Amor entre Pessoas que Nunca se Viram
... e quantos,
entre os homens, os que sinceros,
verdadeiros, sabem observar?
E, entre aqueles que sabem, quantos
são capazes de perceber a si mesmos -
quando cada homem é, para si,
o mais complexo dos
seres!
Existe uma distância entre quem eu sou e aquilo que o mundo espera que eu seja. E, nessa travessia, vou me perdendo em fragmentos. Há partes de mim que não retornam. O preço de caber é, muitas vezes, deixar pedaços no caminho.
Casa de taipa.
Feita de barro, mãos e memória.
Erguida entre o vento e a esperança, sustentada mais por coragem do que por paredes.
Nela, cada rachadura conta uma história, cada canto guarda um silêncio antigo, cada porta conhece quem chegou cansado e quem partiu sonhando.
Casa simples aos olhos de muitos, mas imensa para quem entende que riqueza também mora no afeto.
Porque há lares de concreto que nunca aquecem…
e casas de taipa que abraçam como colo de mãe.
Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.
Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.
E tudo bem.
Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.
No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.
PARALISIA DO SONO À LUZ DO ESPIRITISMO.
O LIMIAR ENTRE O CORPO E A ALMA.
Por: Marcelo Caetano Monteiro.
Há experiências humanas que parecem rasgar momentaneamente o véu entre a realidade física e a dimensão invisível da consciência. A paralisia do sono pertence a esse domínio inquietante em que o homem desperta sem despertar inteiramente. Os olhos abrem-se. A mente percebe o ambiente. Sons são ouvidos. Presenças parecem aproximar-se. Entretanto, o corpo permanece imóvel como se estivesse aprisionado por uma força desconhecida.
Desde a Antiguidade, esse fenômeno recebeu interpretações variadas. Povos antigos acreditavam em ataques demoníacos, vampirismo espiritual, visitas de mortos ou opressões sobrenaturais. A ciência contemporânea interpreta a ocorrência principalmente como dissociação entre consciência e atonia muscular do sono REM. Contudo, a Doutrina Espírita oferece uma análise muito mais profunda, integrando fisiologia, psicologia e espiritualidade dentro de uma compreensão integral do ser humano.
Para o Espiritismo, o homem não é apenas organismo biológico. É Espírito imortal temporariamente ligado à matéria através do perispírito. Assim, determinados estados anômalos da consciência revelam precisamente os momentos em que essa ligação apresenta alterações transitórias.
A paralisia do sono torna-se então um fenômeno de extraordinário valor filosófico, psicológico e espiritual.
A VISÃO KARDEQUIANA SOBRE O SONO.
Em O Livro dos Espíritos, especialmente entre as questões 400 e 412, Allan Kardec examina o sono não apenas como necessidade fisiológica, mas como estado de emancipação parcial da alma.
Durante o repouso físico, o Espírito desprende-se relativamente do corpo. Os laços fluídicos não se rompem completamente, porque a encarnação permanece ativa, porém tornam-se mais flexíveis. O Espírito readquire certa liberdade de ação, podendo deslocar-se, encontrar outros Espíritos, recordar parcialmente o passado e receber instruções espirituais.
Kardec afirma que:
“A alma jamais está inativa.”
Essa afirmação possui consequências filosóficas imensas.
Enquanto o materialismo considera a consciência produto exclusivo da atividade cerebral, a Doutrina Espírita sustenta que o cérebro funciona apenas como instrumento de manifestação do Espírito encarnado. A inteligência não nasce da matéria. Ela utiliza a matéria.
Assim, durante o sono, o corpo repousa, mas o Espírito prossegue vivendo.
A paralisia do sono surge precisamente nesse intervalo delicado entre o retorno da consciência espiritual e a reativação completa das funções motoras do organismo físico.
LETARGIA E CATALEPSIA SEGUNDO KARDEC.
Na questão 424 de O Livro dos Espíritos, Kardec diferencia letargia e catalepsia.
A letargia caracteriza-se pela suspensão quase completa das funções vitais aparentes. Respiração e pulsação tornam-se quase imperceptíveis. O corpo assume aparência cadavérica. Em séculos passados, inúmeros indivíduos foram sepultados vivos devido ao desconhecimento médico desses estados.
Já a catalepsia apresenta aspecto ainda mais próximo da moderna paralisia do sono.
Nela:
“a consciência pode permanecer ativa”. “a audição continua”. “a percepção do ambiente persiste”. “o corpo permanece imóvel”.
Kardec pergunta aos Espíritos se os catalépticos ouvem o que ocorre ao redor. A resposta é profundamente reveladora:
“Veem e ouvem pelo Espírito.”
Esse ponto constitui uma das mais importantes demonstrações kardequianas da independência relativa da alma em relação ao corpo.
A consciência permanece desperta mesmo quando os mecanismos motores se encontram temporariamente suspensos.
Sob essa ótica, a paralisia do sono pode ser entendida como forma parcial e transitória de emancipação anímica incompleta.
O PERISPÍRITO E A REINTEGRAÇÃO FLUÍDICA.
Em A Gênese, Kardec define o perispírito como envoltório semimaterial do Espírito.
O perispírito desempenha funções fundamentais:
“transmite sensações”. “interliga mente e organismo”. “conduz impulsos fluídicos”. “serve como molde organizador do corpo”.
Durante o sono, ocorre expansão relativa das irradiações perispirituais.
Na paralisia do sono, muitos estudiosos espíritas entendem existir um reajuste incompleto dessa ligação fluídica.
A consciência desperta antes do restabelecimento integral da motricidade orgânica.
Em linguagem espírita:
“O Espírito já retomou parcialmente a lucidez.” “O corpo ainda permanece em inércia fisiológica.”
Daí surgem fenômenos extremamente característicos:
“sensação de peso”. “opressão torácica”. “incapacidade de mover-se”. “tentativa frustrada de gritar”. “percepção de presenças”. “sons estranhos”. “terror súbito”.
A Doutrina Espírita não afirma que todas essas percepções sejam espirituais. Kardec sempre foi prudente. Muitas podem originar-se da própria atividade psíquica associada ao medo e ao estado hipnagógico.
Entretanto, em certos casos, o semidesprendimento favorece percepções efetivas do ambiente espiritual circundante.
A EMANCIPAÇÃO DA ALMA E AS PERCEPÇÕES ESPIRITUAIS.
Kardec estudou amplamente:
“sonambulismo”. “êxtase”. “dupla vista”. “desdobramento”. “emancipação da alma”.
Todos esses estados possuem elemento comum:
“O Espírito readquire relativa independência do organismo.”
Durante a paralisia do sono, a pessoa encontra-se em condição intermediária.
Não está plenamente adormecida. Não está plenamente reintegrada ao corpo.
Por isso muitos relatam enxergar vultos, ouvir vozes ou sentir aproximações invisíveis.
A visão espírita interpreta esses relatos com equilíbrio.
Nem tudo é obsessão. Nem tudo é alucinação.
Em alguns episódios:
“predomina o componente neurológico”. “predomina o componente psicológico”. “predomina a influência espiritual”. “ocorre combinação de fatores.”
A prudência kardequiana rejeita tanto o fanatismo supersticioso quanto o reducionismo materialista.
A LEI DE SINTONIA ESPIRITUAL.
A Revista Espírita apresenta numerosos estudos acerca das influências espirituais sobre os encarnados.
Segundo o Espiritismo, pensamentos produzem irradiações fluídicas.
Cada criatura gravita espiritualmente em torno das frequências mentais que cultiva.
Assim:
“ódio atrai ódio”. “serenidade atrai equilíbrio”. “viciação aproxima entidades perturbadas”. “elevação moral favorece amparo superior”.
Durante o sono, quando as barreiras fisiológicas diminuem, essas afinidades tornam-se ainda mais perceptíveis.
Por isso determinados indivíduos relatam episódios aterradores recorrentes.
Não porque estejam “amaldiçoados”. Mas porque permanecem em sintonia psíquica inferior.
Kardec ensina que Espíritos inferiores aproximam-se principalmente através de:
“ressentimento”. “sensualismo descontrolado”. “vícios”. “agressividade”. “pessimismo”. “desequilíbrio emocional persistente”.
A obsessão espiritual não surge arbitrariamente. Ela estabelece-se por afinidade vibratória.
YVONNE A. PEREIRA E A CATALEPSIA MEDIÚNICA.
Yvonne do Amaral Pereira aprofundou o tema ao analisar catalepsia e letargia como manifestações relacionadas à mediunidade e ao desprendimento perispiritual.
Segundo ela, em determinados indivíduos sensíveis, ocorre retração temporária das vibrações perispirituais, comparável à planta sensitiva que se recolhe ao toque.
Essa analogia possui enorme profundidade.
O perispírito reage aos estados emocionais, mentais e espirituais.
Sob intensas perturbações fluídicas:
“surgem torpores”. “anestesias”. “desligamentos motores”. “alterações de sensibilidade”.
Yvonne descreve casos nos quais o indivíduo permanecia plenamente consciente enquanto o corpo aparentava estado quase cadavérico.
A consciência não pertencia ao organismo.
Pertencia ao Espírito.
Essa interpretação concorda integralmente com Kardec.
O CASO DE GASPAR EM “LIBERTAÇÃO”.
Em Libertação, psicografado por Chico Xavier, surge um dos exemplos mais impressionantes relacionados à paralisia psíquica e obsessiva.
Gaspar era obsessor endurecido dominado por entidades ainda mais perversas.
André Luiz descreve-o em estado de:
“entorpecimento mental”. “fixação hipnótica”. “automatização psíquica”. “insensibilidade moral”.
Trata-se de verdadeira “paralisia da alma”.
Não física. Mas espiritual.
Gaspar perdera temporariamente sua liberdade psíquica superior devido ao magnetismo destrutivo exercido sobre ele.
Kardec estudou amplamente o magnetismo, considerando-o ciência irmã do Espiritismo.
Pensamentos geram correntes fluídicas.
Essas correntes podem:
“equilibrar”. “curar”. “desorganizar”. “subjugar”.
O caso de Gaspar demonstra como Espíritos inferiores aprisionam consciências através de hipnose obsessiva contínua.
A “ENXERTIA PSÍQUICA”.
Durante reunião mediúnica descrita em Libertação, Gaspar recebe temporariamente recursos vitais da médium Dona Isaura.
André Luiz denomina o processo:
“enxertia psíquica”.
Na visão espírita, fluidos vitais podem ser compartilhados magneticamente.
Kardec explica que o fluido vital constitui elemento indispensável à atividade orgânica e perispiritual.
Quando Gaspar recebe esses recursos:
“recupera parcialmente a sensibilidade”. “volta a ouvir”. “readquire lucidez”. “torna-se novamente consciente.”
Esse exemplo demonstra princípio central da terapêutica espírita:
“A obsessão é enfermidade moral tratável.”
Não existe condenação eterna no Espiritismo.
Existe educação da consciência.
CHICO XAVIER E A HIPNOSE DURANTE O SONO.
Chico Xavier afirmava frequentemente que muitos obsessores atuam sobre encarnados durante o sono.
Isso relaciona-se diretamente às categorias descritas por Kardec em O Livro dos Médiuns:
“obsessão simples”. “fascinação”. “subjugação”.
Durante o desprendimento noturno, Espíritos perturbados podem intensificar tendências já existentes no encarnado.
Daí surgem:
“pesadelos repetitivos”. “fadiga sem causa”. “angústias persistentes”. “despertar agressivo”. “impulsos destrutivos”.
Entretanto, Kardec jamais sustentou fatalismo espiritual.
O encarnado não permanece indefeso.
A verdadeira proteção encontra-se em:
“disciplina moral”. “equilíbrio emocional”. “oração sincera”. “vigilância mental”. “prática do bem”.
A PRECE COMO MECANISMO FLUÍDICO.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, a prece é apresentada não como ritual mágico, mas como emissão vibratória da consciência.
Pensar é irradiar.
Orar é modificar a própria frequência psíquica.
Durante episódios de paralisia do sono, inúmeros espíritas relatam melhora ao recorrer mentalmente à oração.
Isso ocorre porque:
“A mente reorganiza-se.” “O medo diminui.” “O campo fluídico eleva-se.” “O auxílio espiritual aproxima-se.”
A oração sincera rompe circuitos mentais inferiores.
Ela não atua apenas psicologicamente. Atua fluídica e espiritualmente.
MAGNETISMO E PASSES.
Kardec valorizava profundamente o magnetismo.
Para ele, o passe não constitui ritual supersticioso.
É transfusão fluídica.
O magnetizador equilibrado auxilia:
“reorganização perispiritual”. “reequilíbrio nervoso”. “harmonização mental”. “fortalecimento vital”.
Por isso a terapêutica espírita recomenda:
“passes magnéticos”. “evangelho no lar”. “prece”. “disciplina emocional”. “assistência médica”. “higiene mental”.
A Doutrina Espírita jamais orienta abandono da medicina.
O Espiritismo não combate a ciência. Amplia-a.
A NEUROCIÊNCIA E O ESPIRITISMO.
A ciência contemporânea define a paralisia do sono como dissociação transitória entre consciência desperta e atonia muscular REM.
Essa explicação possui legitimidade.
O organismo realmente atravessa estados neurofisiológicos específicos.
Entretanto, o Espiritismo considera insuficiente reduzir toda experiência consciente exclusivamente à atividade neuronal.
Segundo Kardec:
“O cérebro é instrumento.” “A consciência pertence ao Espírito.”
Assim, ciência e espiritualidade não precisam antagonizar-se.
A análise espírita aceita os mecanismos fisiológicos sem negar a dimensão transcendente da consciência.
O fenômeno torna-se então biopsicospiritual.
O MEDO DO INVISÍVEL.
A maior dor da paralisia do sono talvez não seja a imobilidade.
É o confronto repentino com o desconhecido.
O homem moderno afastou-se da reflexão espiritual profunda. Identificou-se excessivamente com a matéria. Perdeu a percepção da própria transcendência.
Quando a consciência desperta parcialmente além dos limites habituais da experiência física, surge o terror.
Porque o invisível revela-se.
Kardec, porém, substitui o medo pela compreensão racional.
Não existem demônios eternos. Não existem maldições sobrenaturais.
Existem consciências em diferentes graus evolutivos convivendo no universo.
A REFORMA ÍNTIMA COMO PROTEÇÃO ESPIRITUAL.
O Espiritismo ensina que o verdadeiro antídoto contra influências espirituais perturbadoras encontra-se na transformação moral.
Não basta conhecer fenômenos.
É necessário elevar a própria consciência.
Ambientes psíquicos degradados favorecem sintonia inferior.
Por outro lado:
“caridade”. “serenidade”. “equilíbrio”. “vigilância”. “disciplina íntima”. “oração”. “bons pensamentos”.
fortalecem o campo espiritual do encarnado.
O homem atrai aquilo que cultiva mentalmente.
A CONCLUSÃO FILOSÓFICA DE KARDEC.
A grandeza da análise kardequiana reside em sua extraordinária prudência.
Kardec jamais afirmou que toda paralisia do sono seja obsessão espiritual.
Mas também jamais aceitou que a consciência humana fosse apenas produto químico do cérebro.
Entre o materialismo absoluto e a superstição irracional, o Espiritismo construiu caminho de equilíbrio filosófico.
A paralisia do sono torna-se então uma experiência limítrofe.
Nela:
“O corpo permanece quase imóvel.” “A mente desperta.” “O Espírito continua ativo.”
E talvez seja precisamente nesses instantes silenciosos, quando a carne falha em responder à vontade, que o homem perceba pela primeira vez que existe algo em si mesmo que ultrapassa a matéria, transcende o cérebro e continua vivendo além dos mecanismos físicos da existência.
FONTES.
O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
A Gênese
O Céu e o Inferno
Revista Espírita
Libertação
Recordações da Mediunidade
O Evangelho segundo o Espiritismo
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.. É aquela famosa sincronia sabe,
entre meu coração batendo, lágrimas nos olhos e os lábios sorrindo..
Entre caminhos desertos e ruas escuras, vou dando os meus passos a espera de um dia encontrar a luz de que eu preciso para me encontrar
No labirinto tortuoso do tempo, entre avenidas invadidas por carrões e lixos, nas alamedas que eram jardins e hoje estão ocupadas por aranhas-céu luxuosos, vemos a banalização da vida, minguando feito moeda de troca pelo poder do poder.
O poeta
Era um menino do qual
Não entendia a diferença entre o bem e o mal,
Entre a dor e a esperança,
Entre o adulto e a criança.
Ele um dia viajou
E se apaixonou.
Seu primeiro namoro foi curto.
Ele chorou por aquilo não ser justo.
Quando se despediu do seu primeiro amor,
Ele sentiu tanta dor
Que suas lágrimas levaram a calma
Lavando sua alma.
Foi quando a esperança perdeu
E por uma menina sofreu.
Percebeu o quanto era complicado
E não quis mais ser amado.
O tempo passou
E ele não mais se apaixonou.
Até você aparecer,
A primeira ferida parou de doer,
E ele conseguiu amar mais uma vez,
Se ela vai te dizer? Talvez.
O medo ajudou a levantar
Uma barreira que só ele pode quebrar.
Era líquida moderna
brincando com sentimento
que escorre entre os dedos
molda-se conforme o vento.
Engana-se, equivoca-se você
não me moldo conforme as situações
não aceito laços de afetividade
que se desenlaçam com enorme velocidade
laços de afetividade frágeis
leves passageiros da contemporaneidade.
Não aceito laços que limitam a esperança,
que fragilizam os sonhos,
que duram apenas uma dança.
A felicidade consiste em ser feliz com o que se tem.
Se entre o querer e o ter reside a felicidade de alguém,
esse alguém vai procurar a felicidade como ninguém
e nunca vai encontrar.
No momento que chegar já é hora de partir,
ir em busca da felicidade que sempre está em outro tempo e em outro lugar, aonde esse alguém nunca vai chegar.
[Desatar]
Entre nós e cordões,
não umbilicais,
limitamos nossos passos,
sendo preciso desatar.
Às vezes somos a corda,
às vezes somos a prova,
de que laços devem ser desatados,
desamarrados, para continuar.
Expandir o pensamento,
não somente olhar no espelho,
sorrir além do aparelho
de TV no móvel da sala.
Rescindir velhas manias,
quebrar antigas oligarquias,
elucidar preceitos de outrora,
mover-se mundo a fora.
Desprender-se é a solução,
pra quem deseja o infinito,
e por mais que seja mito,
não nos faz desmanchar.
Acreditar é o caminho,
seguir parábolas em pergaminho,
Andorinha voa longe quando sai do ninho,
sendo preciso desatar.
Soltar-se ao vento,
flutuar com o tempo
para não sofrer com secas e temporais.
Ainda que perecíveis à vida
não guarde rancor, cure suas feridas.
Onde estás agora não há volta, somente ida,
por isso, às vezes é preciso desatar.
ENTRE O PRINCÍPIO E O FIM, HÁ UM CAMINHO, QUE FAREMOS ORAS BEM ACOMPANHADOS, ORAS SOZINHOS, PORÉM CIENTES DE QUE, SEM A LUZ DA VIDA, NÃO IREMOS A LUGAR NENHUM.
Almany Sol - 29/09/2012
Político é aquele cara capaz de, entre várias alternativas éticas, fazer as coisas do modo politicamente mais incorreto e ilegal possível.
A diferença entre a comida que eu faço e as suas indiretas privadas é que, apesar de ambas serem horríveis, a primeira eu consigo engolir.
Entre a polícia e o bandido, já não sei qual é pior.
Nós somos os patrões, pagamos para ter proteção, mas o que recebemos é humilhação.
Esse serviçinho de porco (mal feito), desperta a revolta de toda uma sociedade, e ainda querem exigir respeito, mais irônico é a propaganda do governador dizendo ‘um Estado de respeito’.
Me pergunto se os bandidos de hoje não surgiram a partir de toda essa revolta que eles mesmos promovem na gente.
E porque NÃO roubar, sendo que a pizza chega primeiro?
Essa fardinha não os torna melhor do que ninguém.
Somos todos seres-humanos!”
(Desabafo à Autoridade)
Arrasto-me por entre perigosas curvas.
Intensas,minha cobiça e busca,
delicado palpar dos meus dedos...
O que o coração sente a mente sempre contradiz, dúvida que nasce entre o medo de sofrer e o desejo de ser feliz.
