme
Direitos reservados conforme artigo (Lei 9610/98)
AlinneH / Ano 2022
A vida não vai esperar que você se decida entre continuar ou parar no tempo, ela seguirá seu percurso; Saia da estagnação e vá em busca de um futuro!
Aqueles que vivem do passado, do presente estão ausentes.
Vivem, uma luta corpo a corpo, entre o coração e a mente !
[…]no jardim...
entre tantas flores, ramagem, folhagem e jasmim...
aquela rosa chamou a atenção, de tão amarela que era...
bela, então, me aproximei dela... retratei!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
2022, cerrado mineiro
* Entre a chuva, e o Sol *
Eu, solitário, observava a chuva que, derrepente passou. Saí, e numa poça d'água, a imagem refletida do meu rosto eu pude ver.
Com o passar do tempo, o calor do Sol que surgira, secava mais, e mais a água da chuva.Tornando a poça, cada vez mais peguena, diante do poder do Sol.
Finalmente ; a água da chuva que formara aquele espelho,
secou completamente. Sendo assim, eu não pude mais ver a minha imagem refletida no chão.
Então; a luz do Sol que batia em meu rosto, me fez enchergar que ; o tempo quer nos curar ! A poça d'água feito um espelho, refletindo o meu olhar triste.O Sol a apagando aos poucos, como se, estivesse secando as minhas mágoas.
Tudo isso, me fez enxergar que, não importa o quanto estejamos tristes. Pois Deus, nos trará o Sol de um novo dia, e uma nova chance de sermos felizes !
Dizem que, " o tempo não cura as feridas ! "
Mas, ele traz o sol de um novo dia, para que possamos recomeçar !
" Se no caminho, uma poça d'água da chuva , te faz dar um salto a frente. Imagine, o que a fé pode fazer em sua vida ! "
Vagner S. Sajo
" Entre meus devaneios
Sobre minhas loucuras
Enxugo minhas lágrimas
Através de cada linha"
@nunesdio
Em um duelo entre as palavras e o silêncio qual vence, quis saber a aprendiz. E o mestre respondeu: O que tiver melhor argumento. Se não tiver argumento melhor que o silêncio, cale-se!
NASCIMENTO E MORTE DE UM RIO
Águas das fontes cristalinas
Que entre pedras afloravam
Calma, puras e límpidas,
Que nossas sedes saciavam.
Pelo leito calmo e sereno
Traçados perfeitos faziam
Fascinante e majestoso
Seus caminhos percorriam.
Já adolescente de cenário raro
Entre as matas se comportavam
Ainda belo, sereno e límpido
Peixes e ribeirinhos alimentavam.
Espumas formadas pelo vento
Entre pedras e galhos circulavam
Suavemente percorre o seu leito
Educado, sempre pedia passagem.
Hoje o cenário não é o mesmo
Os cursos dos rios mudaram
Árvores arrancadas sob protesto
As destruições começavam.
Aguas impetuosas sem direção
Deixando para trás a destruição
Sonhos perdidos pela inundação
Um povo sofrido sem motivação.
Buscar culpados não é necessário
Esta façanha é do próprio homem
Provocando a morte das matas e do rio
Deixando para trás um imenso vazio.
O PASSAR DOS ANOS
Passam os segundos,
Juntos somados aos minutos
Aparecem as horas
Entre a claridade e a escuridão
Mais um dia que se vai.
Somado os dias,
Mais um mês que se passa
Não demora,
Mais um ano a festejar.
Comemora-se muito com alegrias
Às vezes há tristeza
Quase num piscar de olhos
Outros anos terminam.
De criança a adolescente
Chegam a maturidade e velhice também
As lembranças caem no esquecimento
Até mesmo a família e os amigos
Num toque se afastam por vezes se afastam.
Ficam os escritos do escriba
Como parceiro e confidente
Sem nexo e sem rimas
Parece ficar o dito pelo não dito
De uma pessoa sozinha e vazia.
. . . Entre você e o vento
O vento ao menos me leva, não me deixa parado.
Você, você sempre me larga, me deixa, sempre em pedaços.
É como um útero cinza que habito:
ar, água, vias de sangue
circulam entre mim e sonhos.
Ruas se entrecruzam
com alguma surpresa:
trompas.
Na esquina, pode estar
qualquer forma de claustro, desespero,
antes mesmo do fim:
ovário.
A indiferença se disfarça de beleza, proximidade:
religiões, bares, barracas
de comida urbana disputam convivas.
O tempo não nos absolve
dessa correria encardida.
Dias nos fazem deixar um pouco do que somos
para trás:
placenta em lixo hospitalar.
Sós
Olhar perdido
dizendo:
a vida é assim mesmo.
Entre vazamento de tubulação na via,
lixo incendiado na calçada,
calor, som de carro
no lava a jato,
me explica o menino,
de talvez
dez anos.
"Entre as Cores e as Palavras
Deixe a inspiração divina aflorar do mais íntimo de seu ser, expressando as mais sublimes e belas emoções com sua história e cultura, caminhando pelas diversas formas de expressão da Arte, unindo à solidariedade, ao amor por todas as pessoas e a todos os seres viventes.
Vamos espalhar amor entre as cores e as palavras.".
A dinâmica simultaneamente tripartida e circular entre 'produção', 'mensagem' (ou 'conteúdo') e 'recepção' (ou 'finalidade'), é pertinente a quase todos os tipos de fontes históricas. Qualquer fonte - ou melhor, qualquer objeto, texto ou criação humana que está prestes a ser constituída pelo historiador como fonte histórica - visou na sua origem (no momento da sua produção) uma recepção ou finalidade, em vista da qual foi elaborada a especificidade do seu conteúdo. Não encontro melhor imagem para falar desta peculiar dialética - capaz de articular circularmente estres três polos - do que a contraditória ideia de um 'triângulo circular da fonte'
[trecho do livro 'A Fonte Histórica e seu Lugar de Produção'. Petrópolis: Editora Vozes, 2020, p.45].
Onde já se viu debate sem divergências? Debate unânime? Debate entre o "amém" e o "sim, senhor"? Eu imaginava que isso só ocorria na extinta URSS.
