Amor entre Almas
A prática mais importante na filosofia estoica é a distinção entre o que
podemos mudar e o que não podemos. Aquilo sobre o que temos
influência e aquilo sobre o que não temos.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
Existe uma grande diferença entre solidão e solidez. Eu não gosto da
solidão. Mas eu amo minha solitude.
"Trecho do livro "O livro das virtudes para geração Z e Alpha"
Entre duas mentiras
O trágico estimulado para sua desconstrução, te convida à angústia e à depressão.
Plano traçado, verdadeira manipulação. Ou seria delírio, teoria da conspiração?
Gera consumo, prêmio, consolação. Só um mundo falso de alienação, mas você nem tem a percepção.
Outra mentira, colega daquela, que junto controla nossa compreensão é a fantasia. Esta idealizada para seu entorpecimento, te ilude à solidão. Alimenta sua desesperança e mina sua determinação .
No entanto, são apenas duas mentiras nas quais cabem revisão.
Abraçando a incerteza, caminho entre a saudade do que fui, a felicidade do que sou, e a esperança do que serei.
A natureza se mostra tão meiga quanto cruel. Entre brisas de outono e enchentes de verão, ela oscila na celebração de cíclicas antítesis.
"Confiar em Deus não é um cálculo piedoso feito por gente que quer deixar de sofrer; é a entrega cega pela qual o homem se faz partícipe da eternidade ainda neste mundo.
Não se chega a esta confiança – infinita ao seu modo – sem a experiência profunda das grandes derrotas".
Gotas cinzas,
Nesta tarde ordinária,
Escrevem no espaço,
Entre chão e céu,
Um instante,
Cinzento molhado,
E entre o vento mais alto e o mar,
Está a gaivota que plaina,
Faz seu voo rasante e fisga,
Faz nascer um peixe voador,
Lá vai ele em seu voo único,
Para depois morrer um peixe nadador,
como é forte a relação
entre o poeta e a decepção
nasce do depósito de um caminhão,
em quem sequer comporta um carrinho de mão
Pensar que outra vez tudo foi em vão,
A quem prefere deixar a toalha cair,
ficando com a razão em escolher se prostituir,
não importa com quantos durma,
o importante em suma é presumir,
uma imagem inabalável que vale até mesmo a todos destruir,
para que seu mundo de segredos não venha a ruir.
Desses versos mais uma vez
a prova de que o coração do poeta é apto a estupidez
ou talvez enganado, por quem não perdoa
a quem um dia a balançou
e acreditou em tudo que tal pessoa um dia falou,
a vida dá sinal, ser meticulosa com a família
o que poderia esperar do final?
Guaratinguetá, 24 de Maio
Leonardo Procópio
O coração sonha com possibilidades infinitas, enquanto a mente calcula os riscos; no conflito entre ambos, encontramos o desafio de equilibrar sonhos e realidade.
Dualidade Simplista
Em um mundo desbussolado e polarizado, o homem pós-moderno vagueia entre sonhos e dilemas, sem rumo certo. Cobranças o cercam, expectativas tolhem, e sua alma se perde em profusão, entre o tradicional e o contemporâneo.
Na dualidade simplista, toda masculinidade é toxicidade, toda sensibilidade é fragilidade, todo incisivo é insensível, e todo o sensível é deprimido.
Importante frisar que ainda temos muito que evoluir. O homem ainda é visto como um ser que não pode falhar, fracassar e falir, sob o peso de expectativas irrealistas.
Pôr fim à opressão masculina, sem emergir a tirania feminina. Superar os estereótipos, que limitam e aprisionam, buscar a igualdade e o respeito, é um passo crucial nesse caminho.
Buscar soluções em diálogos abertos, evitando o jogo de acusações, é fundamental para criar laços de compreensão e união.
De certo, nem herói nem vilão, nem certo nem errado; somos todos humanos, em constante processo de aprimoramento.
Entre o encanto e a proteção, reside a dualidade da ilusão: seduzimos enquanto nos enganamos, nos protegemos enquanto nos entregamos à mediocridade.
me sinto um desconhecida na minha própria família,
me sinto uma estranha entre amigos,
me sinto uma parasita habituando no meu próprio corpo.
apenas como me sinto.
A relação entre o "Corpus Christi" e o homem, acredito que seja como uma manifestação do Cristo em nós, mas ele está latente no ser humano por causa da ignorância, e pode permanecer assim por toda vida na total mediocridade. Nascer e morrer sem nunca ter despertado, vindo ao mundo morto e permanecido morto por intermédio de uma existência vazia. É necessário despertar e permanecer um com Cristo, para poder perpetuar a luz no mundo.
No palco, uma história cíclica, com vivências repetidas entre pais e filhos, idolatrando aqueles que, desde sempre, almejavam o vil metal. Mas, como Belchior roteirizou, o novo sempre vem.
Com a mão fechada, seguro meu destino,
Com a boca aberta, solto meu grito divino,
Entre o punho cerrado e as palavras soltas,
Desvendo meus segredos, minhas reviravoltas
Entre me divertir e trabalhar, eu prefiro ficar com os dois.
A vida é muito curta e falta pouco tempo.
Não sou pergunta nem resposta, sou o eco que nasce e morre entre elas antes de adquirir a medíocre forma das coisas exatas e definidas pela semântica dos termos.
Poucos livros bons haviam aparecido. Entre eles, Literatura e Humanismo, de Carlos Nelson Coutinho; Os equívocos de Caio Prado Júnior, de Paulo Cavalcanti; Ferro e Independência, de Osny Duarte Pereira. Voltava-me para as revistas de cultura; apresentavam-se com dois tipos, pelo menos as universitárias, as dos docentes e as dos discentes. Eu concluia, por isso: "Em suma, provam os três exemplos alinhados que existe contraste, e até antagonismo, entre o pensamento novo, que se levanta nos meios estudantis, e o pensamento velho, que se aninha nas cátedras universitárias. É evidente que as exceções servem apenas para confirmar a regra. Nem tudo que surge do meio estudantil é de alta qualidade cultural, evidentemente; mas a esmagadora maioria do que surge do meio docente universitário é de qualidade inqualificável. Como pode haver respeito, numa atividade ligada ao conhecimento, quando os que aprendem sabem mais do que os que ensinam?
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 226-227
