Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
veja, aqui é silêncio
mas se olharmos com mais calma
ali no canto há uma luta de morte
entre um besouro e as formigas.
num jardim, assim como no mundo,
sempre tem coisas acontecendo
Que matemática é essa: a da média? Os bons alunos são diluídos entre os ruins! Enquanto os índices estiverem baixo, empregos são garantidos, verbas mordidas e um sem fim de reuniões mascarando a "embromatologia".
Das contrições
Entre o gostar e o querer
há um mal sofrível:
o se arrepender...
vem a tristezas atônita
e o peito vazio
vem sentimentos de noites
sem amanhecer
e as vísceras sangram, aflitas
à cruciação
não existe o que mais fazer...
toda dor traz suas sementes
nem todo céu é de encantos
nem todo rio é de encontros
nem todo verso quer rimas
nem todo chão dá poesia
nem há amor que se plante
em terreno baldio.
A vida é feita de momentos, momentos autos e baixos, momentos divididos entre choros e risos, uma hora tudo está erguido e alicerçado numa super construção de emoção movido pela alegria, noutra hora tudo aquilo desmorona em histórias tristes, mas o que confia em DEUS sempre terá habilidades para fazer do baque uma nova motivação, e renova suas forças.
A diferença é justamente o que
dá dimensão entre o grande e o pequeno;
Um sem o outro é impossível!
Subentende-se que as partículas quase
invisíveis, são tão importantes quanto um todo.
Me - lembrei das madrugadas frias,
Beija - me, Entre as entrelinhas...
Sinto - me invadido por teu corpo que se delicia...
Folgaz momento que se despede,
Na tua voz o silencio se expande...
Estou no frio e lembro - me de gritar...
E você abafa o desejo em minha boca...
Memorável desejo que surpreende,
Me - morda esqueça que há um mundo...
Sinta - se livre dessa infame moralidade.
por celso roberto nadilo
poema desejos
Eu não queria te deixar escorrer por entre meus dedos, mas você tem ficado líquido demais para eu conseguir te agarrar, e mesmo que eu faça uma concha nas mãos, não vou conseguir te segurar por inteiro. E se não é por inteiro, não é nada.
"Admito amar uma terra que não é a minha mãe,de fato existe uma relação harmoniosa entre a "Rainha da Borborema"e eu."
Sou temente a Deus,e sei q somente Deus seria capaz de criar tudo quanto há entre céu, terra mar e todo universo .
“Amigos nascem no campo de batalha, entre um ataque e uma dor; nascem do mais improvável momento, mas nascem como provisão do céu.
Amigos são as nossas melhores escolhas, a família que D’us nos deu o direito de escolher; não precisam ser muitos, só precisam ser verdadeiros. Às vezes apenas um, mas um que seja Leal. E para sempre.”
Só o livre debate entre intelectuais independentes pode criar uma atmosfera na qual a verdade tenha alguma chance de prevalecer, mas esse tipo de debate tornou-se impossível a partir do momento em que, na segunda metade do século XX, toda atividade intelectual foi cada vez mais monopolizada pelas universidades. A classe acadêmica tem muita consciência de que o seu poder de pressão sobre a sociedade depende da existência de um consenso acadêmico, de uma opinião dominante que possa ser apresentada em público não como convicção pessoal deste ou daquele indivíduo, mas como convicção geral da classe. Todo debate, dentro dessa comunidade, torna-se assim apenas um momento dialético na formação do consenso destinado a absorver as opiniões divergentes numa conclusão final representativa da classe acadêmica como um todo e investida, portanto, de 'autoridade científica'. O critério, aí, só pode ser o mesmo do 'centralismo democrático' leninista, no qual a troca de opiniões é livre somente até o momento em que se forma o consenso; a partir daí, cada participante do debate tem de abdicar da sua opinião própria e tornar-se um porta-voz do consenso.
Caça e caçador
O veneno destilado
dos deuses enfurecidos
me instiga a delirar
entre copos de torpor...
me faz ser o viajor
no que se diz ser pecado;
ser cordeiro desgarrado
e ser, só de mim, senhor...
de meus rincões, o estridor
sem o tino, ensandecido,
não dá, às razões, ouvidos,
me abre ao prazer e a dor...
sou o caçador sendo a caça;
vencido sou o vencedor ...
O príncipe deve ser preparado para caminhar entre os reis e os plebeus, assim será um homem de bons valores, e fará um bom reinado quando lhe puserem a coroa na cabeça.
QUE VONTADE DE VOLTAR
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Caminhar entre as árvores,
E belas edificações,
Sem medo de balas perdidas,
E assaltos inconsequentes.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde as ruas são embaladas,
Com Beethoven e Mozart,
Ouvindo Ode a Alegria,
e Flauta Mágica.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde o café é mais saboroso,
Onde a cerveja é pura,
Onde o vinho tinto,
Aquece do frio.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde o clima,
Inspira a poética da vida,
Onde a cultura,
Dá sentido a existência.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn.
O ópio entre os covardes por encanto de crepom alivia por instantes as piores dores da alma mas o corpo tremulo pende ao lascivo entorpecimento comprometido pelo prazer que se inicia na dor que adoça, no fogo que refrigera, enfraquecendo o pensamento racional até a morbidez incontrolável do espirito edênico cansado que vagueia pelos vazios acinzentados.
Afinal o preto e o branco são cores da razão, o claro e o escuro, a figura e o fundo. A dimensionalidade sem direção esvazia nos muito mais que preenche mas o vazio dificilmente, transborda. Nos inquieta, irrita, silencia, transpira por um suor azedo, sálico e amargo próximo do aroma acre-doce dos corpos ardentes no verão que por onanismo se bastam entre as dobras dos lençóis de dez mil fios egípcios.
